"Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus." (Mateus 4:4) Bem-vindo ao Verdades Para o Tempo do Fim, um curso em 16 lições para você aprender mais sobre a Palavra de Deus. Entre em contato comigo, mandando perguntas e dúvidas sobre o seu estudo pessoal da Bíblia Sagrada. Escreva para walterdossantos@yahoo.com.br. Que Deus abençoe você.
Mostrando postagens com marcador Jesus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jesus. Mostrar todas as postagens

20090308

VF 4 O Milagre do Novo Nascimento

Como pode uma pessoa nascer de novo? Como é que ocorre uma verdadeira conversão? Isso não pode ser explicado. É um milagre que ocorre dentro de nós, mas sempre com nossa permissão.




Nicodemos, quando foi até Jesus numa noite, não estava esperando um milagre. Não estava procurando a razão do cristianismo. Ele pensou que estava fazendo tudo certo. Afinal era membro do Sinédrio, o conselho que regia os judeus. Ele desconhecia qualquer necessidade em particular, mas foi atraído pela simplicidade, pela lógica e novidade dos ensinamentos de Jesus. Ele contava com uma estimulante discussão de questões teológicas. Mas Jesus, desde o início, colocou o dedo na verdadeira necessidade do seu visitante: "Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." São João (NT) 3:3.

E Nicodemos quis saber: "Como pode um homem nascer de novo?" Jesus não respondeu necessariamente qual era o novo nascimento nem disse em que lugar isso deveria ocorrer. "Não te maravilhes de ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai: assim é todo aquele que é nascido do Espírito." São João 3:7 e 8.

O novo nascimento é igual ao vento. Jesus disse que não podemos vê-lo, mas seus resultados são bem evidentes. "Ninguém vê a mão que levanta o seu fardo, ou observa a luz que desce lá do alto. As bênçãos vêm quando, pela fé, as almas se rendem a Deus. Aí, esse poder que nenhum olho humano pode ver cria um novo ser à imagem de Deus." é algo que não podemos conseguir por nós mesmos. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus." São João 1:12 e 13.
O nascer de novo não é algo que vem através da força ou do planejamento. É um milagre. Nós só podemos permiti-lo. Ele jamais acontece contra a nossa vontade, mas somente com o nosso consentimento.


O apóstolo Pedro fala a respeito de nascer de novo. Ele disse: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre." I São Pedro (NT) 1:23.

O nascer de novo é estimulado, Pedro disse, pela Palavra de Deus. Ele é trazido pelo mesmo poder criador que ordenou que os céus existissem. O nascer de novo é inquestionavelmente um milagre. Um milagre do poder criador. Isso nos leva a fazer algumas perguntas: Que espécie de vento é esse que nem mesmo move uma folha? Que tipo de novo nascimento é esse? O que realmente acontece quando o homem experimenta a obra da recriação?

O apóstolo Paulo escreveu:"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram: eis que tudo se fez novo." II Coríntios (NT) 5:17. Como podemos dizer que a experiência do novo nascimento não envolve um milagre? Por que tentamos fazer por nós mesmos o que apenas Deus pode fazer?

Milhões de pessoas crêem que temos de nos aperfeiçoar sozinhos antes de chegarmos ao Salvador - ficarmos puros e livres de todos os hábitos ruins. Fazermos alguma coisa para nos purificar. Talvez darmos uma grande contribuição. Esta é a noção que muitas pessoas têm: a necessidade de se fazer um milagre sozinho antes de pedir a Deus para operar esse milagre. é um pouco estranho, não é? é o mesmo que querer ficar totalmente limpo antes de tomar banho. O problema com todos esses esforços e auto-aprimoramento é que Deus diz que são inúteis. Vamos incluir mais uma passagem: "Pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Nesse caso também vós podereis fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal." Jeremias (VT) 13:23. Quanto às tentativas de nos tornarmos bons, elas também não são bem-sucedidas.

O profeta Isaías declara: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia" Isaías (VT) 64:6. Não existe um meio de nos limpar sozinhos. Tentar agir assim traz o mesmo resultado que espargir água de rosas sobre o câncer. Ainda assim, muitos perguntam: "O que devo fazer para ser salvo?"

Essa pergunta insinua que existe algo a ser feito para persuadirmos a Deus a nos salvar. A pergunta sugere que se fizermos certas coisas para Deus, coisas específicas, grandes e suficientes, Ele nos salvará. Será que Jesus precisa ser persuadido a nos salvar, se Ele já nos deu Sua própria vida?

Por outro lado, as coisas que um cristão nascido de novo faz não serão diferentes das que fazia antes de nascer de novo? Eis a questão:
O milagre do novo nascimento transforma por completo o comportamento do homem; mas as boas coisas que ele faz agora serão tão naturais quanto as coisas ruins que costumava fazer antes. As coisas boas que ele faz não são uma tentativa de merecer a salvação, mas uma resposta natural ao Salvador que ele conheceu.


Pedro e João estavam a caminho da reunião de oração um dia, quando um mendigo aleijado lhes pediu uma esmola. Pedro respondeu: "Prata e ouro eu não tenho, mas o que eu tenho lhe dou. Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, levante-se e ande." O homem andou. Você pode imaginar a agitação que isso criou entre o povo. Maravilharam- se de o nome de Jesus, mesmo sem a Sua presença física, possuir tal poder.

E Pedro e João postos na cadeia. Lembre-se que Pedro, João e os demais discípulos haviam abandonado Jesus na noite anterior à crucificação. Pedro chegou a negá-Lo. Mas as coisas haviam mudado. E quando compareceu perante as autoridades no dia seguinte, Pedro, sem nenhum sinal de medo, os acusou como responsáveis pela morte do Filho de Deus. As autoridades pediram a Pedro e João somente uma coisa: Que se calassem a respeito de Jesus.

- Calarmos a respeito de Jesus? — responderam.

"Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido." Atos 4:19 e 20

Não conseguiam deixar de falar sobre Ele. Pedro e João tornaram-se corajosos. Eles haviam experimentado um milagre. Tinham nascido de novo. E agora só estavam fazendo tudo aquilo naturalmente.

Mas, como pode uma pessoa nascer de novo? Como é que ocorre uma verdadeira conversão? Isso não pode ser explicado. É um milagre que ocorre dentro de nós, mas sempre com nossa permissão. Deus não nos força nem nos programa como se fôssemos robôs. Em vez disso, Deus chama, convida e espera a resposta.

Não há duas conversões exatamente iguais. Há semelhanças, e o essencial em toda conversão genuína é olhar para Jesus.
Existem decisões a serem tomadas, atitudes a serem mudadas, prioridades revertidas; existe amor, confiança e dedicação; tristeza pelo pecado e arrependimento, que significa dar meia-volta. Existe confissão e perdão. Existe uma vida nova, um novo estilo de vida e um relacionamento com possibilidades ilimitadas.

Pedro, por exemplo, passou boa parte dos três anos e meio com Jesus. Mas ele tinha nascido de novo? Ele era tão seguro de si mesmo, tão impulsivo e desastrado. Aí, veio aquela terrível noite de sexta-feira, quando tudo saiu errado. Pedro gabou-se de estar pronto para morrer por seu Senhor e parece que Jesus não Se agradou quando ele usou a espada. Ele também ficou um pouco descontente com Jesus por não ter feito um milagre para livrar- se dos soldados.

Frustrada e confusa, a sua fé, de repente, tremeu. Pedro havia negado até mesmo conhecer o seu Senhor. Então Jesus olhou para Pedro. E aquele olhar não foi a condenação de Pedro, embora ele a merecesse. Foi um olhar de amor e de perdão e foi o bastante. O coração de Pedro ficou esmagado e derretido ao mesmo tempo. Ele se afastou da multidão, e tratou de voltar correndo para o Getsêmani, o lugar em que Jesus suportou toda dor sozinho. Na terra ainda úmida das lágrimas do Salvador, Pedro chorou em desabafo e se tornou um novo homem.

Com João, a mudança da conversão foi mais gradual. Com Tomé, o momento da nova vida deve ter vindo quando ele caiu aos pés do Senhor ressurreto e disse: "Meu Senhor e meu Deus."

Lembra-se de Zaqueu? Imagine a surpresa dele quando Jesus lhe disse que iria a sua casa naquele mesmo dia. O novo nascimento deve ter começado naquele momento com fé, culpa e arrependimento, tudo misturado em sua mente de uma só vez. Mas note o que aconteceu. Como coletor de impostos, ele havia prejudicado muitas pessoas. Isso precisava ser corrigido e ele queria corrigir. O que ocorreu foi uma conversão, uma mudança, um novo nascimento, sem dúvida. Você concorda? O novo nascimento é uma experiência diferente para cada indivíduo; mas em toda conversão autêntica, é preciso estar disposto a dizer: "Eu sou culpado."

Essa era uma barreira que os fariseus tinham orgulho demais para transpor. Por isso Jesus não pôde ajudá-los. Eram orgulhosos demais para se arrependerem. Existem aqueles que dizem: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo." Mas Paulo estava falando de uma crença concernente apenas a informação? é suficiente crer que Jesus existe, que é o Filho de Deus? Ora, Satanás e seus anjos rebeldes crêem nisso e tal crença os salvou? Não. Uma crença assim também não nos salva. Jesus morreu em nosso lugar e tem que haver uma aceitação pessoal desse sacrifício. Temos que ter fé nisso.

Crer. A fé que salva tem que ser mais do que informação. Tem que incluir compromisso.
É verdade que nascer de novo não é algo que fazemos, mas é no amor que está a ação. Durante todo o caminho haverá decisões a serem tomadas. Deus não fará isso por nós. Haverá passos a serem dados quando entregarmos a vida ao Salvador. Mas tais decisões não são crédito em nossa conta espiritual.

Agora, uma palavra a mais sobre confissão. I São João (NT) 1:9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." A confissão, se for genuína, tem que vir do fundo do coração. Será sem sentido se vier cheia de desculpas e de explicações. Tem que vir do arrependimento verdadeiro e profundo, que somente Deus pode dar. Esse tipo de confissão tem que ser algo mais que "acho que falhei". Mas, o perdão é obtido por nossa confissão? Não.

O perdão jamais é concedido por mérito, jamais é merecido. Não podemos consegui-lo pela extensão, pelos detalhes ou pela beleza da nossa confissão. O perdão é um dom além da nossa capacidade de entender. Seu preço é maior que o Universo, pois custou a vida e o sangue do Filho de Deus. Talvez exista alguém dizendo: Não há esperança para mim. Fiz uma confusão tão grande da minha vida que Deus não vai me querer agora. Acho que... fui longe demais."

Veja o que Deus disse ao profeta: "Vinde então, e argüi-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã." Isaías (VT) 1:18.

Você ainda acha que Ele não o perdoará? Acha que foi longe demais? Quem quer que seja, onde quer que esteja, o que quer que tenha feito, sua culpa pode ser curada. Não importa há quanto tempo essa culpa o venha perseguindo, torturando e esmagando. Você pode levá-la ao Salvador agora mesmo e livrar-se dela.

Quanto tempo leva para se nascer de novo? Somente o tempo que se leva para decidir.


O Dr. Paul Tournier, o famoso psiquiatra suíço, ficou órfão cedo em sua vida. Na época de estudante, ele ficou muito apegado a um professor grego que o tratava com grande consideração. O professor não era um homem religioso, mas era um bom homem. Anos mais tarde, o Dr. Tournier depois de ter se tornado cristão, completou o seu primeiro manuscrito de um livro sobre a vida cristã e quis que alguém o lesse de modo crítico. Assim, lembrou-se de seu velho professor. A visão do professor já não era tão boa quanto antes e ele pediu a seu antigo aluno que lesse o primeiro capítulo em voz alta. Quando terminou, o Dr. Tournier ergueu a cabeça para ouvir alguma crítica. O professor então pediu:

- Paul, continue.

Ele leu mais um capítulo e a resposta foi a mesma. Ele leu o terceiro capítulo e o professor disse suavemente:

- Paul, precisamos orar juntos.

Começaram a orar, mas o Dr. Tournier mal podia disfarçar sua surpresa ante aquela reação inesperada. Quando terminaram de orar, Paul exclamou:

- Eu não sabia que o senhor era cristão.
- Sim, eu sou.
- Mas, quando o senhor se tornou cristão?
- Neste exato momento.

Tome também a sua decisão. Aceite a Jesus agora mesmo!


Share/Bookmark

VF 5 Por que tantas Religiões?

Como iremos distinguir a verdadeira igreja da falsa? Acreditamos que devemos avaliar a Igreja como Deus o faz. Ele mede uma Igreja por sua reação à verdade. E Ele nos mede do mesmo modo.




Por que existem tantas religiões? Como podemos encontrar a religião certa? Alguém já pensou procurá-la nas páginas amarelas da lista telefônica? Recorremos à lista para muitas coisas, mas essa reposta não encontramos lá. Nosso objetivo é a verdade. A verdade não está à venda. Em certas páginas amarelas podemos encontrar colunas e colunas de igrejas, mas como alguém poderá escolher acertadamente em meio a tantas opções?

Você teria coragem de fechar os olhos e correr o dedo por uma página e escolher por acaso aquela igreja onde seu dedo parasse? Certamente, ficaria confuso, porque a questão parece ir muito além das páginas amarelas. Estamos vivendo em uma época de mudanças radicais. As igrejas, por sua vez, na tentativa de mostrar interesse pelo povo, envolvem-se com a ação social, a política, a guerra e a pobreza. Enquanto isso, o Evangelho de Cristo tem sido colocado de lado.

O que tem ocorrido nos últimos tempos é uma deterioração dos valores morais. Cercados pelas dúvidas, há os que pensam em se desligar das igrejas, por considerá-las desnecessárias. E quanto aos caminhos diferentes, inovadores, será que são guias seguros na procura da verdade? Por causa disso tudo, muitas ovelhas desgarradas (como define o Evangelho) estão voltando ao rebanho. E muitas ainda permanecem em dúvida. Você pode ser uma dessas pessoas. A dúvida pode estar atravessada em seu caminho.

Se seu desejo é exclusivamente encontrar a verdade sem subterfúgios, você não irá à procura de uma igreja pela altura de suas torres, pela riqueza de seus altares ou pela elegância de seus adeptos. Existem milhões e milhões de pessoas que se proclamam cristãs. Ela acreditam no cristianismo, opondo-se ao hinduísmo, budismo, islamismo ou judaísmo. Mas, além do vago rótulo de cristãs, não há mais semelhanças.

Cristãos e igrejas cristã parecem ir à procura de todo o tipo de variedades. Você está procurando uma organizacão grande, com muitos milhões de adeptos, ou um pequeno e discreto grupo? Uma igreja antiga ou uma igreja nova? Alguns escolhem uma igreja apenas porque ela está ali na esquina. Outros consideram a amizade muito importante. Há os que são atraídos pela música de um grande órgão ou pelo canto de um coral, ou procuram um pastor simpático e carismático. Poucos, muitos poucos, dão qualquer importância, ou qualquer prioridade, à verdade.

A verdade é o fator mais importante. Deus coloca a verdade à nossa frente. Vamos ver o que Ele diz através do profeta Isaías (VT) 8:20: "A Lei e ao Testamento! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva."
Sem a luz que brilha da Palavra de Deus, não chegaremos ao pleno conhecimento da verdade.


A Bíblia dá uma resposta muito clara e compreensível: "E viu-se um grande sinal do céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz." Apocalipse (NT) 12:1 e 2.

A mulher, na profecia bíblica, significa Igreja. Deus usa com freqüência o símbolo de uma mulher para representar a Igreja. Uma mulher pura e bonita representa a verdadeira Igreja. E uma mulher prostituta representa uma igreja falsa. Tendo isso em mente, entenderemos a profecia. Quando algumas pessoas lêem o livro do Apocalipse, exclamam: "Que coisa horrível! O capítulo 17 fala sobre prostituta!". É bom, entretanto, que você compreenda bem a linguagem bíblica e saiba que o profeta não está se referindo à impureza física. Na verdade, "a mulher vestida de púrpura e de escarlate" ( Apocalipse 17:4) representa uma igreja falsa, infiel ao Senhor. Não se esqueça de que o Novo Testamento fala também da Igreja como a noiva de Jesus. A Igreja aí é, também, simbolizada por uma mulher e Cristo é seu noivo. O caráter da mulher, no Apocalipse, simbolizava a Igreja verdadeira e a igreja falsa.

Continuando a leitura de Apocalipse (NT)12:3 e 4, João descreve: "E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho”.

O dragão é inquestionavelmente Satanás, o anjo caído que levou um terço dos anjos com ele na rebelião. O dragão estava diante da mulher, ou da Igreja, para devorar Seu filho tão logo Ele nascesse. Vamos recordar que Satanás, através de Herodes, o governador romano, tentou destruir a Cristo decretando que todas as crianças do sexo masculino encontradas em Belém fossem mortas. Mas Satanás não foi bem-sucedido.

Vejamos o versículo 5: "E deu à luz um filho., um varão que há de reger todas as nações, com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono." Jesus está a salvo, ao lado do Pai. Mas Satanás não desistiu. Após fracassar na tentativa de destruir Jesus, voltou sua atenção para a mulher, a Igreja, e determinou destruir Seu povo. Isso é o que está retratado com clareza nas Escrituras.

O versículo 6 esclarece que "a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias." A Igreja, atacada por Satanás, passou momentos terríveis. O período de perseguição durou 1260 dias proféticos, cada dia simbolizando um ano literal. A Igreja fugiu para o deserto porque ela precisava de segurança contra a incansável perseguição, que começou logo depois da morte dos apóstolos e iria aumentar no domínio de Justiniano I, no ano 527 da nossa era.

Justiniano oprimiu a verdadeira Igreja - a primitiva - retirando toda a proteção dos que chamava de dissidentes. Os cristãos passaram a ser perseguidos pelo simples crime de permanecerem leais à Palavra de Deus. Essa opressão atingiu sua incontrolável fúria no ano 538. Esse número somado a 1260 nos leva a 1798. Após quase 13 séculos no deserto, Deus impediu que Sua Igreja fosse extinta. Agora observe o que diz o versículo 14: "E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo representam o mesmo período de 1260 anos”.

De acordo com o versículo 16, "a terra ajudou a mulher". Nas montanhas, nos lugares mais afastados, a mulher (a Igreja) se protegeu contra os ataques de Satanás e assim sobreviveu. Logo em seguida, a vemos vitoriosa. E ela permanece assim até o final dos tempos. E chegamos ao versículo 17 do capítulo 12: "E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo."

Vamos relembrar o que estudamos até aqui. São João, o revelador, viu uma bonita mulher representando a Igreja verdadeira de Jesus Cristo, em pé nos céus. Estava grávida, esperando um filho. Uma coroa de 12 estrelas adornava-lhe a cabeça. A Igreja, como se vê, com a coroação de glória dos 12 apóstolos, encontra-se sobre a lua, que não tem luz própria e apenas brilha com luz emprestada. Esse foi o princípio da era cristã. A lua simboliza as sombras e cerimônias do Velho Testamento, que passaram para sempre com o sacrifício de Cristo.

A mulher vestida com o fulgor do sol, ou seja, com o brilho do Evangelho, projetou-se para o futuro. Seu filho foi perseguido pelo dragão, e permanece finalmente a salvo no Céu. A Igreja tornou-se o alvo da perseguição por 1260 anos. Apesar de toda esta fúria destrutiva, ela está viva em nossos dias, consolidada na fé de Jesus e nos mandamentos de Deus.


Durante nosso estudo, quando utilizamos a palavra igreja, não pensamos em nenhuma denominação religiosa. No Novo Testamento, o termo Igreja significa a sociedade religiosa fundada por Jesus Cristo. Seus adeptos são, portanto, os escolhidos de Deus. é muito confortante saber disso, você não acha?

E quanto à predição? Ela se cumpriu? Perfeitamente. Uma tremenda avalanche de perseguição foi desencadeada contra os seguidores de Cristo. Começou com Nero, mais ou menos na época do martírio de Paulo. Os cristãos foram falsamente acusados dos mais hediondos crimes, inclusive de calamidades naturais e terremotos. Muitos foram atirados às feras ou levados às fogueiras, sendo alguns até crucificados.

Mas não ficou só nisso. A perseguição continuou. Entretanto, os cristãos permaneceram firmes. Os que deram a vida à causa de Cristo foram substituídos por outros igualmente leais. Satanás viu que não poderia destruir a Igreja pela violência e resolveu tramar outros métodos: agir em silêncio e trabalhar dentro da Igreja. Como lobo vestido com pele de cordeiro, sua tática colocou a Igreja em tremendo perigo. A concessão tornou-se uma arma mais eficiente do que a morte.

A Igreja, com a pretensão de ser popular, cortejou o mundo. Pagãos em grande número trouxeram seus ídolos, superstições e cerimônias. A popular Igreja visível estava agora corrompida. Não podia mais ser representada pela mulher bonita e pura de que nos fala Apocalipse 12. O pequeno núcleo de cristãos que se mantivera firme, seguindo a Cristo e aos apóstolos, jamais poderia aceitar a heresia e a corrupção. Só lhe restava uma opção: esconder-se, fugir para o deserto, como estava perdido.

Durante toda a Idade Média, por quase 13 séculos, a Igreja teve que permanecer com seu pequeno núcleo de fiéis escondido. Somente Deus sabe quantos foram martirizados naqueles anos terríveis. A perseguição já não vinha de fora. Eram cristãos perseguindo outros cristãos. Foram praticadas as maiores atrocidades em nome da religião. Parece que não existe algo tão terrível como o terror praticado em nome de Deus. Mas através de toda a Idade Média a luz da fé e da esperança jamais se apagou.


As ameaças, os riscos e a própria morte não foram suficientes para apagar a chama viva da verdade conforme a experiência vivida pelos valdenses, em 1655. Eles estavam reunidos na "Chiesa de la Tanna", a Igreja da Terra, onde por muitos anos cantaram, oraram e compartilharam seu testemunho destemido. Um dia, porém, 250 deles foram surpreendidos naquela caverna. Os soldados fizeram uma fogueira na única entrada existente. Enquanto o oxigênio era consumido, eles cantavam louvores a Deus até terminar o fôlego, até a hora da morte. John Milton, o poeta cego, autor do célebre poema "Paraíso Perdido", impressionado com o martírio sofrido por esses heróis, escreveu:

"Vingai, ó Senhor, Teus santos trucidados, cujos ossos jazem espalhados pela fria montanha alpina, aqueles que mantiveram Tua verdade pura, quando nossos pais adoravam pilares e pedras."

Mas a tocha da verdade nunca foi totalmente extinta e, em 1798, chegou ao fim o período dos 1260 anos. Na maior parte da Europa, a perseguição havia cessado 25 anos antes. Jesus havia dito que, "se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria." O Movimento de Reforma havia cumprido seu papel. Os tradutores da Bíblia tinham concluído seu trabalho. As impressoras estavam publicando as Escrituras para serem espalhadas pelo mundo e se tornar disponível para todos.

A Igreja primitiva, a verdadeira igreja, a mulher de que nos fala Apocalipse 12, nasceu no início da era cristã e representa a fé inabalável de Jesus Cristo em toda a sua pureza. Ela prossegue através dos séculos.


É como se ela tivesse entrado no túnel par atravessar os séculos. Procurou esconder-se. Desapareceu durante um período de 1260 anos, tal como previa o apocalipse, e saiu do túnel em 1798, com os estigmas e as marcas de seu longo sofrimento, mas como guardiã da verdade, ainda resplandecendo a pureza da fé recebida de Jesus e dos apóstolos.

Você já imaginou quanta confusão causaria se desse túnel não saísse uma única e verdadeira Igreja, mas 212 ramificações da fé cristã, com diferentes denominações, credos e ismos, uma contra a outra na maioria das vezes? Certamente você diria, com justa razão, que alguma coisa aconteceu no túnel do deserto. Mas as verdades de Deus, fielmente seguidas, apesar de toda a perseguição, devem ter voltado também do deserto.

Não há dúvida de que a Igreja verdadeira sobreviveu em seu longo afastamento. Mas como podemos saber qual a verdadeira Igreja hoje, em meio a tantas denominações?

Como iremos distinguir a verdadeira da falsa? Acreditamos que devemos avaliar a Igreja como Deus o faz. Ele mede uma Igreja por sua reação à verdade. E Ele nos mede do mesmo modo. Ninguém pode dizer que sua Igreja é a única que será salva no final, porque Deus salva as pessoas, individualmente, e não as Igrejas. Portanto, meça a sua Igreja pelo que ela ensina como verdade.

Voltando a Apocalipse 12:17, Satanás ficou bravo com a Igreja e foi fazer guerra ao resto de sua semente, ao resto da Igreja nos últimos dias, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Como se vê, com clareza, Satanás foi fazer guerra contra o resto da Igreja, não com a Igreja primitiva, nem da Idade Média, mas com a Igreja do tempo do fim, o resto de sua semente, os que guardam os Mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

Como a Igreja no final dos tempos manterá a verdade? A Igreja manterá a verdade guardando os mandamentos de Deus, inclusive o sábado, e mantendo o testemunho da fé. é preciso não esquecer que as marcas distintas da verdade saíram imaculadas do túnel do deserto e aguardam a volta de Jesus. Deus preocupa-se tanto com Seu povo que o último livro da Bíblia - o Apocalipse - traça claramente Sua verdade desde o início da Igreja cristã, nos dias de Cristo, até os nossos dias, e nos dá certeza de que não pode haver confusão nem mal-entendidos em nossa busca da verdade.

Se amarmos verdadeiramente Jesus, devemos nos lembrar que Sua promessa é enviar o Seu Santo Espírito para iluminar o caminho da verdade. Basta escolhermos se conduzidos por Ele, basta sermos sensíveis so som de Sua voz dizendo: "Segue-Me."


Share/Bookmark

VF 6 A Essência do Cristianismo

As cerimônias não salvam. Não há nada na água, no pão ou no vinho que possa mudar as pessoas. O batismo e a Santa-Ceia são a expressão pública do relacionamento que já existe com Jesus.




Uma senhora parou seu carro no sinal vermelho. Quando o sinal ficou verde, ela continuou parada. O sinal mudou várias vezes, mas ela continuou esperando. Finalmente, o guarda de trânsito caminhou até o carro e perguntou-lhe educadamente: "Moça, não temos nenhuma cor que a senhora goste?"

Muitos também estão à procura de alguma cor. Alguns seguem o arco-íris em busca do pote de ouro; outros estão empolgados pelas cores da vida noturna; há aqueles que buscam a fama na esperança de encontrar a realização nos aplausos da multidão; alguns buscam satisfação nas profundezas do seu interior e meditam horas a fio; e outros, com boa razão, tentam tudo isso e dizem: "Nenhuma dessas cores me satisfaz."

De fato, só existe um meio de atrair homens e mulheres para uma vida melhor. Jesus disse: "E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim." São João (NT) 12:32.


Não existe maior poder de atração em todo o Universo do que Jesus, o crucificado. Infelizmente, alguns cristãos têm feito a sua vida parecer amarga, cinzenta, triste e incolor. Aqueles que olham para eles, dizem: "Eu já sou infeliz o bastante. Não preciso disso."

A garotinha Márcia e seu vizinho Joel estavam brincando de desenhar no quintal. Ficaram ocupados durante alguns minutos com os lápis de cor quando Márcia olhou para o desenho de Joel.

- Que desenho mais bobo!
- Não é bobo, não.

Em seguida, Joel baixou a voz e perguntou:

- Por que o achou bobo?
- Isso aí não é uma igreja com pessoas orando? -perguntou a Márcia.
- É - respondeu o menino.
- Então por que você desenhou um sorriso em todas as pessoas? Todo mundo sabe que as pessoas são tristes na igreja!
- São mesmo?
- São, sim. Eu ri na igreja do Pedrinho uma vez e gritaram comigo. Acho que Deus não gosta que as pessoas riam na casa dEle. E quando você fala com Ele, deve abaixar a cabeça e ficar muito triste.

Sem dúvida, muitas pessoas têm a noção de que Deus não quer que você sorria; que a felicidade é totalmente proibida e que ser um cristão significa estar sentenciado a uma vida de muita tristeza. Por outro lado, nem todos os cristãos representam mal seu Senhor.

O professor Josh McDowell nos diz que, em sua juventude, resistiu durante anos aos apelos do Senhor. Mas uma coisa sempre o perturbava: os cristãos que conhecia eram "irritantemente" felizes. Tal felicidade não é sequer sonhada por alguém disposto a desistir assim que as coisas ficam difíceis.
O crente pela metade é infeliz. É ele quem acha o caminho difícil e restritivo; o cristão dividido é que tenta escurecer suas cores e turvar sua lealdade na esperança de que ninguém saiba de que lado ele está.


O apóstolo Paulo enumera o fruto do Espírito, as qualidades da verdadeira vida cristã: "Mas o fruto do espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei." Gálatas (NT) 5:22 e 23.

Todos querem essas qualidades, mas onde encontrá-las? Elas são uma dádiva do Espírito Santo aos cristãos genuínos. Isso quer dizer que um compromisso com Cristo provocará mudanças. A experiência cristã do novo nascimento é de fato genuína quando faz diferença na pessoa e em seu estilo de vida.

O apóstolo São Pedro fez alguns comentários apropriados: "O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; Mas... no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus." I São Pedro (NT) 3: 3 e 4.

Os diamantes podem ser comprados e vendidos, mas a beleza do caráter, o adorno interior, não tem preço. é com o artificialismo que São Pedro está preocupado. Por que o cristão se tornaria artificial se Deus tem dado tanta beleza natural para cultivar?

A conversão verdadeira, inevitavelmente, transformará o modo da pessoa viver. Não só fará diferença em seu comportamento, mas também fará diferença em sua postura interior. Dificilmente suas escolhas serão as mesmas de antigamente. Ela não norteará sua vida em motivos egoístas mas em um discernimento cristão.

O apóstolo Paulo nos dá um princípio geral bastante útil:"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Filipenses (NT) 4:8. Aquilo que você pensa determina a sua ação.

O novo nascimento altera nossa forma de viver. Costumes deturpados darão lugar a hábitos saudáveis, provocando um adequado equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Haverá um novo critério relativo à alimentação, à prática de exercícios, à regularidade no sono. Evitaremos qualquer coisa que ameace destruir a saúde. A verdadeira conversão levará a significativas mudanças. O amor se reflete na prática, na ação. Tudo o que é feito com amor não é um peso. Deus não nos pedirá para desistirmos de nada que nos faça bem.


Adoramos um Deus exuberante no uso de cores e desenhos. Veja o pôr-do-sol. é original cada tarde. Observe os pássaros com as cores brilhando à luz do Sol. Note as árvores com suas folhas balançando e enfeitando os campos.

Sem dúvida, o Criador ama a cor e o brilho, a textura e o desenho. Não temos nada a temer. É Ele quem dá vida a toda a criação. Ele espalha cores por todas as estações do ano. Este é o Deus que adoramos. Ele não tem nenhuma cor que você goste?

Ele nunca lhe pede demais. Pede apenas uma pequena parte das riquezas que Ele colocou à sua disposição. O Salvador lhe pedirá que professe sua lealdade publicamente, entrando nas águas e sendo batizado da mesma forma que Ele. Você abriria mão do privilégio de se unir publicamente àquele que morreu por você?
"E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se Lhe abriram os céus, e viu o espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre Ele." São Mateus (NT) 3:16. Jesus saiu das águas com as roupas respingando e ajoelhou-Se humildemente na margem do Jordão. Então o Deus do Céu quebrou o silêncio de séculos, e falou:
"Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo." São Mateus 3:17.

Jesus foi ao rio Jordão para ser batizado. Ele saiu da água; o Seu batismo foi por imersão. Ele não se satisfaria com um pouco de água derramada sobre Ele. Lemos que Filipe batizou o etíope do mesmo modo que Jesus foi batizado. "E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho." Atos 8:36-39.

Note estas palavras: "Eis aqui água", "desceram à água", "saíram da água". Isso é imersão! E o que foi necessário antes desse homem ser batizado? Crer. O que isso nos diz sobre o batismo de bebês? Um bebê pode crer? Uma criança, sim, mas não um bebê. Ele ainda nem sequer sabe quem é Jesus.


"Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida." Romanos 6:3 e 4.

Pode qualquer método de batismo, a não ser o de imersão, representar adequadamente a morte, o enterro, e a ressurreição do nosso Senhor? Que privilégio estar unido com nosso Senhor numa cerimônia tão significativa! Agora é o melhor momento para você decidir seguir o Senhor nesse rito sagrado.

O apóstolo São João, que vivia mais próximo do Senhor, descreveu os acontecimentos da última noite do Salvador com os discípulos antes da crucificação! Ele deve ter descrito aquelas cenas com detalhes, repetidas vezes, aos primeiros cristãos. Ele contou como Jesus repartiu com eles o pão que representava o Seu corpo que, horas depois, seria partido por nós. Contou também como distribuiu entre eles, o puro suco de uva não fermentado, representando o sangue com o qual Ele compraria o direito de nos perdoar. Os discípulos não tinham entendido muito bem essas coisas naquele momento. Mais tarde, porém, esses símbolos passaram a ter um profundo significado para eles. "Fazei isto em memória de mim", disse Ele. Os primeiros cristãos valorizavam tanto o privilégio do serviço da comunhão que fizeram dela, parte de suas reuniões.

Aconteceu uma coisa memorável nessa noite de quinta-feira que deixou uma cicatriz no coração de João. Ele não podia contá-la com a costumeira facilidade. Era costume o anfitrião prover um criado para lavar a poeira dos pés dos hóspedes. Mas naquela noite de Páscoa ninguém se lembrou de conseguir um criado. De repente, chegou o momento desagradável. Cada um dos discípulos teve a convicção de que deveria realizar a tarefa, mas respondeu em seu íntimo: "Não, eu não! Talvez outro. Eu é que não vou fazer esse serviço humilhante!"

E, enquanto eles hesitavam, o próprio Jesus, o Senhor do Céu e da Terra, pegou uma toalha, ajoelhou-Se e começou a lavar os pés deles. Eles ficaram arrasados pelo sentimento de culpa. Jesus, o Senhor, estava fazendo o que eles deveriam fazer, mas tiveram orgulho demais. Isso deixou uma cicatriz em cada coração.


Jon Dybdahl, escrevendo para a revista Insight, conta como ele e sua esposa chegaram à Tailândia há alguns anos como jovens missionários. Uma das primeiras coisas que Jon aprendeu relacionava-se com a etiqueta em relação aos pés. Na Tailândia, não se balança os pés nem se aponta para nada com os pés. Seu hábito de cruzar as pernas com o sapato tamanho 42 balançando no espaço, foi considerado terrivelmente rude. Ele percebeu o quanto a sua atitude era grave, quando foi advertido no tribunal para manter os dois pés no chão durante a audiência. Essa aversão por pés entrava em todas as conversas. Qualquer menção ao pé, ou mesmo à canela, era tabu.

Com o passar do tempo, Jon estava ansioso para falar às pessoas sobre a cruz do Calvário, mas a história não funcionou como ele esperava. Para pessoas que crêem na reencarnação com múltiplas mortes e nascimentos, o que poderia haver de tão especial na morte e ressurreição de Cristo? Sem dúvida, Ele deveria ter feito coisas horríveis em uma outra vida para sofrer uma morte tão horrível.

Como se pode explicar a cruz a um budista? Então um amigo, budista devoto, veio visitar Jon. Ele disse que um conhecido seu, um monge budista, estava construindo um salão das religiões do mundo em seu mosteiro e gostaria de saber se Jon podia ir visitá-lo e sugerir cenas apropriadas e passagens para representar a religião cristã. Jon concordou em ir.

No dia marcado, ele pegou sua motocicleta e orou por sabedoria. Jon e o monge visitaram alegremente todos os edifícios e setores. Chegando ao salão das religiões do mundo, Jon admirou os murais já completos, e aí assentaram-se.

O monge expressou suas próprias idéias:

- Professor, o que o senhor julga ser a essência do cristianismo?

Jon mencionou ao monge São João 13. Encontrou a passagem para ele em sua Bíblia e, lentamente, a leu na linguagem thai como Jesus lavou os pés dos discípulos. O monge nada disse enquanto ele lia, mas Jon podia sentir uma estranha e incrível quietude e poder.

Quando terminou, o monge olhou para cima com grande incredulidade e perguntou:

- Você quer dizer que o fundador da sua religião lavou os pés dos seus alunos?

A testa do monge enrugou de choque e deslumbramento. Ele ficou sem palavras e Jon também. A expressão no rosto do monge tornou-se muito reverente. Jesus, o fundador do cristianismo, tinha de fato tocado e lavado os pés sujos de pescadores!
Jesus lavou os pés de homens que não estavam dispostos a lavar os pés de seu Senhor. O amor deles por Jesus tinha sido grande o bastante para falarem a respeito, para fazerem promessas de que até morreriam por Ele, mas não passava de palavras. Com a culpa atravessando o coração, eles tiveram uma imagem clara do que Jesus vinha tentando ensinar-lhes todo o tempo: o amor é algo que se pratica.


As cerimônias não salvam. Não há nada na água, no pão ou no vinho que possa mudar as pessoas. O batismo e a Santa-Ceia são a expressão pública do relacionamento que já existe com Jesus. Você não quer desenvolver um relacionamento com Cristo? O batismo é a confirmação desse relacionamento. Você aceitaria ser batizado do mesmo modo como Jesus foi batizado? Pense e ore sobre essa importante decisão.


Share/Bookmark

VF 8 Um Dia a ser Lembrado

Existe algum dia aceitável para Deus? Sexta, Sábado ou Domingo? Existe algum dia preferido por Deus?




Voltemos quase dois mil anos até a humilde vila de Nazaré, na antiga Palestina. é meio de semana quando caminhamos pela estrada rua de pedras, passando pelas pequenas lojas com suas portas abertas. Vemos os operários usando suas ferramentas ao passarmos pelas oficinas. E aí, chegamos a uma oficina bem diferente. A frente está muito bem pintada, e a rua foi varrida há pouco. Entramos e encontramos um homem muito gentil, trabalhando como carpinteiro, e ao seu lado um jovem assistente.

O rapaz está aplainando um pedaço de madeira, tornando-o liso e reto. Descansa um momento e enxuga a testa. Quando Ele se vira, vemos que tem o porte de um príncipe, de um rei. Claro, Ele é o Príncipe dos Céus. Voltamos no sábado. Mas no sábado a oficina estava fechada. As ferramentas estavam guardadas. A serragem havia sido varrida. Estava tudo calmo.

Então notamos que as pessoas caminhavam na direção de um destacado edifício bem no centro da vila. Nós os seguimos e nos sentamos nos fundos de uma casa de reuniões quase lotada. Esperamos um momento, ansiosos. Imagine a nossa surpresa ao vermos o jovem carpinteiro encaminhar-se até o púlpito, abrir o pergaminho e começar a ler. Você consegue imaginar tudo isso?

O evangelho de São Lucas nos diz alguma coisa sobre os hábitos de culto de Jesus. "E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o Seu costume, na sinagoga, e levantou-Se para ler." São Lucas (NT) 4:16.

O que estamos vendo? Um homem em conformidade com os costumes de Sua época. Costumes aceitáveis para a Sua geração mas não para a nossa? Estamos vendo um jovem carpinteiro judeu seguindo irrefletidamente as tradições do Seu tempo, ou estamos vendo um Criador descansando no dia em que Ele próprio separou para os homens?

Existe algum dia aceitável para Deus? Sexta, Sábado ou Domingo? Existe algum dia preferido por Deus? Leia os três textos bíblicos que trazem a resposta. O primeiro está em Apocalipse (NT) 1:10. "Eu fui arrebatado em Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta." Tem uma coisa que essa passagem diz com muita clareza. Diz que o Senhor tem um dia, "o dia do Senhor"; mas ele não nos diz qual dos sete dias da semana é o dia do Senhor. Apenas diz que o Senhor tem um dia. Mas esse é um passo na direção certa.

Vamos à segunda passagem. São Mateus (NT) 12:8: "Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor." Esse texto diz que Cristo é Senhor do sábado." Portanto, entende-se que o sábado é o dia do Senhor. De fato, no livro de Isaías, Deus chama o sábado de Meu santo dia".

E agora, o terceiro texto. "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus, e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." Êxodo (VT) 20:8-11.

Descobrimos nesses três versículos que o sétimo dia é o sábado do Senhor. E Deus considerou o sábado tão importante que ele fez dele um dos Dez Mandamentos.
Quando Jesus entrou naquela casa de reuniões num sábado, era apenas um carpinteiro judeu seguindo mecanicamente as tradições do Seu tempo, ou era o Criador descansando no dia que Ele próprio tinha feito para isso? "Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu." São João (NT) 1:10. Está bastante claro. Mas quem era "Ele"? Poderia estar se referindo a qualquer outro, além de Jesus? é claro que não.

Em Colossenses (NT) 1:15 e 16 encontramos o seguinte a respeito de Jesus:
"O que é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nEle foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra..." Muito antes de Ele ter nascido em Belém, Deus "deu o Seu filho". Jesus é nosso Criador. O Cristo do Calvário é o Criador de Gênesis. Rejeitar um é rejeitar o outro.

O sábado é a própria pulsação do evangelho. Jesus tinha todo o direito de dizer: "O Filho do homem é o Senhor do Sábado."
Jesus disse pouco sobre o sábado. Não havia motivo para discussão. A identidade do dia do descanso nunca foi questionada. A única controvérsia levantada foi sobre o modo como Ele o guardava. Ele estava continuamente curando os doentes durante as horas sagradas, e com isso chocava os líderes religiosos da época.
Eles jamais sonhava que Aquele que estava perante eles era o mesmo que havia feito o sábado.

Vamos agora ao encerramento do ministério de Cristo, aquele trágico fim de semana da paixão, e observar os Seus seguidores enquanto se depararam com a hora do pôr-do- sol, na sexta-feira, no início do sábado. No primeiro capítulo de Gênesis, no relato da criação, lemos que "..foi a tarde e a manhã o dia primeiro. ...foi a tarde e a manhã o dia segundo. ...foi a tarde e a manhã o dia terceiro." E assim por diante. A parte escura do dia vinha antes da parte clara. Assim o dia, na contagem de Deus, começa ao pôr-do-sol e não à meia-noite. Isso quer dizer que o sábado se estende do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol da sábado. De fato, a Palavra de Deus diz: "...duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado." Levítico (VT) 23:32.

Jesus tinha sido crucificado e colocado no túmulo. O sábado se aproximava. O que os discípulos fariam? Suas esperanças tinham sido despedaçadas naquele dia. Pensaram que tinham cometido um erro. Não há palavras para descrever a profundidade do desespero que experimentavam. E se houvesse alguma coisa no exemplo de Jesus para incentivar o descuido para com a observância do sábado, certamente perceberíamos na atitude de Seus amigos mais chegados.

Mas vejamos o que aconteceu. "Esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E havendo-O tirado, envolveu-O num lençol, e pô-Lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado. E as mulheres, que tinham vindo com Ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o Seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos, e no sábado repousaram, conforme o mandamento. E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado." São Lucas (NT) 23:52 a 24:1.

Note que três dias consecutivos são mencionados. O dia da preparação, o sábado do mandamento e o primeiro dia da semana. Dois receberam títulos sagrados, "o dia da preparação" e o "sábado do mandamento". O outro dia recebeu apenas um número ordinário: "o primeiro dia da semana".


Então por que a maioria dos cristãos guarda o primeiro dia da semana? Quem autorizou essa mudança? O Novo Testamento não dá qualquer indicação de mudança do dia de repouso, por isso temos que recorrer à História para descobrir como, quando e por que foi feita a mudança.

Essa mudança ocorreu através de uma determinada combinação de circunstâncias. Por volta de 132 a 135 d.C., aconteceu uma revolta judia sob Bar Cocheba. Como resultado dessa revolta, os judeus ficaram desacreditados por todo o Império Romano. E para evitar a perseguição que se seguiu aos judeus, encontramos os cristãos cada vez mais preconceituosos com relação a qualquer identificação com eles. E como a guarda do sábado era uma prática realizada em comum com os judeus, muitos cristãos começaram a minimizar essa obrigação. Mas a perseguição foi apenas um fator.

O desejo de aceitação e popularidade foi igualmente responsável pela indiferença que logo se transformou em apostasia. A Igreja percebeu rapidamente a vantagem de se comprometer com o paganismo. E as vantagens da popularidade que viriam com o influxo de novos membros do mundo pagão? Para tornar seu convite mais interessante, por que trazer para a igreja alguns dos populares costumes pagãos? Tal fusão de costumes não iria fazer com que os pagãos se sentissem em casa na Igreja? Por que não adotar o dia pagão de festança? Foi essa a razão. Assim começou a erosão gradual da pureza da igreja primitiva.

Na primeira parte do quarto século, Constantino, o imperador romano, se tornou cristão. Ele ainda era pagão quando decretou que os escritórios do governo, cortes e as oficinas dos artesãos deveriam fechar no primeiro dia da semana, "o venerável dia do Sol", como era chamado. E foi naquele mesmo século que o Concílio de Laodicéia expressou a preferência pelo domingo. Uma vez que muitos cristãos tinham sido adoradores do Sol antes de sua conversão ao cristianismo (os adoradores do Sol guardavam o primeiro dia da semana há séculos), tornar o domingo um costume cristão seira uma vantagem para a igreja.

Assim, por vários séculos, ambos os dias foram observados lado a lado. De fato, essa prática paralela continuou até o século seis com o verdadeiro sábado sendo observado em muitas áreas do mundo cristão. Mas com o paganismo se infiltrando na igreja, sob a influência tanto da popularidade como da perseguição, o domingo foi enfatizado cada vez mais, e o sábado cada vez menos. Os escritos dos pais da igreja primitiva nos contam a história. Eles traçaram o caminho da apostasia. Eles registraram as práticas da igreja primitiva.
Nenhum escritor eclesiástico dos primeiros três séculos atribuiu a origem da observância do domingo a Cristo nem aos apóstolos.

Augusto Neander, um dos principais historiadores da era cristã, escreveu:
"O festival do domingo, como todos os outros festivais, era apenas uma ordenança humana, e estava longe da intenção dos apóstolos estabelecer um mandamento divino a esse respeito. Não era intenção deles nem da igreja apostólica primitiva transferir as leis do sábado para o domingo." -
A História da Religião e da Igreja Cristã, pág. 186.

Dean Stanley, no livro Lições Sobre a Igreja Oriental pág. 291, diz: "A retenção do antigo nome pagão Bies Solis ou Domingo para o festival semanal cristão é, em grande parte, devido à união dos sentimentos pagãos e cristãos."

Nos anos recentes, muitos cristãos reconhecidos, que também observam o domingo, têm afirmado publicamente que o dia de culto foi mudado pelo homem, não por Deus. Eis uma declaração encontrada na publicação oficial católica Nosso Visitante Dominical, de 11 de junho de 1950, que defende as crenças católicas na tradição e destaca a inconsistência da aderência protestante a ela. O editor de Nosso Visitante Dominical autorizou a publicação dessa declaração. Ele disse: "Em todos os seus livros oficiais de instrução, os protestantes afirmam que sua religião é baseada na Bíblia e na Bíblia somente, e eles rejeitam a tradição sequer como parte de sua regra de fé... Não há nenhum lugar no Novo Testamento onde está declarado claramente que Cristo mudou o dia de culto do sábado para o domingo. Todavia, todos os protestantes, menos os Adventistas do Sétimo Dia, observam o domingo. Os protestantes seguem a tradição ao observarem o domingo."

Existem cristãos que realmente observam o sábado. Na verdade, os Adventistas do Sétimo Dia não são os únicos, mas o maior grupo, com certeza. J. H. Robinson, no seu livro Introdução à História da Europa Ocidental, pág. 30, diz: "De simples começos a igreja desenvolveu um distinto sacerdócio e um culto elaborado. Deste modo, o cristianismo e as mais altas formas de paganismo tenderam a aproximar-se cada vez mais um do outro com o passar do tempo. Em um sentido, é verdade, eles se encontraram como exércitos em um conflito mortal, mas ao mesmo tempo a tendência foi fundirem-se um no outro como extremos que seguiam rumos convergentes."

Há também a declaração de William Frederick, no livro Três Dias Proféticos, págs. 169 e 170: "A essa altura era necessário à igreja adotar o dia dos gentios. Mudar o dia dos gentios teria sido uma ofensa e um pedra de tropeço a eles. A igreja poderia alcançá-los melhor guardando o dia deles." A terrível verdade é que o sábado do Senhor Jesus Cristo foi sacrificado pela popularidade.

O cardeal Gibbons disse: "Você pode ler a Bíblia de Gênesis a Apocalipse, e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras reforçam a observação religiosa do sábado, um dia que jamais santificamos." A Fé de Nossos Pais, 92ª edição, pág. 89.
O domingo não está na Bíblia e não é um mandamento de Cristo. é apenas uma instituição humana. Mas não é uma tragédia que tenha vindo pintada com a apostasia, como um legado direto vindo do paganismo? Que pena que a igreja o tenha recebido tão cegamente!

Temos apoiado, sem perceber, uma instituição que não é sagrada? Com quase vinte séculos de interferência, desde os dias dos apóstolos, e com as Escrituras disponíveis apenas aos reis e aos muito ricos, não é de se admirar que milhões jamais pensaram em questionar sobre o dia de descanso. Milhões têm cultuado aos domingos, considerando isso um privilégio santo. E Deus tem aceitado sua sincera devoção. Mas, com relação ao verdadeiro significado desta questão, o que podemos fazer exceto andar à luz do que Deus nos revelou e deixá-Lo fazer a guarda de verdadeiro sábado um prazer assim como Ele prometeu?

Um pastor acabara de partilhar estas verdades do sábado com o seu auditório. Enquanto o último hino estava sendo cantado, ele saiu pela porta do lado, perto do púlpito. Ele queria chegar rapidamente à frente da igreja onde poderia cumprimentar as pessoas ao saírem. Mas um cavalheiro tinha saído durante o hino de encerramento também, querendo ficar sozinho, para meditar e orar. Na pressa, o pastor quase colidiu com esse homem. Ele estava sozinho. Seus olhos estavam úmidos. Tinha ficado muito comovido com o que ouvira. O pastor colocou a mão no seu ombro, imaginando em que poderia ajudar. O homem voltou-se devagar, olhou com sinceridade para o rosto do pastor, segurou nas lapelas de seu casaco e disse: "Toda a minha vida, tenho orado pela verdade. Mas jamais pensei em perguntar a Deus quanto ela custaria." O Pastor respondeu: "Sim, a verdade tem seu preço."

Que tal agradecer a Deus pelo sábado e dizer a Ele que, custe o que custar: "Estarei disposto a pagar o preço e andar na luz que o Senhor me tem dado"? Você pode fazer isso nesse momento. Basta querer.


Portal Escrivão Caminha recomenda:  
Os cristãos precisam guardar o Sábado? 
Tire essa e outras dúvidas visitando Sábado, o Dia de Deus. 


Share/Bookmark

VF 9 O que a Cruz não Mudou

O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor.




Eram duas e meia da tarde quando, de repente, a América parou. Era uma sexta-feira negra. Os jornalistas estiveram se movimentando através das agências de notícias, com medo do que haviam descoberto. E, finalmente, chegou a palavra definitiva, despida de qualquer boato: o presidente dos Estados Unidos estava morto!

Todos ficaram atônitos, arrasados. O alvo mortífero daquele rifle havia ameaçado a segurança da nação americana. A lei da pátria tinha sido seriamente infringida. Mas a constituição - critério básico da lei e da ordem - permanecia imutável. Aqueles tiros disparados em Dallas, Texas, somente aumentaram a determinação de que no futuro ela seria cumprida com mais cuidado.

Embora este paralelo possa ser incompleto, existiu uma outra sexta-feira negra. E o coração do Universo ficou paralisado. Poucas pessoas se importaram com o que estava acontecendo, mas o Céu se importou. Seres sem pecado assistiram petrificados, quando seu amado Comandante morreu nas mãos de um inimigo que O havia desafiado. O que eles viram naquele dia os convenceu para sempre sobre a verdadeira natureza da rebelião e do pecado. O caráter do anjo caído fora, finalmente, desmascarado.

Apesar de surpreso, chocado e ameaçado pelo golpe mortal do inimigo, o Céu se sentiu seguro ante o conhecimento de que seu governo resistiria. A justiça de sua constituição fora eternamente confirmada pela morte de Jesus. Sua lei permaneceu intocada.


A lealdade dAquele que morreu na cruz tornava agora a desobediência impensável. Sim, o Filho de Deus estava morto. Mas Ele tornou a salvação possível para o homem caído, e fez ainda mais: justificou o Seu governo e tornou o Universo seguro por toda a eternidade!

Imediatamente após a morte de John F. Kennedy, incontáveis memoriais se espalharam por toda a Terra. Rodovias, estádios e aeroportos receberam o seu nome. O Cabo Canaveral tornou-se Cabo Kennedy.

É muito natural que o mundo cristão quisesse fazer um memorial à morte e especialmente à ressurreição de Jesus. Por que não fazer do domingo, o dia da ressurreição, uma lembrança universal do dia em que Ele saiu do túmulo? Muito lógico, não? Mas há um problema: Deus já havia escolhido um memorial para a morte de Cristo na cruz, nós o chamamos de a "Ceia do Senhor" I Coríntios (NT) 11:23 a 26.

Você sabia que Deus também já tinha escolhido um memorial para a ressurreição de Jesus? Podemos ler sobre isto em Romanos (NT) 6:3 a 5: "Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com Ele na semelhança da Sua morte, também o seremos na da Sua ressurreição."

Pode qualquer outro memorial ser mais adequado, mais significativo do que o batismo? Quando uma pessoa entra na água e prende o fôlego, isso simboliza a morte para o pecado; quando é colocada embaixo da água, simboliza o enterro da velha vida; e quando ele vem para fora, simboliza a ressurreição para uma nova vida. E, por estes atos juntos, o seguidor de Jesus compartilha e comemora a morte, o enterro e a ressurreição do seu Senhor. é um memorial perfeito em todos os seus detalhes; é difícil de entender por que o homem tentaria aprimorá-lo.

Mas é exatamente isso que os homens têm tentado fazer, pois um grande segmento do mundo cristão realiza cultos no domingo em lugar do sábado bíblico, e eles respondem que isso é feito em memória da ressurreição. Os memoriais são louváveis, mas o problema é o seguinte: Deus já tem um dia de descanso; foi estabelecido no fim da semana da criação, e ele também é muito importante.

"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou" Êxodo(VT) 20:11.

O sábado é um memorial da criação; é uma lembrança perpétua, a cada sete dias, de que não somos filhos do acaso, nem de qualquer acidente, mas de um Criador amoroso.
Eis a questão: como a natureza humana reagiria tendo dois dias de descanso? Será que não iríamos escolher aquele que fosse mais conveniente? Isso significa que, provavelmente, Sua obra como Criador seria esquecida!

Deus é honrado por nossa lembrança do túmulo vazio, mas a observância do domingo, por mais sincera que seja, viola especificamente pelo menos um dos Dez Mandamentos de Deus. Aqueles que observam o domingo não estão observando o dia que Deus ordenou. Podemos esperar que Deus se agrade com um memorial que esteja manchado com a quebra da lei? Dificilmente.

A essa altura, você pode estar dizendo: "Não sei bem o que li ou onde, mas sempre presumi que existisse autoridade no Novo Testamento para o culto aos domingos. Será que sonhei?" Você não sonhou, apenas supôs o que milhões antes de você também imaginaram. A verdade é que o Novo Testamento menciona o primeiro dia da semana oito vezes. Cinco desses textos apenas se referem ao fato da ressurreição ter ocorrido no primeiro dia da semana.

Examinemos o primeiro deles. "E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que haviam preparado." São Lucas (NT) 24:1. Será bom observar o versículo imediatamente anterior, 23:56: "E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento."

As mulheres já tinham descansado no sábado antes de irem, no primeiro dia da semana, ao túmulo. Não existe nenhuma orientação divina para guardarmos o primeiro dia da semana como dia sagrado. Você pode conferir os outros quatro textos que falam a mesma coisa. São eles: São Mateus (NT) 28:1; São Marcos (NT) 16:2 e 9 e São João (NT) 20:1.

A próxima passagem está no Evangelho de São João (NT) 20:19: "Chegada pois a tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-Se no meio, e disse-lhe: Paz seja convosco."

Essa passagem é mencionada como uma comemoração da ressurreição por aqueles que buscam apoio nas Escrituras para tal mudança. Mas é difícil ver como isso pode ser verdade já que os discípulos estavam reunidos atrás de portas fechadas por medo dos judeus e eles próprios ainda não estavam convencidos da ressurreição, até que Jesus apareceu a eles.

A sétima referência encontra-se no Livro de Atos (NT) 20:7: "E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até a meia-noite."

Paulo pregava um sermão de despedida no primeiro dia da semana. Entretanto, a pregação de um sermão, ou a celebração do culto da comunhão, não faz desse dia um dia sagrado. E, com relação à Ceia do Senhor, tenha em mente que ela foi, originalmente, instituída pelo próprio Jesus em uma noite de quinta-feira. Mas isso faz da quinta-feira um dia de guarda? Muito difícil; especialmente quando inúmeras referências falam de Paulo e outros Apóstolos pregando no sábado. Aliás, esse era o costume. Aquela noite fora apenas uma reunião de despedida!

Chegamos à última referência. "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam coletas quando chegar." I Coríntios (NT) 16:2.

Paulo está promovendo um projeto muito especial ao seu coração. Os crentes em Jerusalém precisavam de assistência financeira, e Paulo está pedindo às igrejas para juntarem uma grande oferta para os seus irmãos na fé (verso 3). Essa passagem não tem nada a ver com ir à igreja aos domingos e colocar uma na sacola, como alguns podem ter entendido. Paulo está simplesmente pedindo aos coríntios que separem algum dinheiro para esse projeto especial. De fato, as várias traduções desse versículo deixam claro que o "pôr de parte" é feito nos lares, não num culto púlpito.

Há mais uma passagem que não menciona o primeiro dia da semana, mas muitas pessoas presumem que sim. Está em Apocalipse (NT) 1:10. "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta." Muitos acreditam que o "dia do Senhor" mencionado nesse texto é o domingo. Mas o dia do Senhor é verdadeiramente o domingo?

Vejamos o que Deus disse através do profeta Isaías: "Se desviares o teu pé do sábado, e de fazer a tua vontade no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras..." Isaías (VT) 58:13.

O povo de Deus vinha negligenciando o sábado e Deus os repreendeu para que parassem e chamassem o sábadodeleitoso e santo. Inquestionavelmente, o sábado é o dia do Senhor. Segundo os melhores registros históricos, a prática de aplicar a expressão "o dia do Senhor" ao domingo surgiu nos círculos cristãos por volta do final do século dois. Quando João escreveu o Apocalipse, aqueles que queriam ver o sábado mudado ainda não tinham nascido. E o fato triste é que quando a expressão "dia do Senhor" entrou em uso entre os cristãos, ela veio manchada pelo paganismo, e especialmente pelo culto ao Sol.

Veja o que escreveu Agostinho Paiva, um escritor português, sobre o mitraísmo. "O primeiro dia de cada semana, domingo, foi consagrado a Mitra desde os tempos remotos, segundo afirmam vários autores. Porque o Sol era Deus, o Senhor por excelência, o domingo passou a ser chamado o dia do Senhor, como foi feito mais tarde pelo cristianismo." O Mitraísmo, pág.3.

Você está chocado com a origem da prática da guarda do domingo? O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor. Tenha em mente que uma mudança assim teria provocado grande controvérsia entre os cristãos primitivos.


Pense na quantidade de espaço que Paulo dá a questão da circuncisão. Ele dedicou todo o livro dos Gálatas para a discussão do problema, e a circuncisão tinha como sua autoridade apenas a lei cerimonial - uma lei de sacrifícios e cerimônias que terminaram quando Jesus deu a Sua vida. A circuncisão sequer é mencionada nos Dez Mandamentos. Imagine a revolta que teria causado se qualquer mudança do sábado, um dos Dez Mandamentos, tivesse sido sugerida ou mesmo insinuada. Poderíamos esperar encontrar livros inteiros relativos ao assunto. E lembre-se que o Novo Testamento foi escrito de 19 a 63 anos após a cruz.

Sem dúvida, existe confusão por todo mundo sobre o dia de descanso de Deus. Milhões acreditam que aconteceu alguma coisa na cruz que desfez a autoridade do mandamento do sábado. Alguma coisa aconteceu, algo saiu errado. Existe confusão, mas Deus é o responsável por essa confusão? Não. Deus disse: "Porque Eu, o Senhor, não mudo" Zacarias (VT) 3:6.

Os apóstolos também não mudaram. Eles observaram o sábado assim como Jesus. Jesus não previu nenhuma alteração do sábado para perto dos Seus dias. Quando Ele falava da destruição de Jerusalém, que seria no ano 70, isto é, quase quarenta anos mais tarde, dizia a Seus seguidores que orassem para que a fuga não acontecesse no sábado. (Ver São Mateus (NT) 24:20).

E na atualidade? O povo de Deus neste final dos tempos é descrito no livro do Apocalipse como os que guardam os mandamentos de Deus (isso inclui o quarto mandamento) e a fé de Jesus. No último apelo de Deus para esta geração, encontrado em Apocalipse 14, ele conclama homens e mulheres a adorarem Aquele que fez a Terra e o Céu.
Em todas as Escrituras, o sábado permanece seguro como um memorial da criação; um dia observado por Jesus e Seus seguidores; um dia ainda observado em nosso dias.
Com toda certeza, você já ouviu alguém dizer que o sábado é um ponto de controvérsia. E é assim porque esta geração prefere acreditar na chance e no caos de bilhões de anos do que nos seis dias da criação realizada por Deus.

Milhões estavam assistindo televisão no momento da confusão, quando um repórter gritou de Dallas: "Ele foi baleado, Oswald foi baleado." O assassino não viveu para ser julgado ou para contar sua confusa história. Mas o assassino do Calvário continua à solta, e furioso porque terá em breve que enfrentar o ajuste de contas, furioso porque seu tempo está se esgotando. A cruz do Calvário mostrou que a lei divina é imutável, mas o anjo caído disse aos homens que a morte de Jesus havia abolido o código moral de Deus e nos livrou de suas obrigações. Ele transformou a cruz que Deus havia usado para confirmar a lei numa arma contra a lei.

Isso aconteceu e está acontecendo. E como resultado, milhões são enganados. No entanto, apesar das investidas do anjo caído, a cruz do Calvário permanece com seu testemunho firme. Ela não aceita a responsabilidade pelo desprezo generalizado à lei de Deus. O que o assassinato de John F. Kennedy causou à constituição? Nada. O que a morte de Jesus causou à lei divina? Nada. O que a cruz causou ao sábado? Nada.

O Calvário é o testemunho de Deus ao homem de que a Sua lei eterna é importante.
Quanto mais detalhadamente investigarmos esse assunto, maior será a convicção de que tem algo errado em algum lugar; em que algumas questões muito importantes temos seguido a multidão, jamais parando para questionar. O exemplo de Jesus é imutável.

Lá está a pequena oficina do carpinteiro, fechada no sábado. Jamais a encontraremos de outro modo. Foi assim naquela sexta-feira negra, à sombra da cruz, e não tem sido diferente, desde o dia em que Ele morreu.


Share/Bookmark

VF 11 A Cruz no Deserto

O santuário portátil do deserto era uma cópia exata do santuário existente no Céu.Essa réplica seria uma escola adequada para nos ensinar muitas coisas sobre o plano elaborado por Deus para a salvação da humanidade.




Você imaginou o que as pessoas faziam quando pecavam, antes de Jesus morrer? Hoje temos a promessa: "Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo, para perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I São João (NT) 1:9.

Agora podemos ser perdoados porque Jesus morreu em nosso lugar e pagou o preço dos nossos pecados. Mas como homens e mulheres podiam ser perdoados antes da cruz, quando Jesus ainda não tinha morrido?

Na verdade, assim que o homem pecou, Deus demonstrou pela primeira vez o Calvário. Foi construído um altar sobre o qual um cordeiro foi sacrificado. Esse cordeiro representava a Cristo.
Através dos séculos, cada vez que um animal inocente era sacrificado, apontava para o dia em que o Filho inocente de Deus morreria no lugar do homem. Esse foi o preço do perdão.


O povo de Israel, recém saído da escravidão, precisava de uma comunicação simples e fácil para compreender o plano de Deus para a Salvação. Eles precisavam de algo prático, que demonstrasse a terrível natureza do pecado de modo vivo. Eles necessitavam de uma noção clara do elevado custo de nossa salvação. E foi o que Deus fez. Ele ordenou:
"E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o fareis." Êxodo (VT) 25:8 e 9.

Deus desejava estar com o Seu povo, para isso era necessário um santuário. O santuário deveria ser um templo portátil que pudesse ser montado no deserto e transportado enquanto viajassem. Deus mostraria a Moisés um padrão, e daria a ele instruções detalhadas sobre a construção e a mobília. Para a construção desse santuário, Deus deu a Moisés uma planta detalhada, conforme o modelo original existente no Céu.

"Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem." Hebreus (NT) 8:1 e 2. Jesus, ao deixar a Terra, tornou-Se nosso sumo sacerdote. Ele ministra no santuário do Céu, portanto existem dois santuários: o do Céu e o da Terra.

"...Moisés divinamente foi avisado... olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou." Hebreus 8:5.

O santuário portátil do deserto era uma cópia exata do santuário existente no Céu.Essa réplica seria uma escola adequada para nos ensinar muitas coisas sobre o plano elaborado por Deus para a salvação da humanidade.


Ao sair do Egito, o povo de Israel acampou na vasta planície próxima do Monte Sinai, a aproximadamente 1.500 anos antes de Cristo. O acampamento era uma verdadeira cidade de tendas onde imperava a limpeza e a ordem. O povo estava dividido cgava três delas. Na área central ficava o santuário. Ao se entrar no pátio, a primeira coisa que se podia ver era o altar dos holocaustos, onde eram oferecidos todos os sacrifícios.

Pouco além ficava o santuário, que era dividido em dois compartimentos: o Santo, onde havia uma mesa com pão sagrado e o candelabro com sete lâmpadas. Ainda nessa parte, ficava o altar de incenso. O segundo compartimento, separado do primeiro com um véu, chamava-se Santíssimo. Nele estava a arca do concerto com as duas tábuas de pedra, em que Deus, com Seu próprio dedo, escreveu os Dez Mandamentos.

"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." Hebreus 9:22. Isso significa que sem derramamento de sangue não há perdão, nem para o povo de Israel no passado, nem para nós hoje. O perdão é a coisa mais preciosa do Universo, pois custou a vida do Filho de Deus. Era isso o que a morte do cordeiro queria dizer. O substituto inocente, sacrificado no altar, demonstrava a fé do pecador no inocente Cordeiro de Deus, Jesus, que um dia morreria em seu lugar.

Quando alguém pecava e se arrependia, deveria providenciar um cordeiro e se apresentar ao sacerdote no santuário. O pecador, colocando sua mão sobre a cabeça do cordeirinho, confessava os pecados e em seguida matava o animal. O sacerdote, então, espalhava um pouco desse sangue nos cantos do altar. O livro de Levítico, no Velho Testamento, descreve os vários sacrifícios que ocorriam no santuário.
Tudo apontava para um grande e único tema central: prover um meio de trazer o pecador de volta a Deus, tornar possível para ele compreender o pecado e o que isso custou para Deus.


Os sacerdotes, por sua participação pessoal no sacrifício, quando transportavam o sangue para dentro do santuário, cumpriam esse mesmo propósito.

"...E o Senhor a deu a vós, para que levásseis a iniqüidade da congregação, para fazer expiação por eles diante do Senhor." Levítico 10:17. é assim que Jesus, nosso Sumo sacerdote, faz com Seu sangue. Mas uma vez por ano, uma coisa especial acontecia:

"Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo tempo entravam os sacerdotes no primeiro compartimento cumprindo os serviços; mas no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo." Hebreus 9:6 e 7.

Uma vez por ano, o sumo sacerdote entrava sozinho no Santíssimo para realizar um serviço especial. Era a purificação dos pecados que tinham sido transferidos para o santuário durante todo o ano. Essa cerimônia ocorria no dia da Expiação. Era uma espécie de dia do Julgamento. Essa cerimônia tinha a finalidade de apontar para a fase do ministério sacerdotal de Cristo após Seu sacrifício na cruz.

O serviço do santuário com todas as suas cerimônias continuou através dos séculos. Primeiramente, no deserto; e depois, no templo construído em Jerusalém. O serviço do santuário continuou tendo validade até o dia em que Jesus morreu. A partir de então, não seria mais necessário imolar qualquer cordeiro para o sacrifício. O verdadeiro Cordeiro de Deus, o Senhor Jesus Cristo, para O qual todos os sacrifícios apontavam, havia dado a Sua vida pelo mundo todo. Mas o próprio povo, que durante séculos tinha demonstrado fé em Seu futuro sacrifício, não O reconheceu.

Jesus, o Cordeiro de Deus, havia dado a Sua vida. O sistema de sacrifícios estava encerrado, mas quando Jesus subiu ao Céu, Ele assumiu uma nova obra.
"Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossa fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." Hebreus 4:14 e 15.

O sacrifício de Jesus no Calvário foi completo e perfeito. Mas sem a obra de Cristo como nosso Sumo sacerdote, não poderíamos receber nenhum benefício pessoal desse sacrifício. Jesus fez um sacrifício perfeito. Ele fez provisão para todas as pessoas. Mas nem todas serão salvas. Milhões o rejeitarão. Como a salvação não é automática, o sangue de Jesus deve ser aplicado pessoalmente a quem aceitá-Lo. Por isso, Jesus, como Sumo sacerdote, tinha algo mais a fazer.

Ao morrer em nosso lugar e pagar o preço pelos pecados, Ele conquistou o direito de perdoar e de nos devolver a vida eterna. Como nosso Sumo sacerdote, Ele, desde a cruz, aplica os benefícios de Sua morte em favor de todo aquele que desejar. E quando aceitamos o Senhor Jesus como nosso Salvador, quando aceitamos Seu sacrifício e Sua morte em nosso lugar, nosso nome é escrito em um livro muito especial: o Livro da Vida.


Dezoito séculos depois da morte de Jesus, surgiu um movimento que pregava a volta de Jesus para 22 de outubro de 1844. Esse ano ficou marcado como o ano do grande engano. Milhares que aguardavam o aparecimento de Jesus ficaram desapontados. A decepção e o embaraço jamais puderam ser expressos em palavras.

O grupo, que ansiosamente aguardava o retorno de Jesus na ocasião, se dividiu em quatro signicativos segmentos. O primeiro renunciou à fé imediatamente. O segundo concluiu que havia cometido um engano no cálculo do tempo. O terceiro admitiu que Cristo tinha voltado de fato, não fisicamente, mas espiritualmente. O quarto grupo se manteve firme na fé, continuou orando e pesquisando as Escrituras, determinado a descobrir onde havia errado, descobrir o que realmente havia acontecido em 22 de outubro de 1844.

Uma vez que o modelo do antigo santuário foi tirado do santuário do Céu, era razoável concluir que os deveres dos antigos sacerdotes indicariam alguma coisa a respeito da obra de Jesus como nosso Sumo sacerdote no Céu. O antigo santuário era purificado pelo sangue de animais, mas o templo do Céu deveria ser purificado por um sacrifício melhor, o sangue de Jesus.

A convicção era grande para o pequeno grupo. Jesus jamais tinha pretendido voltar à Terra em 22 de outubro de 1844. Embora o Calvário tenha sido uma obra perfeita, uma provisão suficiente para o mundo todo, havia alguma coisa mais que Ele deveria fazer. O sangue do Seu scrifício deveria ser aplicado individualmente àqueles que desejassem. Eles descobriram o que havia acontecido em 22 de outubro. O grande dia da expiação havia começado no Céu. Jesus tinha iniciado a Sua obra no Santíssimo do santuário celestial. Jesus havia iniciado o julgamento.

Antes que Jesus retorne trazendo Consigo a recompensa devida a cada um, antes do dia em que homens e mulheres serão finalmente declarados salvos ou perdidos, o Livro da Vida, com os seus registros, deve ser aberto - o livro que revela sem disfarces o que cada indivíduo fez e foi.


Alguma coisa havia acontecido naquele dia enquanto homens e mulheres esperaram com alegre ansiedade e depois choraram com amarga decepção. Enquanto o dia e a noite se passaram aparentemente sem incidentes, os livros no Céu haviam sido abertos. A hora do julgamento de Deus havia chegado.

Ninguém está isento de feridas e mágoas nesta longa e terrível guerra contra o pecado. Mas as marcas de nossa luta não se comparam aos terríveis sofrimentos que Jesus teve que suportar. Ele veio à Terra enfrentar o pecado frente à frente e dar a Sua vida em sacrifício para nossa salvação. Se fosse necessário, Ele daria a Sua vida ainda que a única pessoa a ser salva fosse você.

Desde o pecado de nossos primeiros pais, e através de toda história de Israel, primeiramente no deserto, depois na terra prometida, e ao longo da Igreja Cristã até os nossos dias, vemos um Deus que se esforça em nos fazer compreender o Seu sacrifício e o quanto Ele está disposto a fazer para nos salvar.

Há um fio de sangue que atravessa a história unindo cada situação, apontando para um Deus cheio de amor e disposto a perdoar a todos os que se sentirem necessitados de perdão.


Agora, Jesus está cumprindo a última etapa de Sua intercessão em favor da humanidade perdida. Como Sumo sacerdote, Ele apresenta os benefícios de Seu sacrifício para perdão e salvação. Logo, Ele deixará Suas vestes sacerdotais e, como Rei dos reis, voltará à Terra para buscar aqueles que aceitaram o Seu sacrifício.


Share/Bookmark

VF 12 E todo Olho O Verá



Já imaginou como seria ver Jesus retornar à esta Terra? Você acha que será acordado de um sono profundo pelo som de trombetas e de anjos a tempo de ver Jesus dar aquele passo gigantesco das nuvens para a terra? Ou será que você O estará esperando na montanha mais alta para vê-Lo atravessar o céu brilhante? é assim que você visualiza o momento da Sua volta? Você acha que todas as pessoas O verão chegar? Será que as coisas estarão ocorrendo de acordo com a rotina do dia-a-dia, ou a ordem normal será alterada?

Ele vai chegar durante o dia ou na calada da noite? Ele vai descer no Monte das Oliveiras? Será que todas as pessoas O verão descendo do céu ou Ele vai aparecer em algum lugar específico? Ele virá no deserto ou em uma das grandes cidades onde começará a ensinar e a curar como fez quando esteve aqui pela primeira vez?

E como você O reconhecerá? Como irá saber se á realmente Jesus? Pelo Seu modo de falar? Por Sua aparência? Pelo som da Sua voz? Ou pelos milagres que operar? E você acha que Ele poderá voltar à Terra em uma espaçonave? E se aparecer um impostor fingindo ser Jesus e falsificar a segunda vinda, o que nos impedirá de sermos enganados?

Não seremos enganados se soubermos exatamente como será quando Ele retornar. Não é nenhum exagero afirmar que algum impostor poderá tentar se passar por Cristo. Temos que nos preparar porque o próprio Jesus nos alertou que é exatamente assim que acontecerá.


Como é possível falsificar a segunda vinda? Abra a sua Bíblia em
São Mateus (NT) 24:4, 5, 24 e 25 e veja o que Jesus disse: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos... Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que Eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis."
é isto o que vai acontecer: uma gigantesca mentira espalhada por todo o mundo, uma segunda vinda falsa e forjada.

Jesus está falando de uma farsa colossal, cuidadosamente planejada, inteligentemente executada na qual quase o mundo inteiro irá cair. Você notou o que Jesus disse sobre isso: "Eis que ele está no deserto, não saiais." Quando alguém afirmar que é o Cristo, não acredite, não preste atenção. Você sabe que não terá que verificar, nem precisará ver de perto, para saber se é Jesus ou não!" Evidentemente, não será necessário. Pois Ele nos disse:
"Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem" São Mateus 24:27.

Jesus está dizendo: Minha volta vai ser tão fácil de se ver quanto o relâmpago. Você não necessitará testar essas pessoas que afirmam ser o Cristo, por mais milagres que elas façam. Eu vou lhe dizer exatamente como vou retornar, portanto não precisa dar atenção àqueles que se manifestarão de outra maneira.

Um impostor não terá a menor chance com as pessoas que conhecerem a Bíblia. Porque se ele quiser enganar a pessoa que lê a Bíblia, vai ter que duplicar com exatidão a descrição bíblica da volta de Cristo. Você acha que Deus deixaria um impostor fazer isso? Nunca. Mas somente como ilustração, vamos supor que você seja um impostor e decidiu forjar uma segunda vinda por conta própria. O que teria de fazer para enganar alguém que conhece bem a Bíblia?

Eu primeiro lugar, precisaria de alguém para fazer o papel de Cristo. Isso não é fácil porque o próprio Satanás seria voluntário com prazer. Ele vem praticado esse papel há milênios. Mas você pergunta: Satanás conseguiria se tornarparecido com Jesus? Enganaria até mesmo um cristão leitor da Bíblia? Vamos ver a próxima passagem. Vamos ver o que Satanás pode fazer.
"E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." II Coríntios (NT) 11:14. Ele pode se fazer parecido com Cristo. E, se precisar de alguns milagres, Satanás e seus ajudantes podem realizar vários.

"Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso." Apocalipse (NT) 16:14.

Espíritos de demônios fazem prodígios. Esses milagres serão espetaculares. "E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens." Apocalipse 13:13

Recentemente, ouvimos falar a respeito de um grupo que está planejando fazer um espetáculo desses, o verdadeiro fogo do céu, com a ajuda de satélites e raios laser. Mas Jesus disse que viria nas nuvens.

São Mateus 24:30 diz: "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória." Jesus virá sobre as nuvens e "todas as tribos da terra se lamentarão", porque O verão de fato.

O impostor, mesmo o próprio Satanás, se quiser falsificar com sucesso o retorno de Cristo, vai ter que ser capaz de subir ao céu, descer à terra sobre nuvens e ser visível a todas as pessoas em toda a terra. Agora está ficando difícil.

Em Apocalipse 1:7 encontramos: "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho O verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém."


Aqui está um problema insuperável para um impostor. Todo mundo vai estar olhando. Ninguém terá que ser avisado nem precisará ouvir pelos noticiários. Isso significa todo o mundo, em todas as partes da Terra. Como é descritoeste dia. Está em Apocalipse 16:17 a 21: "E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo no céu, do trono, dizendo: Está feito. E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. e toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam. E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande."

Que cena! Que drama! Algum impostor teria poder para fazer isso tudo? Dificilmente. Analisemos agora a descrição apóstolo Paulo:

"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morrerão em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." I Tessalonicensses (NT) 4:16 e 17.

Algum impostor conseguiria romper as sepulturas pelo mundo inteiro e trazer à vida aqueles que morreram confiando no Senhor? Nunca. E outro detalhe: os pés de Jesus, quando Ele retornar, nem sequer tocarão o chão. Você vê como são descartados os falsificadores e impostores que ensinam e curam, pois por mais impressionantes que sejam os seus milagres, os pés deles estão grudados na Terra.

Alguém pode dizer: "Se Satanás conhece as Escrituras deve saber que é impossível imitar a segunda vinda. Portanto ele provavelmente não vai tentar." Ele vai sim. E por quê? Porque ele sabe que milhões não lêem a Bíblia, outros milhões esqueceram o que leram e outros muito bem-informados preferem seguir sua intuição, seus sentidos, suas preferências pessoais em vez de seguir a Palavra de Deus.


A tragédia é que, quando Deus aparecer no céu, quase todas as pessoas já terão se curvado a um impostor, acreditando ser ele o Cristo. Que terrível tragédia! Tragédia que não precisaria acontecer. Milhões e milhões serão levados por esse terrível engano, por não terem se importado em saber a verdade. Vê agora o quanto é importante e urgente conhecer a Bíblia? Se a ler e lembrar de tudo o que ela diz, não existirá nenhum jeito de você ser enganado.


Era 23 de setembro de 1922. Os aliados tinham dado Smirna para os gregos como recompensa por sua participação na Primeira Guerra Mundial. O exército grego havia invadido Smirna empurrando as forças locais para Ancara, na Turquia. Eles estavam certos da vitória, quando, de repente, bateram em retirada antes de atacar os turcos e sofreram durante todo o caminho de volta para Smirna.

A tropa grega, em sua desesperada retirada, forçou seus próprios compatriotas, assim como os armênios, a abandonar seus lares e fugir para a costa. E aí, acreditem ou não, os soldados gregos, pensando apenas em sua própria segurança, entraram nos navios e zarparam. Os compatriotas refugiados foram abandonados para fazer o melhor que pudessem. Smirna ficou em chamas enquanto a grande massa de refugiados era empurrada em direção ao mar com fogo atrás deles.

Nessa hora da crise, Izaac Jennings, um jovem americano, colocou sua família a bordo de um destróier americano. Ele ficou para trás para ver o que podia fazer pelos refugiados.

Conseguiu que fossem enviados alimentos, mas aquela massa sofredora de seres humanos, presa entre fogo e o mar, precisava mais do que alimentos. Precisava de navios. Mas, providencialmente, vinte navios de transporte, que haviam levado os soldados gregos para um lugar seguro, estavam ancorados numa ilha do mar Egeu. Jennings não perdeu tempo e foi até lá na certeza de que os navios gregos seriam liberados para salvar o povo. Mas o general Franco, a cargo dos transportes, foi cauteloso. Não conseguia se decidir.

A capital, Atenas, apoiou a cautela do General Franco. O gabinete teria que decidir, porém não estava em sessão. O gabinete só se reuniria pela manhã. Que proteção seria dada aos navios? O destróier americano os acompanharia? Um destróier americano protegeria os navios se os turcos decidissem atacá-los? Assim, prosseguiu para lá e para cá e, finalmente, a paciência do jovem americano chegou ao fim.

Jennings telegrafou para Atenas, mas não recebeu resposta favorável até às seis horas.

Então, ele telegrafou abertamente, sem código, fazendo o mundo inteiro saber que o governo grego tinha se recusado a resgatar seu próprio povo da morte certa. Funcionou. Pouco depois, chegou uma mensagem: "Todos os navios no Egeu sob seu comando irão remover os refugiados em Smirna."

Aquelas palavras significaram vida para milhares. Também significaram que um jovem americano desconhecido havia sido nomeado almirante da marinha grega. E, assim, ele assumiu o comando.

Faltando um minuto para a meia-noite, a bandeira grega foi arriada e a americana subiu em seu lugar como um sinal que significava: "Sigam-me". Imagine a cena: todos os navios seguindo rumo a Smirna. Ele podia ver do seu posto, na ponte, as ruínas fumegantes do que antes havia sido a parte comercial da cidade.

Na orla marítima, estendendo-se por quilômetros, o que parecia ser uma fronteira negra e sem vida era uma fronteira de vidas sofredoras esperando, aspirando, orando, como tinham feito a cada momento durante dias, por navios, navios e mais navios. E assim que os navios se aproximaram, a orla foi aumentando e pareceu que todos os rostos naquele local se voltaram para eles. Todos os braços acenaram pra que eles viessem. Pareceu que toda a orla se moveu para recebê-los. Os gritos de milhares de pessoas ecoaram bem alto; gritos de alegria pareciam vir bem do íntimo deles. Ninguém precisou dizer para que eram aqueles navios. Eles tinham vasculhado aquele horizonte durante dias em busca de navios. Não precisava dizer que chegara a vida e a segurança. Izaac nunca tinha sido mais agradecido nem mais feliz do que naquela madrugada quando percebeu que graças a Deus, ele tinha conseguido trazer esperança e uma nova vida àquelas pessoas desesperadas.

A segunda vinda de Cristo será um resgate espetacular não do mar, mas do céu, envolvendo, não três mil refugiados em uma única praia, mas todos os homens, mulheres e crianças em um planeta sacudido, queimado e em convulsão. Que dia há de ser para aqueles que amam a Deus. Não será destruição, mas sobrevivência. Não será dia de pânico, mas de salvamento.


Isso não é tristeza, nem destruição. Não é algo para estragar os seus planos. Não é algo para se temer, detestar ou odiar - a menos que você não queira ser salvo. E quem não quer ser salvo numa hora como esta? Quem não iria querer dar as costas para as ruínas fumegantes de Smirna com os navios em chamas, abalado e convulsivo, com o resgate a caminho?

A exemplo dos refugiados em Smirna, naquele dia, haverá uma grande massa de seres humanos empurrados para as bordas das ruínas em chamas de um mundo convulsivo, presos em meio ao fogo do tempo, desesperados para saírem deste planeta, vasculhando os céus em busca de um sinal que mostre que o salvamento está a caminho. Naquele dia todos os rostos se voltarão para o céu, cada olho se encherá de lágrimas de alegria. Cada voz gritará, cada braço se estenderá para recebê-lo. Pense neste dia. Pense nele muitas vezes.

Existe alguma coisa mais emocionante para se contemplar? Vê-Lo aproximando-Se pelo céu em uma nuvem escura do oriente. Vê-Lo chegando cada vez mais perto, até se transformar em uma gloriosa nuvem branca. Uma nuvem como você nunca viu antes, uma nuvem de anjos, de incontáveis anjos. No ar, um som como você nunca ouviu antes: o som de trombetas ecoando ao redor do mundo. Uma voz como você nunca ouviu antes: a voz do Senhor Jesus chamando os mortos à vida. E os túmulos, tremendo, tremendo, se abrirão. Haverá anjos por toda parte carregando criancinhas já renovadas em perfeita saúde para fora de suas sepulturas abertas e colocando-as nos braços de suas mães. E vozes de parentes há muito separados pela morte, agora reunidos para nunca mais se separarem. Junto com os que ressuscitarem, os que estiverem vivos serão levados naquela nave estelar de anjos numa viagem fantástica para o céu.

Quantos problemas, dores e desastres tumultuam nossos dias e interrompem nossas noites? Parece que sempre estamos ouvindo o som das sirenes, o estrondo das bombas, os sinais da tempestade que se aproxima. Lembre-se de que existe um lugar melhor para estar e há um meio absolutamente fascinante de se chegar lá, onde o Criador vive, a cidade de Deus. Não em um jato, mas numa nuvem até a cidade do nosso Deus.

Seu nome estará na lista de passageiros? Existe apenas uma exigência: é a palavra perdão, escrita com o sangue do Senhor Jesus Cristo, ao lado do seu nome. A escolha é sua. Você irá aceitá-Lo como seu Salvador pessoal?


Share/Bookmark

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO