"Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus." (Mateus 4:4) Bem-vindo ao Verdades Para o Tempo do Fim, um curso em 16 lições para você aprender mais sobre a Palavra de Deus. Entre em contato comigo, mandando perguntas e dúvidas sobre o seu estudo pessoal da Bíblia Sagrada. Escreva para walterdossantos@yahoo.com.br. Que Deus abençoe você.
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20090308

VF 5 Por que tantas Religiões?

Como iremos distinguir a verdadeira igreja da falsa? Acreditamos que devemos avaliar a Igreja como Deus o faz. Ele mede uma Igreja por sua reação à verdade. E Ele nos mede do mesmo modo.




Por que existem tantas religiões? Como podemos encontrar a religião certa? Alguém já pensou procurá-la nas páginas amarelas da lista telefônica? Recorremos à lista para muitas coisas, mas essa reposta não encontramos lá. Nosso objetivo é a verdade. A verdade não está à venda. Em certas páginas amarelas podemos encontrar colunas e colunas de igrejas, mas como alguém poderá escolher acertadamente em meio a tantas opções?

Você teria coragem de fechar os olhos e correr o dedo por uma página e escolher por acaso aquela igreja onde seu dedo parasse? Certamente, ficaria confuso, porque a questão parece ir muito além das páginas amarelas. Estamos vivendo em uma época de mudanças radicais. As igrejas, por sua vez, na tentativa de mostrar interesse pelo povo, envolvem-se com a ação social, a política, a guerra e a pobreza. Enquanto isso, o Evangelho de Cristo tem sido colocado de lado.

O que tem ocorrido nos últimos tempos é uma deterioração dos valores morais. Cercados pelas dúvidas, há os que pensam em se desligar das igrejas, por considerá-las desnecessárias. E quanto aos caminhos diferentes, inovadores, será que são guias seguros na procura da verdade? Por causa disso tudo, muitas ovelhas desgarradas (como define o Evangelho) estão voltando ao rebanho. E muitas ainda permanecem em dúvida. Você pode ser uma dessas pessoas. A dúvida pode estar atravessada em seu caminho.

Se seu desejo é exclusivamente encontrar a verdade sem subterfúgios, você não irá à procura de uma igreja pela altura de suas torres, pela riqueza de seus altares ou pela elegância de seus adeptos. Existem milhões e milhões de pessoas que se proclamam cristãs. Ela acreditam no cristianismo, opondo-se ao hinduísmo, budismo, islamismo ou judaísmo. Mas, além do vago rótulo de cristãs, não há mais semelhanças.

Cristãos e igrejas cristã parecem ir à procura de todo o tipo de variedades. Você está procurando uma organizacão grande, com muitos milhões de adeptos, ou um pequeno e discreto grupo? Uma igreja antiga ou uma igreja nova? Alguns escolhem uma igreja apenas porque ela está ali na esquina. Outros consideram a amizade muito importante. Há os que são atraídos pela música de um grande órgão ou pelo canto de um coral, ou procuram um pastor simpático e carismático. Poucos, muitos poucos, dão qualquer importância, ou qualquer prioridade, à verdade.

A verdade é o fator mais importante. Deus coloca a verdade à nossa frente. Vamos ver o que Ele diz através do profeta Isaías (VT) 8:20: "A Lei e ao Testamento! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva."
Sem a luz que brilha da Palavra de Deus, não chegaremos ao pleno conhecimento da verdade.


A Bíblia dá uma resposta muito clara e compreensível: "E viu-se um grande sinal do céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz." Apocalipse (NT) 12:1 e 2.

A mulher, na profecia bíblica, significa Igreja. Deus usa com freqüência o símbolo de uma mulher para representar a Igreja. Uma mulher pura e bonita representa a verdadeira Igreja. E uma mulher prostituta representa uma igreja falsa. Tendo isso em mente, entenderemos a profecia. Quando algumas pessoas lêem o livro do Apocalipse, exclamam: "Que coisa horrível! O capítulo 17 fala sobre prostituta!". É bom, entretanto, que você compreenda bem a linguagem bíblica e saiba que o profeta não está se referindo à impureza física. Na verdade, "a mulher vestida de púrpura e de escarlate" ( Apocalipse 17:4) representa uma igreja falsa, infiel ao Senhor. Não se esqueça de que o Novo Testamento fala também da Igreja como a noiva de Jesus. A Igreja aí é, também, simbolizada por uma mulher e Cristo é seu noivo. O caráter da mulher, no Apocalipse, simbolizava a Igreja verdadeira e a igreja falsa.

Continuando a leitura de Apocalipse (NT)12:3 e 4, João descreve: "E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho”.

O dragão é inquestionavelmente Satanás, o anjo caído que levou um terço dos anjos com ele na rebelião. O dragão estava diante da mulher, ou da Igreja, para devorar Seu filho tão logo Ele nascesse. Vamos recordar que Satanás, através de Herodes, o governador romano, tentou destruir a Cristo decretando que todas as crianças do sexo masculino encontradas em Belém fossem mortas. Mas Satanás não foi bem-sucedido.

Vejamos o versículo 5: "E deu à luz um filho., um varão que há de reger todas as nações, com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono." Jesus está a salvo, ao lado do Pai. Mas Satanás não desistiu. Após fracassar na tentativa de destruir Jesus, voltou sua atenção para a mulher, a Igreja, e determinou destruir Seu povo. Isso é o que está retratado com clareza nas Escrituras.

O versículo 6 esclarece que "a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias." A Igreja, atacada por Satanás, passou momentos terríveis. O período de perseguição durou 1260 dias proféticos, cada dia simbolizando um ano literal. A Igreja fugiu para o deserto porque ela precisava de segurança contra a incansável perseguição, que começou logo depois da morte dos apóstolos e iria aumentar no domínio de Justiniano I, no ano 527 da nossa era.

Justiniano oprimiu a verdadeira Igreja - a primitiva - retirando toda a proteção dos que chamava de dissidentes. Os cristãos passaram a ser perseguidos pelo simples crime de permanecerem leais à Palavra de Deus. Essa opressão atingiu sua incontrolável fúria no ano 538. Esse número somado a 1260 nos leva a 1798. Após quase 13 séculos no deserto, Deus impediu que Sua Igreja fosse extinta. Agora observe o que diz o versículo 14: "E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo representam o mesmo período de 1260 anos”.

De acordo com o versículo 16, "a terra ajudou a mulher". Nas montanhas, nos lugares mais afastados, a mulher (a Igreja) se protegeu contra os ataques de Satanás e assim sobreviveu. Logo em seguida, a vemos vitoriosa. E ela permanece assim até o final dos tempos. E chegamos ao versículo 17 do capítulo 12: "E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo."

Vamos relembrar o que estudamos até aqui. São João, o revelador, viu uma bonita mulher representando a Igreja verdadeira de Jesus Cristo, em pé nos céus. Estava grávida, esperando um filho. Uma coroa de 12 estrelas adornava-lhe a cabeça. A Igreja, como se vê, com a coroação de glória dos 12 apóstolos, encontra-se sobre a lua, que não tem luz própria e apenas brilha com luz emprestada. Esse foi o princípio da era cristã. A lua simboliza as sombras e cerimônias do Velho Testamento, que passaram para sempre com o sacrifício de Cristo.

A mulher vestida com o fulgor do sol, ou seja, com o brilho do Evangelho, projetou-se para o futuro. Seu filho foi perseguido pelo dragão, e permanece finalmente a salvo no Céu. A Igreja tornou-se o alvo da perseguição por 1260 anos. Apesar de toda esta fúria destrutiva, ela está viva em nossos dias, consolidada na fé de Jesus e nos mandamentos de Deus.


Durante nosso estudo, quando utilizamos a palavra igreja, não pensamos em nenhuma denominação religiosa. No Novo Testamento, o termo Igreja significa a sociedade religiosa fundada por Jesus Cristo. Seus adeptos são, portanto, os escolhidos de Deus. é muito confortante saber disso, você não acha?

E quanto à predição? Ela se cumpriu? Perfeitamente. Uma tremenda avalanche de perseguição foi desencadeada contra os seguidores de Cristo. Começou com Nero, mais ou menos na época do martírio de Paulo. Os cristãos foram falsamente acusados dos mais hediondos crimes, inclusive de calamidades naturais e terremotos. Muitos foram atirados às feras ou levados às fogueiras, sendo alguns até crucificados.

Mas não ficou só nisso. A perseguição continuou. Entretanto, os cristãos permaneceram firmes. Os que deram a vida à causa de Cristo foram substituídos por outros igualmente leais. Satanás viu que não poderia destruir a Igreja pela violência e resolveu tramar outros métodos: agir em silêncio e trabalhar dentro da Igreja. Como lobo vestido com pele de cordeiro, sua tática colocou a Igreja em tremendo perigo. A concessão tornou-se uma arma mais eficiente do que a morte.

A Igreja, com a pretensão de ser popular, cortejou o mundo. Pagãos em grande número trouxeram seus ídolos, superstições e cerimônias. A popular Igreja visível estava agora corrompida. Não podia mais ser representada pela mulher bonita e pura de que nos fala Apocalipse 12. O pequeno núcleo de cristãos que se mantivera firme, seguindo a Cristo e aos apóstolos, jamais poderia aceitar a heresia e a corrupção. Só lhe restava uma opção: esconder-se, fugir para o deserto, como estava perdido.

Durante toda a Idade Média, por quase 13 séculos, a Igreja teve que permanecer com seu pequeno núcleo de fiéis escondido. Somente Deus sabe quantos foram martirizados naqueles anos terríveis. A perseguição já não vinha de fora. Eram cristãos perseguindo outros cristãos. Foram praticadas as maiores atrocidades em nome da religião. Parece que não existe algo tão terrível como o terror praticado em nome de Deus. Mas através de toda a Idade Média a luz da fé e da esperança jamais se apagou.


As ameaças, os riscos e a própria morte não foram suficientes para apagar a chama viva da verdade conforme a experiência vivida pelos valdenses, em 1655. Eles estavam reunidos na "Chiesa de la Tanna", a Igreja da Terra, onde por muitos anos cantaram, oraram e compartilharam seu testemunho destemido. Um dia, porém, 250 deles foram surpreendidos naquela caverna. Os soldados fizeram uma fogueira na única entrada existente. Enquanto o oxigênio era consumido, eles cantavam louvores a Deus até terminar o fôlego, até a hora da morte. John Milton, o poeta cego, autor do célebre poema "Paraíso Perdido", impressionado com o martírio sofrido por esses heróis, escreveu:

"Vingai, ó Senhor, Teus santos trucidados, cujos ossos jazem espalhados pela fria montanha alpina, aqueles que mantiveram Tua verdade pura, quando nossos pais adoravam pilares e pedras."

Mas a tocha da verdade nunca foi totalmente extinta e, em 1798, chegou ao fim o período dos 1260 anos. Na maior parte da Europa, a perseguição havia cessado 25 anos antes. Jesus havia dito que, "se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria." O Movimento de Reforma havia cumprido seu papel. Os tradutores da Bíblia tinham concluído seu trabalho. As impressoras estavam publicando as Escrituras para serem espalhadas pelo mundo e se tornar disponível para todos.

A Igreja primitiva, a verdadeira igreja, a mulher de que nos fala Apocalipse 12, nasceu no início da era cristã e representa a fé inabalável de Jesus Cristo em toda a sua pureza. Ela prossegue através dos séculos.


É como se ela tivesse entrado no túnel par atravessar os séculos. Procurou esconder-se. Desapareceu durante um período de 1260 anos, tal como previa o apocalipse, e saiu do túnel em 1798, com os estigmas e as marcas de seu longo sofrimento, mas como guardiã da verdade, ainda resplandecendo a pureza da fé recebida de Jesus e dos apóstolos.

Você já imaginou quanta confusão causaria se desse túnel não saísse uma única e verdadeira Igreja, mas 212 ramificações da fé cristã, com diferentes denominações, credos e ismos, uma contra a outra na maioria das vezes? Certamente você diria, com justa razão, que alguma coisa aconteceu no túnel do deserto. Mas as verdades de Deus, fielmente seguidas, apesar de toda a perseguição, devem ter voltado também do deserto.

Não há dúvida de que a Igreja verdadeira sobreviveu em seu longo afastamento. Mas como podemos saber qual a verdadeira Igreja hoje, em meio a tantas denominações?

Como iremos distinguir a verdadeira da falsa? Acreditamos que devemos avaliar a Igreja como Deus o faz. Ele mede uma Igreja por sua reação à verdade. E Ele nos mede do mesmo modo. Ninguém pode dizer que sua Igreja é a única que será salva no final, porque Deus salva as pessoas, individualmente, e não as Igrejas. Portanto, meça a sua Igreja pelo que ela ensina como verdade.

Voltando a Apocalipse 12:17, Satanás ficou bravo com a Igreja e foi fazer guerra ao resto de sua semente, ao resto da Igreja nos últimos dias, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo. Como se vê, com clareza, Satanás foi fazer guerra contra o resto da Igreja, não com a Igreja primitiva, nem da Idade Média, mas com a Igreja do tempo do fim, o resto de sua semente, os que guardam os Mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

Como a Igreja no final dos tempos manterá a verdade? A Igreja manterá a verdade guardando os mandamentos de Deus, inclusive o sábado, e mantendo o testemunho da fé. é preciso não esquecer que as marcas distintas da verdade saíram imaculadas do túnel do deserto e aguardam a volta de Jesus. Deus preocupa-se tanto com Seu povo que o último livro da Bíblia - o Apocalipse - traça claramente Sua verdade desde o início da Igreja cristã, nos dias de Cristo, até os nossos dias, e nos dá certeza de que não pode haver confusão nem mal-entendidos em nossa busca da verdade.

Se amarmos verdadeiramente Jesus, devemos nos lembrar que Sua promessa é enviar o Seu Santo Espírito para iluminar o caminho da verdade. Basta escolhermos se conduzidos por Ele, basta sermos sensíveis so som de Sua voz dizendo: "Segue-Me."


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VF 6 A Essência do Cristianismo

As cerimônias não salvam. Não há nada na água, no pão ou no vinho que possa mudar as pessoas. O batismo e a Santa-Ceia são a expressão pública do relacionamento que já existe com Jesus.




Uma senhora parou seu carro no sinal vermelho. Quando o sinal ficou verde, ela continuou parada. O sinal mudou várias vezes, mas ela continuou esperando. Finalmente, o guarda de trânsito caminhou até o carro e perguntou-lhe educadamente: "Moça, não temos nenhuma cor que a senhora goste?"

Muitos também estão à procura de alguma cor. Alguns seguem o arco-íris em busca do pote de ouro; outros estão empolgados pelas cores da vida noturna; há aqueles que buscam a fama na esperança de encontrar a realização nos aplausos da multidão; alguns buscam satisfação nas profundezas do seu interior e meditam horas a fio; e outros, com boa razão, tentam tudo isso e dizem: "Nenhuma dessas cores me satisfaz."

De fato, só existe um meio de atrair homens e mulheres para uma vida melhor. Jesus disse: "E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim." São João (NT) 12:32.


Não existe maior poder de atração em todo o Universo do que Jesus, o crucificado. Infelizmente, alguns cristãos têm feito a sua vida parecer amarga, cinzenta, triste e incolor. Aqueles que olham para eles, dizem: "Eu já sou infeliz o bastante. Não preciso disso."

A garotinha Márcia e seu vizinho Joel estavam brincando de desenhar no quintal. Ficaram ocupados durante alguns minutos com os lápis de cor quando Márcia olhou para o desenho de Joel.

- Que desenho mais bobo!
- Não é bobo, não.

Em seguida, Joel baixou a voz e perguntou:

- Por que o achou bobo?
- Isso aí não é uma igreja com pessoas orando? -perguntou a Márcia.
- É - respondeu o menino.
- Então por que você desenhou um sorriso em todas as pessoas? Todo mundo sabe que as pessoas são tristes na igreja!
- São mesmo?
- São, sim. Eu ri na igreja do Pedrinho uma vez e gritaram comigo. Acho que Deus não gosta que as pessoas riam na casa dEle. E quando você fala com Ele, deve abaixar a cabeça e ficar muito triste.

Sem dúvida, muitas pessoas têm a noção de que Deus não quer que você sorria; que a felicidade é totalmente proibida e que ser um cristão significa estar sentenciado a uma vida de muita tristeza. Por outro lado, nem todos os cristãos representam mal seu Senhor.

O professor Josh McDowell nos diz que, em sua juventude, resistiu durante anos aos apelos do Senhor. Mas uma coisa sempre o perturbava: os cristãos que conhecia eram "irritantemente" felizes. Tal felicidade não é sequer sonhada por alguém disposto a desistir assim que as coisas ficam difíceis.
O crente pela metade é infeliz. É ele quem acha o caminho difícil e restritivo; o cristão dividido é que tenta escurecer suas cores e turvar sua lealdade na esperança de que ninguém saiba de que lado ele está.


O apóstolo Paulo enumera o fruto do Espírito, as qualidades da verdadeira vida cristã: "Mas o fruto do espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei." Gálatas (NT) 5:22 e 23.

Todos querem essas qualidades, mas onde encontrá-las? Elas são uma dádiva do Espírito Santo aos cristãos genuínos. Isso quer dizer que um compromisso com Cristo provocará mudanças. A experiência cristã do novo nascimento é de fato genuína quando faz diferença na pessoa e em seu estilo de vida.

O apóstolo São Pedro fez alguns comentários apropriados: "O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestidos; Mas... no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus." I São Pedro (NT) 3: 3 e 4.

Os diamantes podem ser comprados e vendidos, mas a beleza do caráter, o adorno interior, não tem preço. é com o artificialismo que São Pedro está preocupado. Por que o cristão se tornaria artificial se Deus tem dado tanta beleza natural para cultivar?

A conversão verdadeira, inevitavelmente, transformará o modo da pessoa viver. Não só fará diferença em seu comportamento, mas também fará diferença em sua postura interior. Dificilmente suas escolhas serão as mesmas de antigamente. Ela não norteará sua vida em motivos egoístas mas em um discernimento cristão.

O apóstolo Paulo nos dá um princípio geral bastante útil:"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Filipenses (NT) 4:8. Aquilo que você pensa determina a sua ação.

O novo nascimento altera nossa forma de viver. Costumes deturpados darão lugar a hábitos saudáveis, provocando um adequado equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Haverá um novo critério relativo à alimentação, à prática de exercícios, à regularidade no sono. Evitaremos qualquer coisa que ameace destruir a saúde. A verdadeira conversão levará a significativas mudanças. O amor se reflete na prática, na ação. Tudo o que é feito com amor não é um peso. Deus não nos pedirá para desistirmos de nada que nos faça bem.


Adoramos um Deus exuberante no uso de cores e desenhos. Veja o pôr-do-sol. é original cada tarde. Observe os pássaros com as cores brilhando à luz do Sol. Note as árvores com suas folhas balançando e enfeitando os campos.

Sem dúvida, o Criador ama a cor e o brilho, a textura e o desenho. Não temos nada a temer. É Ele quem dá vida a toda a criação. Ele espalha cores por todas as estações do ano. Este é o Deus que adoramos. Ele não tem nenhuma cor que você goste?

Ele nunca lhe pede demais. Pede apenas uma pequena parte das riquezas que Ele colocou à sua disposição. O Salvador lhe pedirá que professe sua lealdade publicamente, entrando nas águas e sendo batizado da mesma forma que Ele. Você abriria mão do privilégio de se unir publicamente àquele que morreu por você?
"E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se Lhe abriram os céus, e viu o espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre Ele." São Mateus (NT) 3:16. Jesus saiu das águas com as roupas respingando e ajoelhou-Se humildemente na margem do Jordão. Então o Deus do Céu quebrou o silêncio de séculos, e falou:
"Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo." São Mateus 3:17.

Jesus foi ao rio Jordão para ser batizado. Ele saiu da água; o Seu batismo foi por imersão. Ele não se satisfaria com um pouco de água derramada sobre Ele. Lemos que Filipe batizou o etíope do mesmo modo que Jesus foi batizado. "E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho." Atos 8:36-39.

Note estas palavras: "Eis aqui água", "desceram à água", "saíram da água". Isso é imersão! E o que foi necessário antes desse homem ser batizado? Crer. O que isso nos diz sobre o batismo de bebês? Um bebê pode crer? Uma criança, sim, mas não um bebê. Ele ainda nem sequer sabe quem é Jesus.


"Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida." Romanos 6:3 e 4.

Pode qualquer método de batismo, a não ser o de imersão, representar adequadamente a morte, o enterro, e a ressurreição do nosso Senhor? Que privilégio estar unido com nosso Senhor numa cerimônia tão significativa! Agora é o melhor momento para você decidir seguir o Senhor nesse rito sagrado.

O apóstolo São João, que vivia mais próximo do Senhor, descreveu os acontecimentos da última noite do Salvador com os discípulos antes da crucificação! Ele deve ter descrito aquelas cenas com detalhes, repetidas vezes, aos primeiros cristãos. Ele contou como Jesus repartiu com eles o pão que representava o Seu corpo que, horas depois, seria partido por nós. Contou também como distribuiu entre eles, o puro suco de uva não fermentado, representando o sangue com o qual Ele compraria o direito de nos perdoar. Os discípulos não tinham entendido muito bem essas coisas naquele momento. Mais tarde, porém, esses símbolos passaram a ter um profundo significado para eles. "Fazei isto em memória de mim", disse Ele. Os primeiros cristãos valorizavam tanto o privilégio do serviço da comunhão que fizeram dela, parte de suas reuniões.

Aconteceu uma coisa memorável nessa noite de quinta-feira que deixou uma cicatriz no coração de João. Ele não podia contá-la com a costumeira facilidade. Era costume o anfitrião prover um criado para lavar a poeira dos pés dos hóspedes. Mas naquela noite de Páscoa ninguém se lembrou de conseguir um criado. De repente, chegou o momento desagradável. Cada um dos discípulos teve a convicção de que deveria realizar a tarefa, mas respondeu em seu íntimo: "Não, eu não! Talvez outro. Eu é que não vou fazer esse serviço humilhante!"

E, enquanto eles hesitavam, o próprio Jesus, o Senhor do Céu e da Terra, pegou uma toalha, ajoelhou-Se e começou a lavar os pés deles. Eles ficaram arrasados pelo sentimento de culpa. Jesus, o Senhor, estava fazendo o que eles deveriam fazer, mas tiveram orgulho demais. Isso deixou uma cicatriz em cada coração.


Jon Dybdahl, escrevendo para a revista Insight, conta como ele e sua esposa chegaram à Tailândia há alguns anos como jovens missionários. Uma das primeiras coisas que Jon aprendeu relacionava-se com a etiqueta em relação aos pés. Na Tailândia, não se balança os pés nem se aponta para nada com os pés. Seu hábito de cruzar as pernas com o sapato tamanho 42 balançando no espaço, foi considerado terrivelmente rude. Ele percebeu o quanto a sua atitude era grave, quando foi advertido no tribunal para manter os dois pés no chão durante a audiência. Essa aversão por pés entrava em todas as conversas. Qualquer menção ao pé, ou mesmo à canela, era tabu.

Com o passar do tempo, Jon estava ansioso para falar às pessoas sobre a cruz do Calvário, mas a história não funcionou como ele esperava. Para pessoas que crêem na reencarnação com múltiplas mortes e nascimentos, o que poderia haver de tão especial na morte e ressurreição de Cristo? Sem dúvida, Ele deveria ter feito coisas horríveis em uma outra vida para sofrer uma morte tão horrível.

Como se pode explicar a cruz a um budista? Então um amigo, budista devoto, veio visitar Jon. Ele disse que um conhecido seu, um monge budista, estava construindo um salão das religiões do mundo em seu mosteiro e gostaria de saber se Jon podia ir visitá-lo e sugerir cenas apropriadas e passagens para representar a religião cristã. Jon concordou em ir.

No dia marcado, ele pegou sua motocicleta e orou por sabedoria. Jon e o monge visitaram alegremente todos os edifícios e setores. Chegando ao salão das religiões do mundo, Jon admirou os murais já completos, e aí assentaram-se.

O monge expressou suas próprias idéias:

- Professor, o que o senhor julga ser a essência do cristianismo?

Jon mencionou ao monge São João 13. Encontrou a passagem para ele em sua Bíblia e, lentamente, a leu na linguagem thai como Jesus lavou os pés dos discípulos. O monge nada disse enquanto ele lia, mas Jon podia sentir uma estranha e incrível quietude e poder.

Quando terminou, o monge olhou para cima com grande incredulidade e perguntou:

- Você quer dizer que o fundador da sua religião lavou os pés dos seus alunos?

A testa do monge enrugou de choque e deslumbramento. Ele ficou sem palavras e Jon também. A expressão no rosto do monge tornou-se muito reverente. Jesus, o fundador do cristianismo, tinha de fato tocado e lavado os pés sujos de pescadores!
Jesus lavou os pés de homens que não estavam dispostos a lavar os pés de seu Senhor. O amor deles por Jesus tinha sido grande o bastante para falarem a respeito, para fazerem promessas de que até morreriam por Ele, mas não passava de palavras. Com a culpa atravessando o coração, eles tiveram uma imagem clara do que Jesus vinha tentando ensinar-lhes todo o tempo: o amor é algo que se pratica.


As cerimônias não salvam. Não há nada na água, no pão ou no vinho que possa mudar as pessoas. O batismo e a Santa-Ceia são a expressão pública do relacionamento que já existe com Jesus. Você não quer desenvolver um relacionamento com Cristo? O batismo é a confirmação desse relacionamento. Você aceitaria ser batizado do mesmo modo como Jesus foi batizado? Pense e ore sobre essa importante decisão.


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VF 7 Um Profeta entre Nós

Estaremos seguindo a Jesus se rejeitarmos o dom de profecia, a presença de profetas, que o livro de Apocalipse nos revelou? A verdade é que, sem o dom de profecia, nenhum segmento religioso pode afirmar ser o povo retratado em Apocalipse.




Um antigo rei da Síria guerreava contra o povo de Israel, mas estava tendo problemas, pois o rei de Israel parecia saber todos os seus movimentos antecipadamente. Ele reuniu os seus servos e exigiu que descobrissem quem estava espionando. Mas um dos servos respondeu: "Não, ó rei meu Senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir." II Reis (VT) 6:12. Israel possuía uma clara vantagem militar por ter um profeta.

Em várias ocasiões, os reis do antigo povo de Deus foram instruídos por um profeta. às vezes o conselho era ignorado trazendo terríveis conseqüências. Sempre foi vantajoso para o povo de Deus ter um profeta entre eles. Isso também seria uma vantagem para nós hoje? "Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas." Amós (VT) 3:7. É evidente que temos que nos interessar mais pelos profetas e pelas informações que eles têm para nós.

Naquele tempo, os profetas eram chamados de videntes. "Antigamente em Israel, indo qualquer consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje antigamente se chamava vidente." I Samuel (VT) 9:9. Os videntes eram os olhos do povo de Deus. Certamente, é importante que a Igreja tenha "olhos". Sem a visão profética, a Igreja seria tão deficiente quanto uma pessoa sem visão.

Jesus nos alertou sobre alguns perigos especiais que existiriam em nossos dias. "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora enganariam até os escolhidos." São Mateus (NT) 24:24.

Não fomos deixados sem proteção contra os falsos profetas, não precisamos ser enganados. Deus nos deu uma regra através da qual qualquer profeta, qualquer movimento ou ensino pode ser testado: "À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." Isaías (VT) 8:20. Se qualquer mensagem não estiver de acordo com a Bíblia, ela não tem luz, não merece crédito.

A presença de falsos profetas prova a existência dos verdadeiros. O anjo caído e seus ajudantes jamais se preocuparam com falsificações quando a verdade não é apresentada.

Você já viu uma nota falsa de 999 cruzeiros? é claro que não, pois não existe nota verdadeira de 999 cruzeiros. Portanto, o alerta de Deus contra os falsos profetas nos últimos dias é uma prova positiva de que os verdadeiros devem existir.


Para cada época de crise no passado, Deus enviou um profeta. Antes do dilúvio, Noé. Na apostasia geral, Elias. Antes de Jesus começar Seu ministério na Terra, veio João Batista para preparar o caminho. Para escrever o livro de Apocalipse para os nossos dias, Deus chamou João. Em um tempo de crise como o mundo jamais conheceu, quando Jesus está para retornar, Deus não vai nos esquecer.

As Escrituras predizem que Ele não nos esquecerá: "Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos, e também do Meu Espírito derramarei sobre os Meus servos e Minhas servas naqueles dias, e profetizarão." Atos (NT) 2:16 a 18.

O apóstolo São Pedro estava aplicando a profecia de Joel para aqueles dias. Mas essa profecia seria cumprida também em nossos dias, nos tempos finais. Jovens, velhos, filhos, filhas, servos - dentre todos estes, nos últimos dias, surgirão os que profetizarão. Quando Jesus retornou ao Céu, Ele enviou dons para o Seu povo. Jesus estava preocupado com as necessidades da Igreja.

"Pelo que diz: subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens... E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo." Efésios (NT) 4:8, 11 a 13. Quais serão os resultados desses dons na Igreja, inclusive o de profecia?

"Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente." Efésios 4:14.

Esses dons são para nos manter firmes. Eles nos advertem para permanecermos na Bíblia, impedem que sejamos confundidos e levados por ventos de falsas doutrinas.


"E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus." Apocalipse (NT) 12:17. Satanás está zangado com o povo de Deus, porque esse povo persiste em guardar os mandamentos e por possuir o testemunho de Jesus. O que é o testemunho de Jesus?
"E eu lancei-me aos seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia." Apocalipse 19:10.

O testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Nessa passagem, o anjo com quem João falava identifica-se como pertencente ao grupo de "irmãos", que têm o testemunho de Jesus. Essa é uma das duas ocasiões onde João se lança aos pés do anjo para adorá-lo, mas o anjo diz a João que adore unicamente a Deus. Em outra ocasião, o anjo disse: "Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus." Apocalipse 22:9.

Em uma ocasião, o anjo identificou-se como pertencendo àqueles que têm o testemunho de Jesus. E nessa última passagem ele se identifica com o grupo dos profetas.
Evidentemente, o testemunho de Jesus é algo que os profetas têm, e isso é o espírito ou dom de profecia. Unindo isto a Apocalipse 12:17, fica claro que o povo de Deus nos últimos dias, além de guardar os mandamentos, terá o dom de profecia.


Estaremos seguindo a Jesus se rejeitarmos o dom de profecia, a presença de profetas, que o livro de Apocalipse nos revelou? A verdade é que, sem o dom de profecia, nenhum segmento religioso pode afirmar ser o povo retratado em Apocalipse.

Os Adventistas do Sétimo Dia tiveram entre eles um verdadeiro profeta. Ellen G. White atuou como mensageira de Deus de dezembro de 1844, quando recebeu sua primeira visão, até a sua morte, em 1915.

Ellen, uma garota de 17 anos, estava entre aqueles que participaram do movimento que esperou o retorno de Jesus em 22 de outubro de 1844. Quase dois meses depois, ela teve sua primeira visão. Durante sua vida, ela teve mais de duas mil visões.

Os adventistas seguiram cegamente os conselhos e orientações de Ellen White? Não, eles verificaram suas credencias divinas como profeta de Deus, e as encontraram em perfeita ordem e harmonia com as Escrituras Sagradas. E qual foi o resultado disso? Os Adventistas tiveram uma tremenda vantagem no campo da saúde, em virtude de seus conselhos e orientações.

Alguns têm erroneamente pensado que os Adventistas, com seu vegetarianismo e abstinência do fumo e do álcool, estão seguindo algum estranho tabu da Igreja. Mas isso não é verdade, eles apenas estão seguindo o conselho divino dado através de Ellen White, com o propósito de proteger a saúde. E tem compensado! Os conselhos de Ellen White têm sido uma preciosidade para a Igreja em todos os tempos. Em resultado disso, os Adventistas têm uma expectativa de seis anos a mais de vida que a média da população. Além disso, a Igreja mantém uma rede de centenas de hospitais, clínicas e centros médicos.

Uma outra área em que Ellen White exerceu grande infuência foi no sistema educacional adventista. Em resultado de suas orientações, a Igreja estabeleceu um sistema-padrão de educação cristã. Hoje, além das milhares escolas fundamentais, a Igreja mantém quase uma centena de universidades.

Por causa de suas visões e conselhos, as editoras adventistas foram estabelecidas no mundo inteiro. Hoje, são mais de 50 Casas Publicadoras espalhadas pelos cinco continentes.

Ela não só foi divinamente instruída quanto às instituições que deveriam ser organizadas, mas também quando e onde organizá-las. Em várias ocasiões, foi mostrado a Ellen White exatamente o local da propriedade que deveria ser adquirida.

Os administradores dessas instituições, e da própria Igreja, tiveram a segurança de contar com seus inpirados conselhos. Algumas vezes as mensagens eram dirigidas especificamente para determinados indivíduos ou grupos. Mensagens de repreensão também foram dadas, e essa era uma área do seu trabalho que ela não apreciava muito, semelhantemente aos profetas bíblicos.

A precisão do tempo das mensagens de Ellen White era simplesmente fantástica. às vezes, uma carta com conselhos chegava no momento exato em que uma comissão ou pessoa estava lutando com um problema difícil. A carta podia ter sido escrita semanas ou talvez meses antes dos problemas surgirem e enviada para grandes distâncias, mas chegava a tempo.

A Igreja Adventista mantém em todo o mundo uma unidade relativa às suas crenças e interpretações das verdades bíblicas.

Ao contrário do que muitos pensam, os ensinos doutrinários não foram formulados por Ellen White. Eles são resultado de muitas horas gastas em estudo da Bíblia e oração por parte dos primeiros adventistas. Ela participou das discussões, mas não como teóloga.
Era-lhe difícil compreender as questões discutidas e emitir opiniões. Entretanto, quando eles haviam esgotado todas as possibilidades humanas e chegavam a um impasse, ela recebia uma visão confirmando as conclusões ou apontando uma nova direção. Deus conduziu as participações de Ellen White em momentos de decisão e não de estabelecimento das doutrinas, para que ninguém a olhasse como um ser superior, mas simplesmente como uma portadora de mensagens dadas por Deus em momentos específicos. Em resultado disso, apesar das diferenças de cultura que separam os povos, a Igreja Adventista mantém um corpo doutrinário coeso e único.

Sola Scriptura, a Bíblia, somente a Bíblia, foi o lema da reforma adotado também pela Igreja Adventista. A Bíblia é a única regra de fé e verdade seguida pelos Adventistas. Os Adventistas têm sido acusados de colocar os ensinos de Ellen White acima da Bíblia, mas isso não é verdade. Um profeta é colocado acima da Bíblia quando se mantém totalmente fiel à Palavra de Deus? Não.

A Bíblia é o grande padrão pelo qual todos os profetas devem ser medidos. O Espírito Santo que inspirou os profetas bíblicos jamais Se contradiz (ver II São Pedro-NT- 1:20 e 21). Ele nunca comunica a um profeta algo contrário ao que comunicou aos profetas anteriormente. Um profeta atual, deve ser medido pelos profetas da Bíblia. Esta é uma das maravilhas da Palavra de Deus: mesmo tendo sido escrita por um período de 1.600 anos, não encontramos contradições em suas páginas. Naturalmente, os escritos de Ellen White têm que ser medidos com o que o Espírito Santo disse em toda a Bíblia. Não há nada em seus escritos que anule, diminua ou contradiga a revelação bíblica.

Um telescópio não pode acrescentar uma única estrela ao céu, mas ele nos possibilita ver muito mais do que vemos a olho nu. A relação entre os escritos de Ellen White e a Bíblia é assim. Não há pretensão de se estabelecer verdades, nem de comunicar aquilo que a Bíblia já não tenha comunicado. Mas seu papel é ser um guia que nos possibilite ver com mais clareza as verdades bíblicas. Uma luz menor conduzindo a uma luz maior, como ela mesma se definiu.


Temos um motivo a mais para agradecer a Deus: um profeta entre nós em cumprimento à profecia bíblica. É mais um sinal de que Deus pensou em nossa segurança fornecendo orientações para os momentos decisivos da história humana.


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VF 9 O que a Cruz não Mudou

O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor.




Eram duas e meia da tarde quando, de repente, a América parou. Era uma sexta-feira negra. Os jornalistas estiveram se movimentando através das agências de notícias, com medo do que haviam descoberto. E, finalmente, chegou a palavra definitiva, despida de qualquer boato: o presidente dos Estados Unidos estava morto!

Todos ficaram atônitos, arrasados. O alvo mortífero daquele rifle havia ameaçado a segurança da nação americana. A lei da pátria tinha sido seriamente infringida. Mas a constituição - critério básico da lei e da ordem - permanecia imutável. Aqueles tiros disparados em Dallas, Texas, somente aumentaram a determinação de que no futuro ela seria cumprida com mais cuidado.

Embora este paralelo possa ser incompleto, existiu uma outra sexta-feira negra. E o coração do Universo ficou paralisado. Poucas pessoas se importaram com o que estava acontecendo, mas o Céu se importou. Seres sem pecado assistiram petrificados, quando seu amado Comandante morreu nas mãos de um inimigo que O havia desafiado. O que eles viram naquele dia os convenceu para sempre sobre a verdadeira natureza da rebelião e do pecado. O caráter do anjo caído fora, finalmente, desmascarado.

Apesar de surpreso, chocado e ameaçado pelo golpe mortal do inimigo, o Céu se sentiu seguro ante o conhecimento de que seu governo resistiria. A justiça de sua constituição fora eternamente confirmada pela morte de Jesus. Sua lei permaneceu intocada.


A lealdade dAquele que morreu na cruz tornava agora a desobediência impensável. Sim, o Filho de Deus estava morto. Mas Ele tornou a salvação possível para o homem caído, e fez ainda mais: justificou o Seu governo e tornou o Universo seguro por toda a eternidade!

Imediatamente após a morte de John F. Kennedy, incontáveis memoriais se espalharam por toda a Terra. Rodovias, estádios e aeroportos receberam o seu nome. O Cabo Canaveral tornou-se Cabo Kennedy.

É muito natural que o mundo cristão quisesse fazer um memorial à morte e especialmente à ressurreição de Jesus. Por que não fazer do domingo, o dia da ressurreição, uma lembrança universal do dia em que Ele saiu do túmulo? Muito lógico, não? Mas há um problema: Deus já havia escolhido um memorial para a morte de Cristo na cruz, nós o chamamos de a "Ceia do Senhor" I Coríntios (NT) 11:23 a 26.

Você sabia que Deus também já tinha escolhido um memorial para a ressurreição de Jesus? Podemos ler sobre isto em Romanos (NT) 6:3 a 5: "Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com Ele na semelhança da Sua morte, também o seremos na da Sua ressurreição."

Pode qualquer outro memorial ser mais adequado, mais significativo do que o batismo? Quando uma pessoa entra na água e prende o fôlego, isso simboliza a morte para o pecado; quando é colocada embaixo da água, simboliza o enterro da velha vida; e quando ele vem para fora, simboliza a ressurreição para uma nova vida. E, por estes atos juntos, o seguidor de Jesus compartilha e comemora a morte, o enterro e a ressurreição do seu Senhor. é um memorial perfeito em todos os seus detalhes; é difícil de entender por que o homem tentaria aprimorá-lo.

Mas é exatamente isso que os homens têm tentado fazer, pois um grande segmento do mundo cristão realiza cultos no domingo em lugar do sábado bíblico, e eles respondem que isso é feito em memória da ressurreição. Os memoriais são louváveis, mas o problema é o seguinte: Deus já tem um dia de descanso; foi estabelecido no fim da semana da criação, e ele também é muito importante.

"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou" Êxodo(VT) 20:11.

O sábado é um memorial da criação; é uma lembrança perpétua, a cada sete dias, de que não somos filhos do acaso, nem de qualquer acidente, mas de um Criador amoroso.
Eis a questão: como a natureza humana reagiria tendo dois dias de descanso? Será que não iríamos escolher aquele que fosse mais conveniente? Isso significa que, provavelmente, Sua obra como Criador seria esquecida!

Deus é honrado por nossa lembrança do túmulo vazio, mas a observância do domingo, por mais sincera que seja, viola especificamente pelo menos um dos Dez Mandamentos de Deus. Aqueles que observam o domingo não estão observando o dia que Deus ordenou. Podemos esperar que Deus se agrade com um memorial que esteja manchado com a quebra da lei? Dificilmente.

A essa altura, você pode estar dizendo: "Não sei bem o que li ou onde, mas sempre presumi que existisse autoridade no Novo Testamento para o culto aos domingos. Será que sonhei?" Você não sonhou, apenas supôs o que milhões antes de você também imaginaram. A verdade é que o Novo Testamento menciona o primeiro dia da semana oito vezes. Cinco desses textos apenas se referem ao fato da ressurreição ter ocorrido no primeiro dia da semana.

Examinemos o primeiro deles. "E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que haviam preparado." São Lucas (NT) 24:1. Será bom observar o versículo imediatamente anterior, 23:56: "E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento."

As mulheres já tinham descansado no sábado antes de irem, no primeiro dia da semana, ao túmulo. Não existe nenhuma orientação divina para guardarmos o primeiro dia da semana como dia sagrado. Você pode conferir os outros quatro textos que falam a mesma coisa. São eles: São Mateus (NT) 28:1; São Marcos (NT) 16:2 e 9 e São João (NT) 20:1.

A próxima passagem está no Evangelho de São João (NT) 20:19: "Chegada pois a tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-Se no meio, e disse-lhe: Paz seja convosco."

Essa passagem é mencionada como uma comemoração da ressurreição por aqueles que buscam apoio nas Escrituras para tal mudança. Mas é difícil ver como isso pode ser verdade já que os discípulos estavam reunidos atrás de portas fechadas por medo dos judeus e eles próprios ainda não estavam convencidos da ressurreição, até que Jesus apareceu a eles.

A sétima referência encontra-se no Livro de Atos (NT) 20:7: "E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até a meia-noite."

Paulo pregava um sermão de despedida no primeiro dia da semana. Entretanto, a pregação de um sermão, ou a celebração do culto da comunhão, não faz desse dia um dia sagrado. E, com relação à Ceia do Senhor, tenha em mente que ela foi, originalmente, instituída pelo próprio Jesus em uma noite de quinta-feira. Mas isso faz da quinta-feira um dia de guarda? Muito difícil; especialmente quando inúmeras referências falam de Paulo e outros Apóstolos pregando no sábado. Aliás, esse era o costume. Aquela noite fora apenas uma reunião de despedida!

Chegamos à última referência. "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam coletas quando chegar." I Coríntios (NT) 16:2.

Paulo está promovendo um projeto muito especial ao seu coração. Os crentes em Jerusalém precisavam de assistência financeira, e Paulo está pedindo às igrejas para juntarem uma grande oferta para os seus irmãos na fé (verso 3). Essa passagem não tem nada a ver com ir à igreja aos domingos e colocar uma na sacola, como alguns podem ter entendido. Paulo está simplesmente pedindo aos coríntios que separem algum dinheiro para esse projeto especial. De fato, as várias traduções desse versículo deixam claro que o "pôr de parte" é feito nos lares, não num culto púlpito.

Há mais uma passagem que não menciona o primeiro dia da semana, mas muitas pessoas presumem que sim. Está em Apocalipse (NT) 1:10. "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta." Muitos acreditam que o "dia do Senhor" mencionado nesse texto é o domingo. Mas o dia do Senhor é verdadeiramente o domingo?

Vejamos o que Deus disse através do profeta Isaías: "Se desviares o teu pé do sábado, e de fazer a tua vontade no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras..." Isaías (VT) 58:13.

O povo de Deus vinha negligenciando o sábado e Deus os repreendeu para que parassem e chamassem o sábadodeleitoso e santo. Inquestionavelmente, o sábado é o dia do Senhor. Segundo os melhores registros históricos, a prática de aplicar a expressão "o dia do Senhor" ao domingo surgiu nos círculos cristãos por volta do final do século dois. Quando João escreveu o Apocalipse, aqueles que queriam ver o sábado mudado ainda não tinham nascido. E o fato triste é que quando a expressão "dia do Senhor" entrou em uso entre os cristãos, ela veio manchada pelo paganismo, e especialmente pelo culto ao Sol.

Veja o que escreveu Agostinho Paiva, um escritor português, sobre o mitraísmo. "O primeiro dia de cada semana, domingo, foi consagrado a Mitra desde os tempos remotos, segundo afirmam vários autores. Porque o Sol era Deus, o Senhor por excelência, o domingo passou a ser chamado o dia do Senhor, como foi feito mais tarde pelo cristianismo." O Mitraísmo, pág.3.

Você está chocado com a origem da prática da guarda do domingo? O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor. Tenha em mente que uma mudança assim teria provocado grande controvérsia entre os cristãos primitivos.


Pense na quantidade de espaço que Paulo dá a questão da circuncisão. Ele dedicou todo o livro dos Gálatas para a discussão do problema, e a circuncisão tinha como sua autoridade apenas a lei cerimonial - uma lei de sacrifícios e cerimônias que terminaram quando Jesus deu a Sua vida. A circuncisão sequer é mencionada nos Dez Mandamentos. Imagine a revolta que teria causado se qualquer mudança do sábado, um dos Dez Mandamentos, tivesse sido sugerida ou mesmo insinuada. Poderíamos esperar encontrar livros inteiros relativos ao assunto. E lembre-se que o Novo Testamento foi escrito de 19 a 63 anos após a cruz.

Sem dúvida, existe confusão por todo mundo sobre o dia de descanso de Deus. Milhões acreditam que aconteceu alguma coisa na cruz que desfez a autoridade do mandamento do sábado. Alguma coisa aconteceu, algo saiu errado. Existe confusão, mas Deus é o responsável por essa confusão? Não. Deus disse: "Porque Eu, o Senhor, não mudo" Zacarias (VT) 3:6.

Os apóstolos também não mudaram. Eles observaram o sábado assim como Jesus. Jesus não previu nenhuma alteração do sábado para perto dos Seus dias. Quando Ele falava da destruição de Jerusalém, que seria no ano 70, isto é, quase quarenta anos mais tarde, dizia a Seus seguidores que orassem para que a fuga não acontecesse no sábado. (Ver São Mateus (NT) 24:20).

E na atualidade? O povo de Deus neste final dos tempos é descrito no livro do Apocalipse como os que guardam os mandamentos de Deus (isso inclui o quarto mandamento) e a fé de Jesus. No último apelo de Deus para esta geração, encontrado em Apocalipse 14, ele conclama homens e mulheres a adorarem Aquele que fez a Terra e o Céu.
Em todas as Escrituras, o sábado permanece seguro como um memorial da criação; um dia observado por Jesus e Seus seguidores; um dia ainda observado em nosso dias.
Com toda certeza, você já ouviu alguém dizer que o sábado é um ponto de controvérsia. E é assim porque esta geração prefere acreditar na chance e no caos de bilhões de anos do que nos seis dias da criação realizada por Deus.

Milhões estavam assistindo televisão no momento da confusão, quando um repórter gritou de Dallas: "Ele foi baleado, Oswald foi baleado." O assassino não viveu para ser julgado ou para contar sua confusa história. Mas o assassino do Calvário continua à solta, e furioso porque terá em breve que enfrentar o ajuste de contas, furioso porque seu tempo está se esgotando. A cruz do Calvário mostrou que a lei divina é imutável, mas o anjo caído disse aos homens que a morte de Jesus havia abolido o código moral de Deus e nos livrou de suas obrigações. Ele transformou a cruz que Deus havia usado para confirmar a lei numa arma contra a lei.

Isso aconteceu e está acontecendo. E como resultado, milhões são enganados. No entanto, apesar das investidas do anjo caído, a cruz do Calvário permanece com seu testemunho firme. Ela não aceita a responsabilidade pelo desprezo generalizado à lei de Deus. O que o assassinato de John F. Kennedy causou à constituição? Nada. O que a morte de Jesus causou à lei divina? Nada. O que a cruz causou ao sábado? Nada.

O Calvário é o testemunho de Deus ao homem de que a Sua lei eterna é importante.
Quanto mais detalhadamente investigarmos esse assunto, maior será a convicção de que tem algo errado em algum lugar; em que algumas questões muito importantes temos seguido a multidão, jamais parando para questionar. O exemplo de Jesus é imutável.

Lá está a pequena oficina do carpinteiro, fechada no sábado. Jamais a encontraremos de outro modo. Foi assim naquela sexta-feira negra, à sombra da cruz, e não tem sido diferente, desde o dia em que Ele morreu.


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VF 10 Bençãos sem Medida

Deus deseja fazer parte de sua vida por completo, não apenas do dinheiro, mas do seu tempo, suas habilidades, dos cuidados com a sua saúde, seu trabalho, seu casamento, suas esperanças e sonhos.




Quando Ellen White (mensageira da Igreja Adventista) e seus auxiliares chegaram aos Estados Unidos em 1900, após dez anos de permanência na Austrália, encontraram uma questão a ser resolvida: Onde ela se estabeleceria?

Pouco antes de chegar a São Francisco, ainda a bordo do navio, ela teve uma visão na qual lhe foi declarado que o Senhor havia preparado um refúgio para ela. Onde exatamente seria esse lugar não lhe foi apresentado. Como a Pacific Press, editora que imprimia os livros que ela escrevia, ficava em Oakland, Califórnia, parecia que Oakland devia ser o lugar escolhido. Mas os aluguéis haviam subido muito durante o período que ela havia estado fora. O aluguel de uma casa adequada custaria pouco mais da metade de seu salário.

Enquanto decidia foi-lhe sugerido que descansasse por alguns dias no retiro de saúde de Santa Helena. Lá, em conversa com velhos amigos, contou sua frustração em procurar uma casa em Oakland, quando um dos amigos disse: "Na base de um colina, bem próxima, há um perfeito lugar para a senhora. é a casa de Robert Pratt."

Robert havia comprado uma área de 30 mil metros quadrados, onde havia ricas terras de lavoura. Ellen White mal conseguia conter sua emoção. Na propriedade havia uma grande casa vitoriana inteiramente mobiliada, incluindo carpetes, cortinas, toalhas e louças. Havia árvores ornamentais de várias partes do mundo e muitas flores, a maioria rosas.

Um pomar estava formado com uma incrível variedade de árvores frutíferas. Havia um outro pomar contendo mil ameixeiras e outro, somente de oliveiras. Havia também um vinhedo, um jardim, um campo de feno, um celeiro, dois cavalos, quatro charretes e uma plataforma para carroças. O que mais alguém poderia desejar?

O chalé, perto da casa, poderia servir de escritório.

Havia várias nascentes, bosques e um cenário inigualável. Por essa propriedade, ela pagou um valor inferior ao recebido pela venda de sua casa na Austrália, e isso apenas uma semana após haver desembarcado. Deus realmente havia preparado um refúgio para ela.

Muitos também passam por experiências maravilhosas como essa. Deus realmente dirige os negócios, mesmo para comprar ou para alugar uma casa. Deus sempre prepara um refúgio para Seus filhos. Às vezes, um aluguel menor, outras vezes uma casa melhor. Seja como for, podemos ter certeza de que Aquele que é o dono do mundo está ao nosso lado.

"Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam." Salmo (VT) 24:1.
Costumamos dizer que possuímos uma casa ou terras, mas não é bem assim. Tudo é propriedade de Deus, nós somos apenas os administradores. Deus é quem nos torna possível adquirir todas as coisas.


"Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que Ele é o que te dá força para adquirires poder; para confirmar o Seu concerto, que jurou a teus pais, como se vê neste dia." Deuteronômio (VT) 8:18

Deus quer ser nosso amigo e não apenas isso. Ele quer prover nossas necessidades e nos dar um presente. "Porquanto a vontade dAquele que Me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho, e crê nEle, tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia." São João (NT) 6:40.

Jesus quer dar a cada um de nós a vida eterna, um lar permanente. "Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." São Mateus (NT) 25:34.

Este é o presente que Ele nos quer dar, e mais do que isso, quer nos adotar em Sua família e finalmente nos receber para desfrutar as alegrias e privilégios de Seu reino. Enquanto esse dia não chegar, Ele nos pede, como inquilinos deste velho mundo, um aluguel bastante modesto. Na verdade, Ele pede que reconheçamos a Sua propriedade, devolvendo- Lhe uma pequena porção daquilo que Ele nos dá. E a todos que concordam com isso, Ele faz uma maravilhosa promessa.

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa, e provai-Me nisto, diz o Senhor dos exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida." Malaquias (VT) 3:10.

Deus nos dá tudo mas não pede tudo. Ele pede que devolvamos a apenas a décima parte, ou seja, o dízimo como Ele o define. Ele nos deixa ficar com os outros 90 por cento. Que acordo mais incrível!

O que Deus promete àqueles que devolvem fielmente a porção que Deus designou como dEle? Nosso Senhor abre as portas do Céu e faz chover bênçãos sobre nós, elas são tantas que não temos espaço para recebê-las.


Qualquer dizimista fiel dirá que Deus cumpre essa promessa. E nosso Pai promete fazer algo mais:
"Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos." Malaquias 3:11.

Os dizimistas podem contar muitas histórias de como o Senhor honrou fielmente Sua promessa. Repetidas vezes, Deus protege Seus filhos do devorador. Ele convida a cada um para formar uma maravilhosa sociedade com Ele. Evidentemente a aritmética de Deus não é igual a nossa. Os nove décimos com Sua bênção são mais que os dez décimos sem ela.

O dízimo é uma doação? Não. O dízimo é uma parte de nossa renda que claramente pertence a Deus. "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a Mim Me roubais, vós, a nação toda." Malaquias 3:8 e 9. Oferta é algo bem diferente do dízimo.

O que se deve fazer com o dízimo? Certamente, não podemos enviar um cheque para Deus. Alguns crêem que deva ser dado aos pobres ou a alguma instituição de caridade, mas esse não é o plano de Deus. Sua palavra é clara a esse respeito: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro." A nossa responsabilidade é levar o dízimo à igreja e é responsabilidade da igreja distribuí-lo sabiamente.

O apóstolo São Paulo diz qual é a finalidade do dízimo: "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." I Coríntios (NT) 9:14.

Na época do Velho Testamento, o dízimo era usado para o sustento dos sacerdotes; no Novo Testamento ele é empregado para o sustento do ministério evangélico. O ministro não deve depender das coletas, dos bazares beneficentes e nem das quermesses, para seu sustento. Ele não deve depender da boa vontade de algum membro rico. Pois o dízimo é trazido à casa do tesouro, para a tesouraria da igreja, e repassado para o sustento dos pastores, igualmente, quer a igreja seja grande ou pequena, quer os membros sejam pobres ou ricos. Deus sabe exatamente como prover Sua obra.

Um homem estava estudando a Bíblia e seus amigos ficaram surpreendidos com o seu entusiasmo. "Se você se envolver com essa igreja eles vão tirar dez por cento de seu salário." A denúncia pareceu bastante grave. Ele foi ao pastor para saber a verdade. Perguntou se igreja iria tirar dez por cento de sua renda. O pastor deu uma resposta singular: "Sim, é verdade que a igreja vai ficar com dez por cento de sua renda. Mas isso não é tudo, você vai ser convidado a dar ofertas além do seu dízimo. Se você tem filhos, a igreja vai querer que você os coloque em um colégio cristão e isso tem o seu preço. A igreja vai incentivá-los a enfrentar uma faculdade cristã e isso custa caro; mas ainda não é tudo. Pode ser que a igreja peça a você que mande seu filho para a áfrica ou qualquer outro lugar como missionário. Talvez você nunca mais volte a vê-lo. O Senhor não pede apenas dez por cento, Ele pede tudo o que você tem".

Realmente, Deus pede tudo o que você tem. Mas, diante do que Ele tem feito por você, diante do que o Calvário custou a Ele, é pedir demais?


Deus deseja fazer parte de sua vida por completo, não apenas do dinheiro, mas do seu tempo, suas habilidades, dos cuidados com a sua saúde, seu trabalho, seu casamento, suas esperanças e sonhos. Ele estende um convite a você para fazerem uma sociedade fascinante.

Agora você sabe que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é dizimista. O seu povo é dizimista. Pergunte a qualquer adventista sobre como Deus tem cumprido a Sua promessa. Você terá uma surpresa.

Durante a recessão econômica dos anos 30 ocorreu uma história notável na sede mundial da Igreja Adventista em Washington. W. H. Williams era um bom diretor financeiro. Ele conhecia também a economia mundial. Em uma época difícil, quando as verbas eram escassas, ele era o homem certo para o posto que ocupava como vice-tesoureiro da Associação Geral. Ele era o homem ideal, não apenas por causa de sua formação e experiência mas porque sua fé pessoal em Deus era tanta que, mesmo em uma época de emergência, ele obedecia rigorosamente ao que Deus ordenava.

Em uma tarde de quinta-feira, ao se encerrar o expediente, Williams sentou-se sozinho em seu escritório. Estava feliz pela chance de relaxar após um dia atarefado. Como sua esposa estivesse fora, não havia problemas se ele se atrasasse alguns minutos. Pensou como seria bom ir para cama mais cedo e descansar. De repente, ele ouviu uma voz: "Vá a Nova Iorque esta noite." O pastor Williams era o tesoureiro responsável pelo fluxo do caixa. Era ele quem mexia com os bancos. Os fundos eram distribuídos por vários bancos e dois ficavam em Nova Iorque.

Ele ia freqüentemente a Nova Iorque enviar verbas para as missões. Mas ainda faltavam dez dias para isso. Ele se perguntou: "Ir a Nova Iorque esta noite?" Não tenho autoridade para mexer com os fundos nesta época. Então orou: "O que vou fazer, Senhor, quando chegar lá?" Mas a voz continuou: "Vá."

Ele estava cansado e detestava tomar o bonde tarde da noite para ir à ferroviária. Em seguida, foi à sala do seu fiel assessor, Chester Rogers, para ver se ele já havia ido para casa. Ele ainda não havia saído do trabalho e concordou em levá-lo até à ferroviária para tomar o trem da meia-noite.

Rogers não fez qualquer pergunta mas ficou curioso sobre o que estaria acontecendo. Por que o pastor Williams faria uma viagem não programada até Nova Iorque dez dias antes do prazo, e sem autorização? Havia algo estranho.

Durante algum tempo, Williams vinha retirando mil dólares de cada vez de um dos bancos em Washington. Em cada uma dessas vezes, ele havia simplesmente pedido a Rogers para colocar as dez notas de cem dólares em um envelope, datá-lo, marcar a quantia, e colocá-lo no cofre do escritório. Mas por quê? O próprio pastor Williams não sabia a razão.

Na manhã seguinte, chegou a Nova Iorque ainda sem saber por que estava lá. Mas logo veio a resposta: "Vá aos dois bancos e remeta o dinheiro para as missões." Ele argumentou com Deus em oração que ainda era muito cedo para tal operação. Quando os bancos abriram naquela sexta-feira, ele estava de frente para o caixa que geralmente cuidava dos negócios da Associação Geral. O homem nem sequer ergueu os olhos e o pastor Williams deu a ele uma lista das remessas a serem enviadas. Aconteceu ainda mais uma coisa estranha. De repente o pastor disse: "Eu gostaria de enviar o triplo da importância que sempre enviamos em cada caso." Ele sabia que havia o suficiente para uma remessa assim, mas iria ficar pouco dinheiro como fundo de reserva. Ele insistiu para que o caixa fizesse a transação rapidamente.

Antes de entrar e depois de sair do banco, o pastor Williams estava tremendo: como poderia explicar o que acabara de fazer sem autorizaço? Novamente ouviu a voz: "Vá ao outro banco e envie as demais verbas, agora." A voz parecia indicar que não havia tempo a perder. No segundo banco, tudo correu normalmente e recebeu a garantia de que a transação seria feita imediatamente. Telegrafou em seguida para cada uma das missões mundiais dizendo: Conserve verbas. Segue carta.

De volta, já em casa, ele acordou tarde na manhã seguinte. Era 4 de março - dia em que o novo predidente, Franklin D. Roosevelt, ia ser empossado. Através da janela aberta de seu quarto, ele ouviu um grito rouco: Extra! Extra! Bancos fechados em toda a nação. O Pastor Williams pulou da cama e correu para pegar um jornal. Era verdade, lá estava a manchete: Bancos fechados em toda a nação.


Agora ele sabia: o novo presidente só iria proclamar seu feriado bancário no dia seguinte. Mas na manhã de 4 de março, o dia da posse, Richard Whitney, presidente da Bolsa de Valores de Nova Iorque fez o histórico anúncio: A Bolsa fechou, por tempo indeterminado. O sistema bancário sofreu um colapso, a emergência era total, e a nação teria que se ajustar a um mundo sem dinheiro. Muitos pequenos bancos jamais voltaram a abrir e os que sobreviveram, só reabriram depois de três meses.

Muitos desastres e imprevistos de toda ordem ainda surgirão. Mas o que isso realmente significa diante de um Deus tão poderoso e cuidadoso assim?


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