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20090308

VF 8 Um Dia a ser Lembrado

Existe algum dia aceitável para Deus? Sexta, Sábado ou Domingo? Existe algum dia preferido por Deus?




Voltemos quase dois mil anos até a humilde vila de Nazaré, na antiga Palestina. é meio de semana quando caminhamos pela estrada rua de pedras, passando pelas pequenas lojas com suas portas abertas. Vemos os operários usando suas ferramentas ao passarmos pelas oficinas. E aí, chegamos a uma oficina bem diferente. A frente está muito bem pintada, e a rua foi varrida há pouco. Entramos e encontramos um homem muito gentil, trabalhando como carpinteiro, e ao seu lado um jovem assistente.

O rapaz está aplainando um pedaço de madeira, tornando-o liso e reto. Descansa um momento e enxuga a testa. Quando Ele se vira, vemos que tem o porte de um príncipe, de um rei. Claro, Ele é o Príncipe dos Céus. Voltamos no sábado. Mas no sábado a oficina estava fechada. As ferramentas estavam guardadas. A serragem havia sido varrida. Estava tudo calmo.

Então notamos que as pessoas caminhavam na direção de um destacado edifício bem no centro da vila. Nós os seguimos e nos sentamos nos fundos de uma casa de reuniões quase lotada. Esperamos um momento, ansiosos. Imagine a nossa surpresa ao vermos o jovem carpinteiro encaminhar-se até o púlpito, abrir o pergaminho e começar a ler. Você consegue imaginar tudo isso?

O evangelho de São Lucas nos diz alguma coisa sobre os hábitos de culto de Jesus. "E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o Seu costume, na sinagoga, e levantou-Se para ler." São Lucas (NT) 4:16.

O que estamos vendo? Um homem em conformidade com os costumes de Sua época. Costumes aceitáveis para a Sua geração mas não para a nossa? Estamos vendo um jovem carpinteiro judeu seguindo irrefletidamente as tradições do Seu tempo, ou estamos vendo um Criador descansando no dia em que Ele próprio separou para os homens?

Existe algum dia aceitável para Deus? Sexta, Sábado ou Domingo? Existe algum dia preferido por Deus? Leia os três textos bíblicos que trazem a resposta. O primeiro está em Apocalipse (NT) 1:10. "Eu fui arrebatado em Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta." Tem uma coisa que essa passagem diz com muita clareza. Diz que o Senhor tem um dia, "o dia do Senhor"; mas ele não nos diz qual dos sete dias da semana é o dia do Senhor. Apenas diz que o Senhor tem um dia. Mas esse é um passo na direção certa.

Vamos à segunda passagem. São Mateus (NT) 12:8: "Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor." Esse texto diz que Cristo é Senhor do sábado." Portanto, entende-se que o sábado é o dia do Senhor. De fato, no livro de Isaías, Deus chama o sábado de Meu santo dia".

E agora, o terceiro texto. "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus, e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." Êxodo (VT) 20:8-11.

Descobrimos nesses três versículos que o sétimo dia é o sábado do Senhor. E Deus considerou o sábado tão importante que ele fez dele um dos Dez Mandamentos.
Quando Jesus entrou naquela casa de reuniões num sábado, era apenas um carpinteiro judeu seguindo mecanicamente as tradições do Seu tempo, ou era o Criador descansando no dia que Ele próprio tinha feito para isso? "Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu." São João (NT) 1:10. Está bastante claro. Mas quem era "Ele"? Poderia estar se referindo a qualquer outro, além de Jesus? é claro que não.

Em Colossenses (NT) 1:15 e 16 encontramos o seguinte a respeito de Jesus:
"O que é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nEle foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra..." Muito antes de Ele ter nascido em Belém, Deus "deu o Seu filho". Jesus é nosso Criador. O Cristo do Calvário é o Criador de Gênesis. Rejeitar um é rejeitar o outro.

O sábado é a própria pulsação do evangelho. Jesus tinha todo o direito de dizer: "O Filho do homem é o Senhor do Sábado."
Jesus disse pouco sobre o sábado. Não havia motivo para discussão. A identidade do dia do descanso nunca foi questionada. A única controvérsia levantada foi sobre o modo como Ele o guardava. Ele estava continuamente curando os doentes durante as horas sagradas, e com isso chocava os líderes religiosos da época.
Eles jamais sonhava que Aquele que estava perante eles era o mesmo que havia feito o sábado.

Vamos agora ao encerramento do ministério de Cristo, aquele trágico fim de semana da paixão, e observar os Seus seguidores enquanto se depararam com a hora do pôr-do- sol, na sexta-feira, no início do sábado. No primeiro capítulo de Gênesis, no relato da criação, lemos que "..foi a tarde e a manhã o dia primeiro. ...foi a tarde e a manhã o dia segundo. ...foi a tarde e a manhã o dia terceiro." E assim por diante. A parte escura do dia vinha antes da parte clara. Assim o dia, na contagem de Deus, começa ao pôr-do-sol e não à meia-noite. Isso quer dizer que o sábado se estende do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol da sábado. De fato, a Palavra de Deus diz: "...duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado." Levítico (VT) 23:32.

Jesus tinha sido crucificado e colocado no túmulo. O sábado se aproximava. O que os discípulos fariam? Suas esperanças tinham sido despedaçadas naquele dia. Pensaram que tinham cometido um erro. Não há palavras para descrever a profundidade do desespero que experimentavam. E se houvesse alguma coisa no exemplo de Jesus para incentivar o descuido para com a observância do sábado, certamente perceberíamos na atitude de Seus amigos mais chegados.

Mas vejamos o que aconteceu. "Esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E havendo-O tirado, envolveu-O num lençol, e pô-Lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado. E as mulheres, que tinham vindo com Ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o Seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos, e no sábado repousaram, conforme o mandamento. E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado." São Lucas (NT) 23:52 a 24:1.

Note que três dias consecutivos são mencionados. O dia da preparação, o sábado do mandamento e o primeiro dia da semana. Dois receberam títulos sagrados, "o dia da preparação" e o "sábado do mandamento". O outro dia recebeu apenas um número ordinário: "o primeiro dia da semana".


Então por que a maioria dos cristãos guarda o primeiro dia da semana? Quem autorizou essa mudança? O Novo Testamento não dá qualquer indicação de mudança do dia de repouso, por isso temos que recorrer à História para descobrir como, quando e por que foi feita a mudança.

Essa mudança ocorreu através de uma determinada combinação de circunstâncias. Por volta de 132 a 135 d.C., aconteceu uma revolta judia sob Bar Cocheba. Como resultado dessa revolta, os judeus ficaram desacreditados por todo o Império Romano. E para evitar a perseguição que se seguiu aos judeus, encontramos os cristãos cada vez mais preconceituosos com relação a qualquer identificação com eles. E como a guarda do sábado era uma prática realizada em comum com os judeus, muitos cristãos começaram a minimizar essa obrigação. Mas a perseguição foi apenas um fator.

O desejo de aceitação e popularidade foi igualmente responsável pela indiferença que logo se transformou em apostasia. A Igreja percebeu rapidamente a vantagem de se comprometer com o paganismo. E as vantagens da popularidade que viriam com o influxo de novos membros do mundo pagão? Para tornar seu convite mais interessante, por que trazer para a igreja alguns dos populares costumes pagãos? Tal fusão de costumes não iria fazer com que os pagãos se sentissem em casa na Igreja? Por que não adotar o dia pagão de festança? Foi essa a razão. Assim começou a erosão gradual da pureza da igreja primitiva.

Na primeira parte do quarto século, Constantino, o imperador romano, se tornou cristão. Ele ainda era pagão quando decretou que os escritórios do governo, cortes e as oficinas dos artesãos deveriam fechar no primeiro dia da semana, "o venerável dia do Sol", como era chamado. E foi naquele mesmo século que o Concílio de Laodicéia expressou a preferência pelo domingo. Uma vez que muitos cristãos tinham sido adoradores do Sol antes de sua conversão ao cristianismo (os adoradores do Sol guardavam o primeiro dia da semana há séculos), tornar o domingo um costume cristão seira uma vantagem para a igreja.

Assim, por vários séculos, ambos os dias foram observados lado a lado. De fato, essa prática paralela continuou até o século seis com o verdadeiro sábado sendo observado em muitas áreas do mundo cristão. Mas com o paganismo se infiltrando na igreja, sob a influência tanto da popularidade como da perseguição, o domingo foi enfatizado cada vez mais, e o sábado cada vez menos. Os escritos dos pais da igreja primitiva nos contam a história. Eles traçaram o caminho da apostasia. Eles registraram as práticas da igreja primitiva.
Nenhum escritor eclesiástico dos primeiros três séculos atribuiu a origem da observância do domingo a Cristo nem aos apóstolos.

Augusto Neander, um dos principais historiadores da era cristã, escreveu:
"O festival do domingo, como todos os outros festivais, era apenas uma ordenança humana, e estava longe da intenção dos apóstolos estabelecer um mandamento divino a esse respeito. Não era intenção deles nem da igreja apostólica primitiva transferir as leis do sábado para o domingo." -
A História da Religião e da Igreja Cristã, pág. 186.

Dean Stanley, no livro Lições Sobre a Igreja Oriental pág. 291, diz: "A retenção do antigo nome pagão Bies Solis ou Domingo para o festival semanal cristão é, em grande parte, devido à união dos sentimentos pagãos e cristãos."

Nos anos recentes, muitos cristãos reconhecidos, que também observam o domingo, têm afirmado publicamente que o dia de culto foi mudado pelo homem, não por Deus. Eis uma declaração encontrada na publicação oficial católica Nosso Visitante Dominical, de 11 de junho de 1950, que defende as crenças católicas na tradição e destaca a inconsistência da aderência protestante a ela. O editor de Nosso Visitante Dominical autorizou a publicação dessa declaração. Ele disse: "Em todos os seus livros oficiais de instrução, os protestantes afirmam que sua religião é baseada na Bíblia e na Bíblia somente, e eles rejeitam a tradição sequer como parte de sua regra de fé... Não há nenhum lugar no Novo Testamento onde está declarado claramente que Cristo mudou o dia de culto do sábado para o domingo. Todavia, todos os protestantes, menos os Adventistas do Sétimo Dia, observam o domingo. Os protestantes seguem a tradição ao observarem o domingo."

Existem cristãos que realmente observam o sábado. Na verdade, os Adventistas do Sétimo Dia não são os únicos, mas o maior grupo, com certeza. J. H. Robinson, no seu livro Introdução à História da Europa Ocidental, pág. 30, diz: "De simples começos a igreja desenvolveu um distinto sacerdócio e um culto elaborado. Deste modo, o cristianismo e as mais altas formas de paganismo tenderam a aproximar-se cada vez mais um do outro com o passar do tempo. Em um sentido, é verdade, eles se encontraram como exércitos em um conflito mortal, mas ao mesmo tempo a tendência foi fundirem-se um no outro como extremos que seguiam rumos convergentes."

Há também a declaração de William Frederick, no livro Três Dias Proféticos, págs. 169 e 170: "A essa altura era necessário à igreja adotar o dia dos gentios. Mudar o dia dos gentios teria sido uma ofensa e um pedra de tropeço a eles. A igreja poderia alcançá-los melhor guardando o dia deles." A terrível verdade é que o sábado do Senhor Jesus Cristo foi sacrificado pela popularidade.

O cardeal Gibbons disse: "Você pode ler a Bíblia de Gênesis a Apocalipse, e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras reforçam a observação religiosa do sábado, um dia que jamais santificamos." A Fé de Nossos Pais, 92ª edição, pág. 89.
O domingo não está na Bíblia e não é um mandamento de Cristo. é apenas uma instituição humana. Mas não é uma tragédia que tenha vindo pintada com a apostasia, como um legado direto vindo do paganismo? Que pena que a igreja o tenha recebido tão cegamente!

Temos apoiado, sem perceber, uma instituição que não é sagrada? Com quase vinte séculos de interferência, desde os dias dos apóstolos, e com as Escrituras disponíveis apenas aos reis e aos muito ricos, não é de se admirar que milhões jamais pensaram em questionar sobre o dia de descanso. Milhões têm cultuado aos domingos, considerando isso um privilégio santo. E Deus tem aceitado sua sincera devoção. Mas, com relação ao verdadeiro significado desta questão, o que podemos fazer exceto andar à luz do que Deus nos revelou e deixá-Lo fazer a guarda de verdadeiro sábado um prazer assim como Ele prometeu?

Um pastor acabara de partilhar estas verdades do sábado com o seu auditório. Enquanto o último hino estava sendo cantado, ele saiu pela porta do lado, perto do púlpito. Ele queria chegar rapidamente à frente da igreja onde poderia cumprimentar as pessoas ao saírem. Mas um cavalheiro tinha saído durante o hino de encerramento também, querendo ficar sozinho, para meditar e orar. Na pressa, o pastor quase colidiu com esse homem. Ele estava sozinho. Seus olhos estavam úmidos. Tinha ficado muito comovido com o que ouvira. O pastor colocou a mão no seu ombro, imaginando em que poderia ajudar. O homem voltou-se devagar, olhou com sinceridade para o rosto do pastor, segurou nas lapelas de seu casaco e disse: "Toda a minha vida, tenho orado pela verdade. Mas jamais pensei em perguntar a Deus quanto ela custaria." O Pastor respondeu: "Sim, a verdade tem seu preço."

Que tal agradecer a Deus pelo sábado e dizer a Ele que, custe o que custar: "Estarei disposto a pagar o preço e andar na luz que o Senhor me tem dado"? Você pode fazer isso nesse momento. Basta querer.


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Os cristãos precisam guardar o Sábado? 
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VF 9 O que a Cruz não Mudou

O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor.




Eram duas e meia da tarde quando, de repente, a América parou. Era uma sexta-feira negra. Os jornalistas estiveram se movimentando através das agências de notícias, com medo do que haviam descoberto. E, finalmente, chegou a palavra definitiva, despida de qualquer boato: o presidente dos Estados Unidos estava morto!

Todos ficaram atônitos, arrasados. O alvo mortífero daquele rifle havia ameaçado a segurança da nação americana. A lei da pátria tinha sido seriamente infringida. Mas a constituição - critério básico da lei e da ordem - permanecia imutável. Aqueles tiros disparados em Dallas, Texas, somente aumentaram a determinação de que no futuro ela seria cumprida com mais cuidado.

Embora este paralelo possa ser incompleto, existiu uma outra sexta-feira negra. E o coração do Universo ficou paralisado. Poucas pessoas se importaram com o que estava acontecendo, mas o Céu se importou. Seres sem pecado assistiram petrificados, quando seu amado Comandante morreu nas mãos de um inimigo que O havia desafiado. O que eles viram naquele dia os convenceu para sempre sobre a verdadeira natureza da rebelião e do pecado. O caráter do anjo caído fora, finalmente, desmascarado.

Apesar de surpreso, chocado e ameaçado pelo golpe mortal do inimigo, o Céu se sentiu seguro ante o conhecimento de que seu governo resistiria. A justiça de sua constituição fora eternamente confirmada pela morte de Jesus. Sua lei permaneceu intocada.


A lealdade dAquele que morreu na cruz tornava agora a desobediência impensável. Sim, o Filho de Deus estava morto. Mas Ele tornou a salvação possível para o homem caído, e fez ainda mais: justificou o Seu governo e tornou o Universo seguro por toda a eternidade!

Imediatamente após a morte de John F. Kennedy, incontáveis memoriais se espalharam por toda a Terra. Rodovias, estádios e aeroportos receberam o seu nome. O Cabo Canaveral tornou-se Cabo Kennedy.

É muito natural que o mundo cristão quisesse fazer um memorial à morte e especialmente à ressurreição de Jesus. Por que não fazer do domingo, o dia da ressurreição, uma lembrança universal do dia em que Ele saiu do túmulo? Muito lógico, não? Mas há um problema: Deus já havia escolhido um memorial para a morte de Cristo na cruz, nós o chamamos de a "Ceia do Senhor" I Coríntios (NT) 11:23 a 26.

Você sabia que Deus também já tinha escolhido um memorial para a ressurreição de Jesus? Podemos ler sobre isto em Romanos (NT) 6:3 a 5: "Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com Ele na semelhança da Sua morte, também o seremos na da Sua ressurreição."

Pode qualquer outro memorial ser mais adequado, mais significativo do que o batismo? Quando uma pessoa entra na água e prende o fôlego, isso simboliza a morte para o pecado; quando é colocada embaixo da água, simboliza o enterro da velha vida; e quando ele vem para fora, simboliza a ressurreição para uma nova vida. E, por estes atos juntos, o seguidor de Jesus compartilha e comemora a morte, o enterro e a ressurreição do seu Senhor. é um memorial perfeito em todos os seus detalhes; é difícil de entender por que o homem tentaria aprimorá-lo.

Mas é exatamente isso que os homens têm tentado fazer, pois um grande segmento do mundo cristão realiza cultos no domingo em lugar do sábado bíblico, e eles respondem que isso é feito em memória da ressurreição. Os memoriais são louváveis, mas o problema é o seguinte: Deus já tem um dia de descanso; foi estabelecido no fim da semana da criação, e ele também é muito importante.

"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou" Êxodo(VT) 20:11.

O sábado é um memorial da criação; é uma lembrança perpétua, a cada sete dias, de que não somos filhos do acaso, nem de qualquer acidente, mas de um Criador amoroso.
Eis a questão: como a natureza humana reagiria tendo dois dias de descanso? Será que não iríamos escolher aquele que fosse mais conveniente? Isso significa que, provavelmente, Sua obra como Criador seria esquecida!

Deus é honrado por nossa lembrança do túmulo vazio, mas a observância do domingo, por mais sincera que seja, viola especificamente pelo menos um dos Dez Mandamentos de Deus. Aqueles que observam o domingo não estão observando o dia que Deus ordenou. Podemos esperar que Deus se agrade com um memorial que esteja manchado com a quebra da lei? Dificilmente.

A essa altura, você pode estar dizendo: "Não sei bem o que li ou onde, mas sempre presumi que existisse autoridade no Novo Testamento para o culto aos domingos. Será que sonhei?" Você não sonhou, apenas supôs o que milhões antes de você também imaginaram. A verdade é que o Novo Testamento menciona o primeiro dia da semana oito vezes. Cinco desses textos apenas se referem ao fato da ressurreição ter ocorrido no primeiro dia da semana.

Examinemos o primeiro deles. "E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que haviam preparado." São Lucas (NT) 24:1. Será bom observar o versículo imediatamente anterior, 23:56: "E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento."

As mulheres já tinham descansado no sábado antes de irem, no primeiro dia da semana, ao túmulo. Não existe nenhuma orientação divina para guardarmos o primeiro dia da semana como dia sagrado. Você pode conferir os outros quatro textos que falam a mesma coisa. São eles: São Mateus (NT) 28:1; São Marcos (NT) 16:2 e 9 e São João (NT) 20:1.

A próxima passagem está no Evangelho de São João (NT) 20:19: "Chegada pois a tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-Se no meio, e disse-lhe: Paz seja convosco."

Essa passagem é mencionada como uma comemoração da ressurreição por aqueles que buscam apoio nas Escrituras para tal mudança. Mas é difícil ver como isso pode ser verdade já que os discípulos estavam reunidos atrás de portas fechadas por medo dos judeus e eles próprios ainda não estavam convencidos da ressurreição, até que Jesus apareceu a eles.

A sétima referência encontra-se no Livro de Atos (NT) 20:7: "E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até a meia-noite."

Paulo pregava um sermão de despedida no primeiro dia da semana. Entretanto, a pregação de um sermão, ou a celebração do culto da comunhão, não faz desse dia um dia sagrado. E, com relação à Ceia do Senhor, tenha em mente que ela foi, originalmente, instituída pelo próprio Jesus em uma noite de quinta-feira. Mas isso faz da quinta-feira um dia de guarda? Muito difícil; especialmente quando inúmeras referências falam de Paulo e outros Apóstolos pregando no sábado. Aliás, esse era o costume. Aquela noite fora apenas uma reunião de despedida!

Chegamos à última referência. "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam coletas quando chegar." I Coríntios (NT) 16:2.

Paulo está promovendo um projeto muito especial ao seu coração. Os crentes em Jerusalém precisavam de assistência financeira, e Paulo está pedindo às igrejas para juntarem uma grande oferta para os seus irmãos na fé (verso 3). Essa passagem não tem nada a ver com ir à igreja aos domingos e colocar uma na sacola, como alguns podem ter entendido. Paulo está simplesmente pedindo aos coríntios que separem algum dinheiro para esse projeto especial. De fato, as várias traduções desse versículo deixam claro que o "pôr de parte" é feito nos lares, não num culto púlpito.

Há mais uma passagem que não menciona o primeiro dia da semana, mas muitas pessoas presumem que sim. Está em Apocalipse (NT) 1:10. "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta." Muitos acreditam que o "dia do Senhor" mencionado nesse texto é o domingo. Mas o dia do Senhor é verdadeiramente o domingo?

Vejamos o que Deus disse através do profeta Isaías: "Se desviares o teu pé do sábado, e de fazer a tua vontade no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras..." Isaías (VT) 58:13.

O povo de Deus vinha negligenciando o sábado e Deus os repreendeu para que parassem e chamassem o sábadodeleitoso e santo. Inquestionavelmente, o sábado é o dia do Senhor. Segundo os melhores registros históricos, a prática de aplicar a expressão "o dia do Senhor" ao domingo surgiu nos círculos cristãos por volta do final do século dois. Quando João escreveu o Apocalipse, aqueles que queriam ver o sábado mudado ainda não tinham nascido. E o fato triste é que quando a expressão "dia do Senhor" entrou em uso entre os cristãos, ela veio manchada pelo paganismo, e especialmente pelo culto ao Sol.

Veja o que escreveu Agostinho Paiva, um escritor português, sobre o mitraísmo. "O primeiro dia de cada semana, domingo, foi consagrado a Mitra desde os tempos remotos, segundo afirmam vários autores. Porque o Sol era Deus, o Senhor por excelência, o domingo passou a ser chamado o dia do Senhor, como foi feito mais tarde pelo cristianismo." O Mitraísmo, pág.3.

Você está chocado com a origem da prática da guarda do domingo? O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor. Tenha em mente que uma mudança assim teria provocado grande controvérsia entre os cristãos primitivos.


Pense na quantidade de espaço que Paulo dá a questão da circuncisão. Ele dedicou todo o livro dos Gálatas para a discussão do problema, e a circuncisão tinha como sua autoridade apenas a lei cerimonial - uma lei de sacrifícios e cerimônias que terminaram quando Jesus deu a Sua vida. A circuncisão sequer é mencionada nos Dez Mandamentos. Imagine a revolta que teria causado se qualquer mudança do sábado, um dos Dez Mandamentos, tivesse sido sugerida ou mesmo insinuada. Poderíamos esperar encontrar livros inteiros relativos ao assunto. E lembre-se que o Novo Testamento foi escrito de 19 a 63 anos após a cruz.

Sem dúvida, existe confusão por todo mundo sobre o dia de descanso de Deus. Milhões acreditam que aconteceu alguma coisa na cruz que desfez a autoridade do mandamento do sábado. Alguma coisa aconteceu, algo saiu errado. Existe confusão, mas Deus é o responsável por essa confusão? Não. Deus disse: "Porque Eu, o Senhor, não mudo" Zacarias (VT) 3:6.

Os apóstolos também não mudaram. Eles observaram o sábado assim como Jesus. Jesus não previu nenhuma alteração do sábado para perto dos Seus dias. Quando Ele falava da destruição de Jerusalém, que seria no ano 70, isto é, quase quarenta anos mais tarde, dizia a Seus seguidores que orassem para que a fuga não acontecesse no sábado. (Ver São Mateus (NT) 24:20).

E na atualidade? O povo de Deus neste final dos tempos é descrito no livro do Apocalipse como os que guardam os mandamentos de Deus (isso inclui o quarto mandamento) e a fé de Jesus. No último apelo de Deus para esta geração, encontrado em Apocalipse 14, ele conclama homens e mulheres a adorarem Aquele que fez a Terra e o Céu.
Em todas as Escrituras, o sábado permanece seguro como um memorial da criação; um dia observado por Jesus e Seus seguidores; um dia ainda observado em nosso dias.
Com toda certeza, você já ouviu alguém dizer que o sábado é um ponto de controvérsia. E é assim porque esta geração prefere acreditar na chance e no caos de bilhões de anos do que nos seis dias da criação realizada por Deus.

Milhões estavam assistindo televisão no momento da confusão, quando um repórter gritou de Dallas: "Ele foi baleado, Oswald foi baleado." O assassino não viveu para ser julgado ou para contar sua confusa história. Mas o assassino do Calvário continua à solta, e furioso porque terá em breve que enfrentar o ajuste de contas, furioso porque seu tempo está se esgotando. A cruz do Calvário mostrou que a lei divina é imutável, mas o anjo caído disse aos homens que a morte de Jesus havia abolido o código moral de Deus e nos livrou de suas obrigações. Ele transformou a cruz que Deus havia usado para confirmar a lei numa arma contra a lei.

Isso aconteceu e está acontecendo. E como resultado, milhões são enganados. No entanto, apesar das investidas do anjo caído, a cruz do Calvário permanece com seu testemunho firme. Ela não aceita a responsabilidade pelo desprezo generalizado à lei de Deus. O que o assassinato de John F. Kennedy causou à constituição? Nada. O que a morte de Jesus causou à lei divina? Nada. O que a cruz causou ao sábado? Nada.

O Calvário é o testemunho de Deus ao homem de que a Sua lei eterna é importante.
Quanto mais detalhadamente investigarmos esse assunto, maior será a convicção de que tem algo errado em algum lugar; em que algumas questões muito importantes temos seguido a multidão, jamais parando para questionar. O exemplo de Jesus é imutável.

Lá está a pequena oficina do carpinteiro, fechada no sábado. Jamais a encontraremos de outro modo. Foi assim naquela sexta-feira negra, à sombra da cruz, e não tem sido diferente, desde o dia em que Ele morreu.


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