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20090308

VF 3 A Estratégia da Rebelião

Havia uma insinuação de que Deus estava escondendo alguma coisa de nossos primeiros pais, algo que Ele não queria que soubessem. Deus realmente não queria que eles soubessem o que é ser assombrado pela culpa, ao ponto de não poderem dormir. Ele não queria que soubessem o que é ver um filho amado tirar a vida do próprio irmão.




Na primavera de 1943, o oficial comandante de um destróier japonês subiu a bordo do navio de combate Musashi, identificou-se e pediu uma audiência com o almirante Yamamoto. O imediato olhou para ele como se o pedido não fizesse o menor sentido. Houve um silêncio embaraçoso. Finalmente, o imediato pediu que o oficial o acompanhasse. Ele o conduziu por um labirinto de corredores e escadas até os aposentos do oficial da armada. Só então o visitante percebeu que havia algo errado, tragicamente errado.

Dentro da cabine suavemente iluminada do almirante Yamamoto havia uma mesa comprida e sobre ela sete esquifes cobertos de incenso. O almirante Yamamoto, comandante supremo da marinha japonesa, estava morto. O almirante, alguns dias antes, havia decidido visitar as instalações japonesas nas Ilhas Salomão. Ele planejou a viagem cuidadosamente e um itinerário detalhado, em código, foi enviado por rádio para cada base japonesa para que pudessem se preparar e acompanhar o almirante em sua visita.

Sem que o alto comando em Tóquio soubesse, os americanos tinham decifrado o código japonês. Eles estavam na escuta e anotaram os detalhes do itinerário. Alguém, comentando o incidente, conta o que aconteceu: "Naquela ocasião, em um dia de abril, um jovem piloto de caça chamado Tom Lanphier entrou em seu P-238, ligou os motores, e se dirigiu até a movimentada pista de Guadalcanal. Durante várias horas, sua esquadrilha voou de norte a oeste, vasculhando os céus em busca de algum sinal do vôo de Yamamoto, e perto da Ilha Bougainville eles avistaram seus aviões. Aceleradores e hélices foram ajustados, botões das metralhadoras ativados, e os caças americanos ficaram prontos para disparar.

Lanphier começou a disparar suas balas no espectro que ia crescendo na mira de sua metralhadora. E para o excelente piloto japonês veio a agonia de um avião não respondendo mais ao controle. A asa direita se soltou, e um vidro frontal despedaçou-se pouco antes da escuridão total. O comandante supremo da marinha japonesa estava morto. Por quê? Porque os planos e a estratégia dos japoneses não eram mais segredo!

Você sabia que possui ao seu alcance um documento que contém os detalhes da estratégia de uma rebelião na qual você também está envolvido?

O terceiro capítulo de Gênesis é muito mais do que um breve relato da queda do homem, é a revelação dessa estratégia. Olhando-se atentamente você poderá entender facilmente a estratégia usada no éden; ela permanece a mesma desde aquele tempo até agora. E é importante que todos nós saibamos que essa estratégia ainda é usada hoje.

O plano tão engenhosamente concebido não foi produto da mente humana. Ele foi concebido por uma mente incrivelmente inteligente, a mente de um anjo rebelde. Esse plano foi tão eficaz naquele primeiro encontro com a raça humana que nunca foi mudado! A queda do homem de sua elevada posição foi a maior tragédia que esta planeta já conheceu.

Mas o instigador da tragédia espertamente a desmereceu, ridicularizou-a, ao ponto de impressionar a mente de milhões, convencendo-os de que aquilo que aconteceu no éden não passou de um mito e que a queda do homem foi uma piada. "O Jardim do éden? Onde Eva comeu a maça?" E em seguida um sorriso sarcástico. Quem acredita nisso? Milhões jamais leram a história. Eles se surpreenderiam ao saber que não há qualquer menção na Bíblia, no livro de Gênesis.

Jamais passou pela mente dessas pessoas que os problemas que enfrentamos começaram com um escolha deliberada por parte de duas pessoas reais em um jardim igualmente real que poderia ser chamado de paraíso. O instigador da rebelião não quer que a queda do homem se pareça realmente com uma queda. Se você duvida do sucesso da propaganda, considere isto: quase todas as escolas ensinam, como fato estabelecido, que o homem evoluiu sempre, desde o princípio, no obscuro passado. Segundo elas, o homem jamais caiu. Você entende? Não existe lugar na teoria da evolução para a queda do homem. E é claro, se o homem jamais caiu, ele não precisa de um Salvador. Ele pode se arranjar muito bem sozinho.

A experiência do éden, em algumas versões da propaganda do anjo rebelde, é admitida livremente como fato. Mas é louvada como a corajosa quebra de todas as restrições por parte do homem, como se fosse a sua declaração de independência. Um triunfo em lugar de uma tragédia. Seja qual for o raciocínio, a expulsão de nossos primeiros pais geralmente é vista como uma coisa muito, muito trivial. Precisamos examinar o terceiro capítulo de Gênesis mais profundamente. Precisamos descobrir o que realmente aconteceu. Só assim entenderemos o seu significado. Mas primeiro precisamos do apoio de dois versículos do segundo capítulo de Gênesis.

"E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore da Ciência do Bem e do Mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Gênesis 2:16 e 17. Muitas pessoas acham que Deus estava sendo um pouco exigente, injusto, em punir nossos primeiros pais e por conseqüência em nos punir também, por uma ofensa tão trivial como comer uma frutinha. Foi mesmo trivial?

Se Adão e Eva estivessem sem comida, com fome, a tentação de desobedecer a Deus poderia ter sido forte. Mas por todo o jardim havia árvores carregadas com frutos deliciosos. Apenas uma árvore estava proibida. Eles tinham liberdade para comer de todas as outras. Mas por que Deus proibiu que comessem do fruto de uma determinada árvore? Seria venenoso? Não. Deus não faz fruto venenoso. A restrição foi feita porque havia uma razão importante. Deus queria que eles vivessem para sempre. Mas não concederia a imortalidade ao homem e à mulher até que tivesse certeza de que lhes poderia ser confiada a vida eterna. Deus teria uma raça de imortais rebeldes nas mãos.

Teria que haver um teste. Era preciso que houvesse alguma regara que pudesse ser quebrada, algum mandamento que pudesse ser desobedecido. Teria que haver uma escolha. Uma decisão entre o certo e o errado. Sem essa escolha, a obediência deles não significaria nada. Seriam robôs!


Muitos crêem que Adão e Eva foram criados imortais, e que nós temos uma alma que não morre. Mas Deus disse claramente a Adão que a morte seria o resultado da desobediência. E Deus iria dizer isso a ele, se o tivesse criado imortal? Teria dito isso se fosse impossível para ele morrer?

Comer um frutinho parece uma pequena ofensa, mas a restrição também é pequena. Isso torna o desrespeito a ela tão monstruoso quanto inescusável. Deus deu tantas coisas a eles e lhes pediu tão pouco... E eles desobedeceram. Que tipo de lealdade é essa? E tem mais. Eva não poderia acreditar na serpente sem primeiro duvidar de Deus. Ela comeu o fruto somente quando concluiu que Deus havia mentido e estava tentando esconder alguma coisa dela, conforme a serpente havia declarado. Adão não foi enganado. Quando Eva lhe ofereceu o fruto, ele percebeu imediatamente o que havia se passado. Ele sabia que Eva deveria morrer. E às pressas, decidiu comer e morrer com ela.

A Bíblia descreve o que aconteceu. Gênesis (VT)3:1 a 6: "Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor tinha feito. E esta disse à mulher: é assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos; mais do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela."

Esses seis versículos são um documento onde a estratégia do anjo caído se torna óbvia. A estratégia, o método de agir, a filosofia, a estrutura básica de sua propaganda, tudo aparece de forma muito clara. O modo como ele atuou no passado é o modo como atua hoje. Nada mudou. E note que Satanás não queria que sua verdadeira identidade fosse conhecida. Ele usou um disfarce. Ele usou o método da personificação. Será que ele ainda opera desse modo? "E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." II Coríntios (NT) 11:14.

Ele utiliza o disfarce, o médium, a personificação. Ele usou um fenômeno mediúnico para atrair a atenção da sua vítima. A serpente, no jardim do éden, era sem dúvida um lindo animal. Mas a serpente não sabia falar, nem se comunicar. Foi isso que atraiu Eva: uma serpente falante.

Satanás utiliza o mesmo método sobrenatural hoje com infinitas variações. é assim que milhões são atraídos ao espiritismo e ao ocultismo. Você encontrará o mundo espírita divulgado nas principais revistas e livros nas bancas de jornais e livrarias. Satanás, falando através da serpente, não perdeu tempo em incutir dúvida na mente de Eva. Dúvida sobre a credibilidade da palavra de Deus. Observe o modo cínico como ele disse: "Deus não disse que você morreria se comesse deste fruto? Deus sabe que não, Ele sabe que você não morrerá. Ele sabe que se você comer deste fruto, você será igual a Ele." Satanás foi ao ponto de contradizer diretamente a palavra de Deus. Deus disse: "Se comer do fruto você morrerá." Satanás disse: "Você não vai morrer."

Satanás não diz a verdade. Cristo afirmou: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira." São João(NT) 8:44. Portanto, o anjo caído é um mentiroso. Ele usa meias verdades.

Quanto mais a verdade se misturar com o erro, mais atraente e perigosa é para suas vítimas. Havia uma insinuação de que Deus estava escondendo alguma coisa de nossos primeiros pais, algo que Ele não queria que soubessem. Deus realmente não queria que eles soubessem o que é ser assombrado pela culpa, ao ponto de não poderem dormir. Ele não queria que soubessem o que é ver um filho amado tirar a vida do próprio irmão. Ele queria evitar esse conhecimento deles e de nós.

Isso é tirania? Ou é amor? o que você acha? As palavras que Deus disse a Adão, registradas em Gênesis 2:17, não foram um ultimato arbitrário. Não foram uma ameaça. Deus não disse: "Adão, não se atreva a comer do fruto daquela árvore. Se comer, Eu mato você." As palavras de Deus foram uma advertência feita com amor sobre qual seria o resultado da desobediência. A morte não se segue à desobediência porque a advertência foi feita. Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará. Gálatas (NT) 6:7O que o homem semear, isso ele ceifará - essa é uma lei da vida que funciona com precisão matemática. "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos (NT) 6:23.

Lúcifer, no início de sua rebelião, saiba que o salário do pecado é a morte. Ele foi devidamente alertado para onde seus passos o estavam levando. Mas recusou-se a voltar. Agora, ele sabe que um dia terá que morrer. Ele decidiu que, se tem que morrer vai levar quantos puder consigo! Como ele se propõe a conseguir isso?

Existem dois elementos-chave em sua estratégia, em sua filosofia, em sua propaganda. O primeiro deles é: "Certamente não morrereis. Você não pode morrer. Deus fez você com uma alma imortal. A morte é impossível."

Imagine o que o diabo pode fazer com essa filosofia, pois se o homem não morre quando morre, deve ser possível se comunicar com ele. Deve ser possível voltar à vida. Se não há morte, então podemos viver como bem quisermos, e nada nos acontecerá. Podemos rir das advertências de Deus.

Para onde isso nos conduz? Se homens e mulheres não podem morrer, se eles são imortais, então terão que viver para sempre em algum lugar. Assim, o anjo caído inventou um inferno de fogo eterno onde um Deus vingativo poderia se deliciar em ver o povo sofrer nas chamas que nunca acabam. Que insulto para o caráter de Deus! Que mentira!

Milhões acreditam sinceramente nisso. Somente Deus sabe quantos se afastaram de todas as religiões por não conseguiram aceitar tamanha tortura de um Deus de amor. Mas a Bíblia nada diz sobre tal lugar de tortura sem fim. Essa é uma invenção do anjo caído.

O segundo elemento-chave na estratégia do inimigo aparece em sua promessa mentirosa: "Sereis como Deus." Hoje somos bombardeados com essa filosofia. "Há uma fagulha de divindade dentro de você.", dizem. "Você deve trazê-la para fora. Você é um pequeno Deus."

Essa fala tem milhares de variações. O que isso quer dizer? "Vá sozinho, seja independente. Você não precisa de Deus." Foi assim que começou a controvérsia neste planeta. O tema foi a autoridade de Deus. Seu trono, Sua lei e Seu caráter. O alvo principal da ira do inimigo foi o Filho de Deus, Seu posto e poder como Criador. O alvo da rebelião, no passado e agora, é o controle da mente dos homens, seu culto, seja por opção ou pela força. Você entende agora um pouco melhor a tragédia do éden?

Satanás tinha vencido a primeira etapa da luta. Ele havia persuadido nossos primeiros pais a se venderem à escravidão, que, sem a intervenção divina, não poderia ser interrompida. Mas a intervenção divina viria. Encontramos no mesmo capítulo de Gênesis a promessa de um Salvador:
"E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Gênesis 3:15.

Estas palavras, ditas a Satanás na audiência de Adão e Eva, eram um mistério para ele. O que poderiam significar? Quem feriria a sua cabeça? O que Deus iria fazer? Ele iria prover uma saída para o casal? Certamente Deus não iria se importunar com o povo deste minúsculo planeta. Provavelmente Ele iria expulsá-los e esquecê-los. Certamente o Filho de Deus não iria descer do Céu para desafiar o seu poder sobre a raça humana.

O coração egoísta de Lúcifer não poderia entender o amor. Ninguém estava mais inquieto sobre o que Deus iria fazer do que o culpado autor da rebelião. Não é de admirar que numa noite escura, muitos séculos depois, ele tremeu quando viu a luz brilhante sobre Belém e ouviu o cântico dos anjos.

Você não gostaria de agradecer a Deus por nos deixar saber do que se trata o conflito, bem como a estratégia do inimigo para que possamos escapar de seus enganos?


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VF 13 Brincando com a Morte

No âmago de todas as jogadas de Satanás permanece a sua mentira original: você não pode morrer; na verdade estará vivo em outro lugar, em um outro estado de existência.




O que acontece dez minutos após a morte? O que há do outro lado dessa porta misteriosa? Dizem que algumas pessoas voltaram contando o que existe além da vida. Será que elas têm convicção do que dizem? Será que não estamos brincando com a morte?

Existe hoje uma verdadeira epidemia de filmes e peças sobre a morte. O interesse atual na morte está próximo da obsessão. O interesse pela morte está na moda. Há manuais sobre como morrer e a morte é considerada por muitos uma conquista!

Vinte e sete alunos de um colégio estadual construíram um esquife de pinho e o entregaram ao colégio como um memorial. O esquife continua dentro da sala de aula e os alunos deitam-se dentro dele para meditar. "A morte é linda", dizem, "ela é natural como uma rosa que desabrocha e em seguida murcha, e aí é jogada fora." Mas o que há de romântico em se jogar fora uma rosa murcha?

Não existe nada de bonito na morte. Ela é cruel; é um inimigo e não um amigo; é uma porta fechada e não uma linda passagem. Ela transformou o nosso planeta no cemitério do Universo, um lugar onde todos morrem. Graças a Deus, há esperança e conforto em Sua Palavra a respeito desse assunto.

O que precisamos é da verdade sobre a perda de nossos entes queridos e da alegre notícia de que o dia da ressurreição vai chegar. Antes, porém, precisamos entender por que existe essa desconcertante confusão. Será que todo esse apego com a morte não está levando a um apego com o autor da morte, aquele que transformou a Terra num cemitério?

Desde que foi banido do Céu, Satanás sabe que deverá sofrer a morte irreversível. Por isso ele está determinado, se possível, a levar toda a raça humana consigo para a destruição. Satanás e seus ajudantes pintam a morte como algo lindo, como algo que não deve ser temido de modo algum. Afinal, de que outro modo poderia atrair suas vítimas? Essa foi a sua estratégia no Jardim do éden.

Deus alertou nossos primeiros pais de que a desobediência poderia resultar em morte. Mas Satanás falou a Eva através da serpente:

"Certamente não morrereis." Gênesis (VT) 3:4.

Essa afirmação de Satanás significa: "Você não pode morrer. Na verdade, estará vivo em outro lugar, em um outro estado de existência. Portanto, viva como quiser." No âmago de todas as suas jogadas permanece a sua mentira original: você não morrerá.

Porque essa jogada dá tão bom resultado? A resposta é muito simples. Se ele puder convencer você de que os mortos não estão de fato mortos, ficará fácil convencê-lo de que os mortos podem se comunicar. E, se você acreditar nisso, uma encenação bem feita dará a ele uma linha direta a sua mente.

Satanás e seus ajudantes, os anjos caídos, são mestres do disfarce. Eles têm levado milhões de pessoas solitárias às sessões espíritas, onde são facilmente convencidas de que estão em contato com os queridos que já se foram; e milhões, por não possuírem o conhecimento da Palavra de Deus, acreditam nessa manifestação sobrenatural.


Jesus nos alertou sobre os enganos do final dos tempos:

"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." São Mateus (NT) 24:24.

Satanás e seus ajudantes raramente usam a abordagem direta para tornar sua identidade conhecida. Eles preferem usar um disfarce:

"Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." II Coríntios (NT) 11:13 e 14.

Quando O Exorcista estava fazendo grande sucesso, as pessoas que acabavam de assistir a esse filme diziam: "Satanás é mesmo uma criatura horrível." Ele adora que as pessoas digam isso, pois se elas acham que ele é um monstro horrível com cascos e chifres, então estarão totalmente despreparadas quando ele aparecer para elas disfarçado em anjo de luz. Ou, pior ainda, como uma pessoa amada que tenha falecido. Esse é o problema: milhões simplesmente não têm estudado a Palavra de Deus e ainda questionam a sua autoridade.

O Bispo Pike não cria na vida após a morte. Mas suas convicções foram facilmente abaladas quando uma porção de fenômenos estarrecedores o atraiu como um ímã para o ocultismo. A tragédia que deu início a esse processo foi o suicídio de seu filho Jim. A morte repentina do filho trouxe-lhe grande tristeza, especialmente porque havia envolvimento com drogas.

Depois da tragédia, o Bispo Pike apareceu na televisão em Toronto, Canadá, ao lado do médiun espírita Arthur Ford. Durante o programa, Ford entrou em transe e convenceu-o de que estava em contato com seu filho Jim. Sem fé na Bíblia, ele era uma presa fácil; estava tão fascinado com o jogo do mundo dos espíritos, que não percebia nenhum sinal vermelho à frente.

Algum tempo depois, em Los Angeles, o Bispo foi entrevistado, quando promovia seu novo livro: O Outro lado. Joe Pyne ouviu o que ele tinha a dizer, com muita atenção.

Finalmente, voltou-se para seu convidado e perguntou pausadamente: "Bispo, a Bíblia não diz em algum lugar que os mortos nada sabem?" Obviamente acuado, Pike respondeu: "Eu não sei." Em seguida pegou um lápis e disse: "Vou consultar isso em casa." A seguir, quando Joe Pyne abriu o programa para as perguntas do auditório, um rapaz se apresentou e começou a falar: "Eu só quero dizer onde está o versículo que o Bispo não conhece; fica em Eclesiastes (VT) 9:5. Então ele citou a passagem corretamente: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas o mortos não sabem coisa nenhuma..."

O Bispo não achou importante aprender a posição da Bíblia sobre o assunto. Essa única passagem teria impedido que ele continuasse sendo enganado. Isso é válido para nós também.
A Bíblia Viva traduz Eclesiastes 9:5 assim: "Pois os vivos pelo menos sabem que morrerão! Mas os mortos nada sabem." A Palavra de Deus afirma que os mortos, bons ou maus, simplesmente estão dormindo em suas sepulturas, onde permanecerão até a ressurreição.


Quando Lázaro morreu, Jesus disse que ele dormia. "Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou para despertá-lo." São João (NT) 11:11. No versículo 14, Jesus disse-lhes claramente: "Lázaro está morto." E note que Lázaro, quando foi chamado do seu túmulo depois de quatro dias, não tinha nenhuma história para contar sobre onde ele tinha estado durante todo aquele tempo. Evidentemente, ele não tinha ido a parte alguma. O apóstolo Pedro, no dia do Pentecostes, disse que Davi não tinha ido para o Céu, mesmo depois de séculos da sua morte. Atos (NT) 2:29 e 34.

Vamos deixar que a Palavra de Deus esclareça mais ainda esse assunto.

"E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte à Deus, que o deu." Eclesiastes (VT) 12:7.

Foi isso que você aprendeu, ou pensava que alguns dos espíritos subiam e outros desciam? Que espírito é esse que retorna para Deus?

"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta." São Tiago (NT) 2:26.

O espírito é que mantém o corpo vivo. Então, o que é esse espírito que mantém o corpo com vida? A palavra "espírito", no original hebraico do Velho Testamento é "ruach"; o mesmo que "pneuma", no original grego do Novo Testamento e significa "sopro". Dessa palavra, tiramos nossos populares pneus e câmaras cheias de ar. Espírito ou "pneuma" simplesmente quer dizer ar ou sopro. Quando falta o espírito, a tradução correta é "morte", pois um corpo sem "ar" está morto. As duas palavras, "sopro" e "espírito", são sinônimas nas Escrituras.

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente" Gênesis (VT) 2:7.Observe o Criador em ação: "e formou o Senhor Deus o homem do pó da terra". Deitado no chão, completo em cada detalhe, o homem acaba de sair das mãos do Criador, pronto para viver, amar e agir, mas ainda não está vivo. "E soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente."

Não lhe foi dada uma alma, mas tornou-se uma alma vivente, um ser, uma pessoa vivente. O fôlego de Deus que foi colocado nas narinas do homem, o fôlego ou espírito, separa-se do corpo na morte e volta para Deus. O corpo retorna ao pó. Agora, esse espírito, o fôlego, não consegue pensar, não consegue adorar, nem cantar; esse espírito volta para Deus, quer a pessoa seja santa ou pecadora. O homem simplesmente deixa de ser uma alma vivente, um ser vivente, até o doador da vida reunir os dois (corpo e espírito) na ressurreição.

As ilustrações têm seus pontos fracos, mas, a despeito disso, iremos usá-las. Imagine algumas tábuas e pregos, que usamos para montar uma pequena caixa. Assim, já não temos mais só tábuas e pregos - temos uma caixa. De onde veio essa caixa? Não veio de lugar algum. é apenas o resultado da união das tábuas e pregos. Vamos supor que não queremos mais a caixa. Assim, arrancamos os pregos e os colocamos de um lado e as tábuas de outro. Para onde foi a caixa? Para lugar nenhum, ela simplesmente deixou de existir como caixa. Os pregos ainda existem, as tábuas existem, mas não pode haver caixa enquanto os dois não forem unidos de novo.

Da mesma maneira, Deus formou o homem de dois elementos: o pó da terra e o sopro da vida. Como resultado da união desses dois elementos, o homem se tornou alma vivente. Quando ele morre, os dois se separam, mas não vão a parte alguma; simplesmente perdem seu estado de consciência até a ressurreição, quando o corpo e o fôlego serão de novo unidos.

Duas perguntas nos ajudarão a tirar as dúvidas da mente. Eis a primeira delas: Você crê na ressurreição? As Escrituras ensinam que ela ocorrerá no último dia, quando Jesus retornar. Mas por que a necessidade dessa ressurreição no último dia, se já recebemos a nossa recompensa ou castigo quando morremos? Certamente não iríamos descer do Céu, ou subir do inferno e entrar em nosso corpo outra vez.

Agora a segunda pergunta: Você crê no julgamento? "é claro", dirá você, porque a Palavra de Deus diz: "Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou." Atos 17:31.

São Mateus descreve a distribuição das recompensas para os bons e os maus, quando Jesus retornar. Portanto, eis a pergunta: Por que um julgamento no final dos tempos, se nós já temos a recompensa ou castigo quando morremos? Se uma pessoa estava sendo queimada no inferno por 212 anos, você acha que Deus mandaria alguém buscá-la para o julgamento?


"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também." São João (NT) 14:1 a 3. Se já estivéssemos no Céu, qual seria o propósito de Jesus retornar? Nenhum, a Bíblia não ensina esse tipo de confusão!

Você pode pensar: E o ladrão na cruz? Jesus não disse ao ladrão que estaria com ele no paraíso naquele mesmo dia. Vamos ler São Lucas (NT) 23:43. "Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás Comigo no paraíso." E alguém diz: "Sim, é desse jeito que eu sempre entendi... isto é, até hoje! Parece haver um problema aqui, não parece? Esse único versículo contradiz todo o resto da Bíblia?

A morte por crucificação era um processo longo e lento. As vítimas geralmente resistiam diversos dias. Por isso, Pilatos ficou surpreso por Jesus ter morrido tão rápido. Ele não morreu da crucificação. Ele morreu de coração partido.

Examine agora São João 20:17: "Disse-lhe Jesus: Não Me detenhas, porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai para Meus irmãos e dize-lhes que Eu subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus." No domingo de manhã, Maria foi ao túmulo. Ela procurou, mas não conseguiu encontrar o seu Senhor. No entanto, havia alguém em pé nas sombras daquele jardim. Ela pensou que fosse o jardineiro. "Onde foi que você O colocou?", perguntou ela. E Jesus disse simplesmente: "Maria". Na mesma hora, ela se lançou aos Seus pés e tentou abraçá-Lo, mas Jesus a conteve com a mão e disse: "Não toque em Mim pois Eu ainda não subi para o Meu Pai." O próprio Jesus, no domingo pela manhã, ainda não tinha ido para o paraíso, como poderia ter estado lá na noite de sexta?

Não há provas de que Jesus tenha estado em algum reino naquela sexta-feira escura. Mas o ladrão viu muito além, nos corredores do tempo, até o dia em que Jesus iria receber o reino que por direito Lhe pertencia. E ele disse: "Lembra-te de mim quando entrares em Teu reino." Aquela foi a única expressão de fé que chegou aos Seus ouvidos enquanto Ele estava pendurado na cruz.

E Jesus respondeu: "Eu te digo hoje, estarás Comigo no paraíso." Hoje, quando até os Meus discípulos Me esqueceram e fugiram; hoje, quando parece que jamais terei um reino; hoje, quando dá a impressão que jamais poderei salvar alguém; dou a certeza, a garantia. Eu digo a você hoje: "Você estará Comigo no paraíso."

Concluímos que a morte não significa ir para o Céu, para o fogo do inferno ou para o purgatório, nem para o mundo dos espíritos. A morte significa apenas a cessação da vida até a ressurreição. O apóstolo Paulo descreve assim a ressurreição:
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." I Tessalonicensses (NT) 4:16 e 17.


Que dia! Que esperança! Para aqueles que faleceram, não haverá sensação do passar do tempo na sepultura. O próximo passo para eles será ver Jesus voltando. Ele vem triunfalmente para o planeta que uma vez O rejeitou, O açoitou e O crucificou, mas um planeta que Ele não consegue esquecer, e quando se aproxima desta Terra, Ele grita com voz de trovão: "Acordem, vocês que dormem no pó da terra, venham para a vida eterna".

Nosso Senhor nos oferece a realidade, não brincadeiras. Ele nos diz agora o que Ele disse a alguém há muito tempo: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá." São João 11:25.


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