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20090308

VF 9 O que a Cruz não Mudou

O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor.




Eram duas e meia da tarde quando, de repente, a América parou. Era uma sexta-feira negra. Os jornalistas estiveram se movimentando através das agências de notícias, com medo do que haviam descoberto. E, finalmente, chegou a palavra definitiva, despida de qualquer boato: o presidente dos Estados Unidos estava morto!

Todos ficaram atônitos, arrasados. O alvo mortífero daquele rifle havia ameaçado a segurança da nação americana. A lei da pátria tinha sido seriamente infringida. Mas a constituição - critério básico da lei e da ordem - permanecia imutável. Aqueles tiros disparados em Dallas, Texas, somente aumentaram a determinação de que no futuro ela seria cumprida com mais cuidado.

Embora este paralelo possa ser incompleto, existiu uma outra sexta-feira negra. E o coração do Universo ficou paralisado. Poucas pessoas se importaram com o que estava acontecendo, mas o Céu se importou. Seres sem pecado assistiram petrificados, quando seu amado Comandante morreu nas mãos de um inimigo que O havia desafiado. O que eles viram naquele dia os convenceu para sempre sobre a verdadeira natureza da rebelião e do pecado. O caráter do anjo caído fora, finalmente, desmascarado.

Apesar de surpreso, chocado e ameaçado pelo golpe mortal do inimigo, o Céu se sentiu seguro ante o conhecimento de que seu governo resistiria. A justiça de sua constituição fora eternamente confirmada pela morte de Jesus. Sua lei permaneceu intocada.


A lealdade dAquele que morreu na cruz tornava agora a desobediência impensável. Sim, o Filho de Deus estava morto. Mas Ele tornou a salvação possível para o homem caído, e fez ainda mais: justificou o Seu governo e tornou o Universo seguro por toda a eternidade!

Imediatamente após a morte de John F. Kennedy, incontáveis memoriais se espalharam por toda a Terra. Rodovias, estádios e aeroportos receberam o seu nome. O Cabo Canaveral tornou-se Cabo Kennedy.

É muito natural que o mundo cristão quisesse fazer um memorial à morte e especialmente à ressurreição de Jesus. Por que não fazer do domingo, o dia da ressurreição, uma lembrança universal do dia em que Ele saiu do túmulo? Muito lógico, não? Mas há um problema: Deus já havia escolhido um memorial para a morte de Cristo na cruz, nós o chamamos de a "Ceia do Senhor" I Coríntios (NT) 11:23 a 26.

Você sabia que Deus também já tinha escolhido um memorial para a ressurreição de Jesus? Podemos ler sobre isto em Romanos (NT) 6:3 a 5: "Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com Ele na semelhança da Sua morte, também o seremos na da Sua ressurreição."

Pode qualquer outro memorial ser mais adequado, mais significativo do que o batismo? Quando uma pessoa entra na água e prende o fôlego, isso simboliza a morte para o pecado; quando é colocada embaixo da água, simboliza o enterro da velha vida; e quando ele vem para fora, simboliza a ressurreição para uma nova vida. E, por estes atos juntos, o seguidor de Jesus compartilha e comemora a morte, o enterro e a ressurreição do seu Senhor. é um memorial perfeito em todos os seus detalhes; é difícil de entender por que o homem tentaria aprimorá-lo.

Mas é exatamente isso que os homens têm tentado fazer, pois um grande segmento do mundo cristão realiza cultos no domingo em lugar do sábado bíblico, e eles respondem que isso é feito em memória da ressurreição. Os memoriais são louváveis, mas o problema é o seguinte: Deus já tem um dia de descanso; foi estabelecido no fim da semana da criação, e ele também é muito importante.

"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou" Êxodo(VT) 20:11.

O sábado é um memorial da criação; é uma lembrança perpétua, a cada sete dias, de que não somos filhos do acaso, nem de qualquer acidente, mas de um Criador amoroso.
Eis a questão: como a natureza humana reagiria tendo dois dias de descanso? Será que não iríamos escolher aquele que fosse mais conveniente? Isso significa que, provavelmente, Sua obra como Criador seria esquecida!

Deus é honrado por nossa lembrança do túmulo vazio, mas a observância do domingo, por mais sincera que seja, viola especificamente pelo menos um dos Dez Mandamentos de Deus. Aqueles que observam o domingo não estão observando o dia que Deus ordenou. Podemos esperar que Deus se agrade com um memorial que esteja manchado com a quebra da lei? Dificilmente.

A essa altura, você pode estar dizendo: "Não sei bem o que li ou onde, mas sempre presumi que existisse autoridade no Novo Testamento para o culto aos domingos. Será que sonhei?" Você não sonhou, apenas supôs o que milhões antes de você também imaginaram. A verdade é que o Novo Testamento menciona o primeiro dia da semana oito vezes. Cinco desses textos apenas se referem ao fato da ressurreição ter ocorrido no primeiro dia da semana.

Examinemos o primeiro deles. "E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que haviam preparado." São Lucas (NT) 24:1. Será bom observar o versículo imediatamente anterior, 23:56: "E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento."

As mulheres já tinham descansado no sábado antes de irem, no primeiro dia da semana, ao túmulo. Não existe nenhuma orientação divina para guardarmos o primeiro dia da semana como dia sagrado. Você pode conferir os outros quatro textos que falam a mesma coisa. São eles: São Mateus (NT) 28:1; São Marcos (NT) 16:2 e 9 e São João (NT) 20:1.

A próxima passagem está no Evangelho de São João (NT) 20:19: "Chegada pois a tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-Se no meio, e disse-lhe: Paz seja convosco."

Essa passagem é mencionada como uma comemoração da ressurreição por aqueles que buscam apoio nas Escrituras para tal mudança. Mas é difícil ver como isso pode ser verdade já que os discípulos estavam reunidos atrás de portas fechadas por medo dos judeus e eles próprios ainda não estavam convencidos da ressurreição, até que Jesus apareceu a eles.

A sétima referência encontra-se no Livro de Atos (NT) 20:7: "E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até a meia-noite."

Paulo pregava um sermão de despedida no primeiro dia da semana. Entretanto, a pregação de um sermão, ou a celebração do culto da comunhão, não faz desse dia um dia sagrado. E, com relação à Ceia do Senhor, tenha em mente que ela foi, originalmente, instituída pelo próprio Jesus em uma noite de quinta-feira. Mas isso faz da quinta-feira um dia de guarda? Muito difícil; especialmente quando inúmeras referências falam de Paulo e outros Apóstolos pregando no sábado. Aliás, esse era o costume. Aquela noite fora apenas uma reunião de despedida!

Chegamos à última referência. "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam coletas quando chegar." I Coríntios (NT) 16:2.

Paulo está promovendo um projeto muito especial ao seu coração. Os crentes em Jerusalém precisavam de assistência financeira, e Paulo está pedindo às igrejas para juntarem uma grande oferta para os seus irmãos na fé (verso 3). Essa passagem não tem nada a ver com ir à igreja aos domingos e colocar uma na sacola, como alguns podem ter entendido. Paulo está simplesmente pedindo aos coríntios que separem algum dinheiro para esse projeto especial. De fato, as várias traduções desse versículo deixam claro que o "pôr de parte" é feito nos lares, não num culto púlpito.

Há mais uma passagem que não menciona o primeiro dia da semana, mas muitas pessoas presumem que sim. Está em Apocalipse (NT) 1:10. "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta." Muitos acreditam que o "dia do Senhor" mencionado nesse texto é o domingo. Mas o dia do Senhor é verdadeiramente o domingo?

Vejamos o que Deus disse através do profeta Isaías: "Se desviares o teu pé do sábado, e de fazer a tua vontade no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras..." Isaías (VT) 58:13.

O povo de Deus vinha negligenciando o sábado e Deus os repreendeu para que parassem e chamassem o sábadodeleitoso e santo. Inquestionavelmente, o sábado é o dia do Senhor. Segundo os melhores registros históricos, a prática de aplicar a expressão "o dia do Senhor" ao domingo surgiu nos círculos cristãos por volta do final do século dois. Quando João escreveu o Apocalipse, aqueles que queriam ver o sábado mudado ainda não tinham nascido. E o fato triste é que quando a expressão "dia do Senhor" entrou em uso entre os cristãos, ela veio manchada pelo paganismo, e especialmente pelo culto ao Sol.

Veja o que escreveu Agostinho Paiva, um escritor português, sobre o mitraísmo. "O primeiro dia de cada semana, domingo, foi consagrado a Mitra desde os tempos remotos, segundo afirmam vários autores. Porque o Sol era Deus, o Senhor por excelência, o domingo passou a ser chamado o dia do Senhor, como foi feito mais tarde pelo cristianismo." O Mitraísmo, pág.3.

Você está chocado com a origem da prática da guarda do domingo? O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor. Tenha em mente que uma mudança assim teria provocado grande controvérsia entre os cristãos primitivos.


Pense na quantidade de espaço que Paulo dá a questão da circuncisão. Ele dedicou todo o livro dos Gálatas para a discussão do problema, e a circuncisão tinha como sua autoridade apenas a lei cerimonial - uma lei de sacrifícios e cerimônias que terminaram quando Jesus deu a Sua vida. A circuncisão sequer é mencionada nos Dez Mandamentos. Imagine a revolta que teria causado se qualquer mudança do sábado, um dos Dez Mandamentos, tivesse sido sugerida ou mesmo insinuada. Poderíamos esperar encontrar livros inteiros relativos ao assunto. E lembre-se que o Novo Testamento foi escrito de 19 a 63 anos após a cruz.

Sem dúvida, existe confusão por todo mundo sobre o dia de descanso de Deus. Milhões acreditam que aconteceu alguma coisa na cruz que desfez a autoridade do mandamento do sábado. Alguma coisa aconteceu, algo saiu errado. Existe confusão, mas Deus é o responsável por essa confusão? Não. Deus disse: "Porque Eu, o Senhor, não mudo" Zacarias (VT) 3:6.

Os apóstolos também não mudaram. Eles observaram o sábado assim como Jesus. Jesus não previu nenhuma alteração do sábado para perto dos Seus dias. Quando Ele falava da destruição de Jerusalém, que seria no ano 70, isto é, quase quarenta anos mais tarde, dizia a Seus seguidores que orassem para que a fuga não acontecesse no sábado. (Ver São Mateus (NT) 24:20).

E na atualidade? O povo de Deus neste final dos tempos é descrito no livro do Apocalipse como os que guardam os mandamentos de Deus (isso inclui o quarto mandamento) e a fé de Jesus. No último apelo de Deus para esta geração, encontrado em Apocalipse 14, ele conclama homens e mulheres a adorarem Aquele que fez a Terra e o Céu.
Em todas as Escrituras, o sábado permanece seguro como um memorial da criação; um dia observado por Jesus e Seus seguidores; um dia ainda observado em nosso dias.
Com toda certeza, você já ouviu alguém dizer que o sábado é um ponto de controvérsia. E é assim porque esta geração prefere acreditar na chance e no caos de bilhões de anos do que nos seis dias da criação realizada por Deus.

Milhões estavam assistindo televisão no momento da confusão, quando um repórter gritou de Dallas: "Ele foi baleado, Oswald foi baleado." O assassino não viveu para ser julgado ou para contar sua confusa história. Mas o assassino do Calvário continua à solta, e furioso porque terá em breve que enfrentar o ajuste de contas, furioso porque seu tempo está se esgotando. A cruz do Calvário mostrou que a lei divina é imutável, mas o anjo caído disse aos homens que a morte de Jesus havia abolido o código moral de Deus e nos livrou de suas obrigações. Ele transformou a cruz que Deus havia usado para confirmar a lei numa arma contra a lei.

Isso aconteceu e está acontecendo. E como resultado, milhões são enganados. No entanto, apesar das investidas do anjo caído, a cruz do Calvário permanece com seu testemunho firme. Ela não aceita a responsabilidade pelo desprezo generalizado à lei de Deus. O que o assassinato de John F. Kennedy causou à constituição? Nada. O que a morte de Jesus causou à lei divina? Nada. O que a cruz causou ao sábado? Nada.

O Calvário é o testemunho de Deus ao homem de que a Sua lei eterna é importante.
Quanto mais detalhadamente investigarmos esse assunto, maior será a convicção de que tem algo errado em algum lugar; em que algumas questões muito importantes temos seguido a multidão, jamais parando para questionar. O exemplo de Jesus é imutável.

Lá está a pequena oficina do carpinteiro, fechada no sábado. Jamais a encontraremos de outro modo. Foi assim naquela sexta-feira negra, à sombra da cruz, e não tem sido diferente, desde o dia em que Ele morreu.


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VF 13 Brincando com a Morte

No âmago de todas as jogadas de Satanás permanece a sua mentira original: você não pode morrer; na verdade estará vivo em outro lugar, em um outro estado de existência.




O que acontece dez minutos após a morte? O que há do outro lado dessa porta misteriosa? Dizem que algumas pessoas voltaram contando o que existe além da vida. Será que elas têm convicção do que dizem? Será que não estamos brincando com a morte?

Existe hoje uma verdadeira epidemia de filmes e peças sobre a morte. O interesse atual na morte está próximo da obsessão. O interesse pela morte está na moda. Há manuais sobre como morrer e a morte é considerada por muitos uma conquista!

Vinte e sete alunos de um colégio estadual construíram um esquife de pinho e o entregaram ao colégio como um memorial. O esquife continua dentro da sala de aula e os alunos deitam-se dentro dele para meditar. "A morte é linda", dizem, "ela é natural como uma rosa que desabrocha e em seguida murcha, e aí é jogada fora." Mas o que há de romântico em se jogar fora uma rosa murcha?

Não existe nada de bonito na morte. Ela é cruel; é um inimigo e não um amigo; é uma porta fechada e não uma linda passagem. Ela transformou o nosso planeta no cemitério do Universo, um lugar onde todos morrem. Graças a Deus, há esperança e conforto em Sua Palavra a respeito desse assunto.

O que precisamos é da verdade sobre a perda de nossos entes queridos e da alegre notícia de que o dia da ressurreição vai chegar. Antes, porém, precisamos entender por que existe essa desconcertante confusão. Será que todo esse apego com a morte não está levando a um apego com o autor da morte, aquele que transformou a Terra num cemitério?

Desde que foi banido do Céu, Satanás sabe que deverá sofrer a morte irreversível. Por isso ele está determinado, se possível, a levar toda a raça humana consigo para a destruição. Satanás e seus ajudantes pintam a morte como algo lindo, como algo que não deve ser temido de modo algum. Afinal, de que outro modo poderia atrair suas vítimas? Essa foi a sua estratégia no Jardim do éden.

Deus alertou nossos primeiros pais de que a desobediência poderia resultar em morte. Mas Satanás falou a Eva através da serpente:

"Certamente não morrereis." Gênesis (VT) 3:4.

Essa afirmação de Satanás significa: "Você não pode morrer. Na verdade, estará vivo em outro lugar, em um outro estado de existência. Portanto, viva como quiser." No âmago de todas as suas jogadas permanece a sua mentira original: você não morrerá.

Porque essa jogada dá tão bom resultado? A resposta é muito simples. Se ele puder convencer você de que os mortos não estão de fato mortos, ficará fácil convencê-lo de que os mortos podem se comunicar. E, se você acreditar nisso, uma encenação bem feita dará a ele uma linha direta a sua mente.

Satanás e seus ajudantes, os anjos caídos, são mestres do disfarce. Eles têm levado milhões de pessoas solitárias às sessões espíritas, onde são facilmente convencidas de que estão em contato com os queridos que já se foram; e milhões, por não possuírem o conhecimento da Palavra de Deus, acreditam nessa manifestação sobrenatural.


Jesus nos alertou sobre os enganos do final dos tempos:

"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." São Mateus (NT) 24:24.

Satanás e seus ajudantes raramente usam a abordagem direta para tornar sua identidade conhecida. Eles preferem usar um disfarce:

"Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." II Coríntios (NT) 11:13 e 14.

Quando O Exorcista estava fazendo grande sucesso, as pessoas que acabavam de assistir a esse filme diziam: "Satanás é mesmo uma criatura horrível." Ele adora que as pessoas digam isso, pois se elas acham que ele é um monstro horrível com cascos e chifres, então estarão totalmente despreparadas quando ele aparecer para elas disfarçado em anjo de luz. Ou, pior ainda, como uma pessoa amada que tenha falecido. Esse é o problema: milhões simplesmente não têm estudado a Palavra de Deus e ainda questionam a sua autoridade.

O Bispo Pike não cria na vida após a morte. Mas suas convicções foram facilmente abaladas quando uma porção de fenômenos estarrecedores o atraiu como um ímã para o ocultismo. A tragédia que deu início a esse processo foi o suicídio de seu filho Jim. A morte repentina do filho trouxe-lhe grande tristeza, especialmente porque havia envolvimento com drogas.

Depois da tragédia, o Bispo Pike apareceu na televisão em Toronto, Canadá, ao lado do médiun espírita Arthur Ford. Durante o programa, Ford entrou em transe e convenceu-o de que estava em contato com seu filho Jim. Sem fé na Bíblia, ele era uma presa fácil; estava tão fascinado com o jogo do mundo dos espíritos, que não percebia nenhum sinal vermelho à frente.

Algum tempo depois, em Los Angeles, o Bispo foi entrevistado, quando promovia seu novo livro: O Outro lado. Joe Pyne ouviu o que ele tinha a dizer, com muita atenção.

Finalmente, voltou-se para seu convidado e perguntou pausadamente: "Bispo, a Bíblia não diz em algum lugar que os mortos nada sabem?" Obviamente acuado, Pike respondeu: "Eu não sei." Em seguida pegou um lápis e disse: "Vou consultar isso em casa." A seguir, quando Joe Pyne abriu o programa para as perguntas do auditório, um rapaz se apresentou e começou a falar: "Eu só quero dizer onde está o versículo que o Bispo não conhece; fica em Eclesiastes (VT) 9:5. Então ele citou a passagem corretamente: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas o mortos não sabem coisa nenhuma..."

O Bispo não achou importante aprender a posição da Bíblia sobre o assunto. Essa única passagem teria impedido que ele continuasse sendo enganado. Isso é válido para nós também.
A Bíblia Viva traduz Eclesiastes 9:5 assim: "Pois os vivos pelo menos sabem que morrerão! Mas os mortos nada sabem." A Palavra de Deus afirma que os mortos, bons ou maus, simplesmente estão dormindo em suas sepulturas, onde permanecerão até a ressurreição.


Quando Lázaro morreu, Jesus disse que ele dormia. "Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou para despertá-lo." São João (NT) 11:11. No versículo 14, Jesus disse-lhes claramente: "Lázaro está morto." E note que Lázaro, quando foi chamado do seu túmulo depois de quatro dias, não tinha nenhuma história para contar sobre onde ele tinha estado durante todo aquele tempo. Evidentemente, ele não tinha ido a parte alguma. O apóstolo Pedro, no dia do Pentecostes, disse que Davi não tinha ido para o Céu, mesmo depois de séculos da sua morte. Atos (NT) 2:29 e 34.

Vamos deixar que a Palavra de Deus esclareça mais ainda esse assunto.

"E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte à Deus, que o deu." Eclesiastes (VT) 12:7.

Foi isso que você aprendeu, ou pensava que alguns dos espíritos subiam e outros desciam? Que espírito é esse que retorna para Deus?

"Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta." São Tiago (NT) 2:26.

O espírito é que mantém o corpo vivo. Então, o que é esse espírito que mantém o corpo com vida? A palavra "espírito", no original hebraico do Velho Testamento é "ruach"; o mesmo que "pneuma", no original grego do Novo Testamento e significa "sopro". Dessa palavra, tiramos nossos populares pneus e câmaras cheias de ar. Espírito ou "pneuma" simplesmente quer dizer ar ou sopro. Quando falta o espírito, a tradução correta é "morte", pois um corpo sem "ar" está morto. As duas palavras, "sopro" e "espírito", são sinônimas nas Escrituras.

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente" Gênesis (VT) 2:7.Observe o Criador em ação: "e formou o Senhor Deus o homem do pó da terra". Deitado no chão, completo em cada detalhe, o homem acaba de sair das mãos do Criador, pronto para viver, amar e agir, mas ainda não está vivo. "E soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente."

Não lhe foi dada uma alma, mas tornou-se uma alma vivente, um ser, uma pessoa vivente. O fôlego de Deus que foi colocado nas narinas do homem, o fôlego ou espírito, separa-se do corpo na morte e volta para Deus. O corpo retorna ao pó. Agora, esse espírito, o fôlego, não consegue pensar, não consegue adorar, nem cantar; esse espírito volta para Deus, quer a pessoa seja santa ou pecadora. O homem simplesmente deixa de ser uma alma vivente, um ser vivente, até o doador da vida reunir os dois (corpo e espírito) na ressurreição.

As ilustrações têm seus pontos fracos, mas, a despeito disso, iremos usá-las. Imagine algumas tábuas e pregos, que usamos para montar uma pequena caixa. Assim, já não temos mais só tábuas e pregos - temos uma caixa. De onde veio essa caixa? Não veio de lugar algum. é apenas o resultado da união das tábuas e pregos. Vamos supor que não queremos mais a caixa. Assim, arrancamos os pregos e os colocamos de um lado e as tábuas de outro. Para onde foi a caixa? Para lugar nenhum, ela simplesmente deixou de existir como caixa. Os pregos ainda existem, as tábuas existem, mas não pode haver caixa enquanto os dois não forem unidos de novo.

Da mesma maneira, Deus formou o homem de dois elementos: o pó da terra e o sopro da vida. Como resultado da união desses dois elementos, o homem se tornou alma vivente. Quando ele morre, os dois se separam, mas não vão a parte alguma; simplesmente perdem seu estado de consciência até a ressurreição, quando o corpo e o fôlego serão de novo unidos.

Duas perguntas nos ajudarão a tirar as dúvidas da mente. Eis a primeira delas: Você crê na ressurreição? As Escrituras ensinam que ela ocorrerá no último dia, quando Jesus retornar. Mas por que a necessidade dessa ressurreição no último dia, se já recebemos a nossa recompensa ou castigo quando morremos? Certamente não iríamos descer do Céu, ou subir do inferno e entrar em nosso corpo outra vez.

Agora a segunda pergunta: Você crê no julgamento? "é claro", dirá você, porque a Palavra de Deus diz: "Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou." Atos 17:31.

São Mateus descreve a distribuição das recompensas para os bons e os maus, quando Jesus retornar. Portanto, eis a pergunta: Por que um julgamento no final dos tempos, se nós já temos a recompensa ou castigo quando morremos? Se uma pessoa estava sendo queimada no inferno por 212 anos, você acha que Deus mandaria alguém buscá-la para o julgamento?


"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também." São João (NT) 14:1 a 3. Se já estivéssemos no Céu, qual seria o propósito de Jesus retornar? Nenhum, a Bíblia não ensina esse tipo de confusão!

Você pode pensar: E o ladrão na cruz? Jesus não disse ao ladrão que estaria com ele no paraíso naquele mesmo dia. Vamos ler São Lucas (NT) 23:43. "Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás Comigo no paraíso." E alguém diz: "Sim, é desse jeito que eu sempre entendi... isto é, até hoje! Parece haver um problema aqui, não parece? Esse único versículo contradiz todo o resto da Bíblia?

A morte por crucificação era um processo longo e lento. As vítimas geralmente resistiam diversos dias. Por isso, Pilatos ficou surpreso por Jesus ter morrido tão rápido. Ele não morreu da crucificação. Ele morreu de coração partido.

Examine agora São João 20:17: "Disse-lhe Jesus: Não Me detenhas, porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai para Meus irmãos e dize-lhes que Eu subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus." No domingo de manhã, Maria foi ao túmulo. Ela procurou, mas não conseguiu encontrar o seu Senhor. No entanto, havia alguém em pé nas sombras daquele jardim. Ela pensou que fosse o jardineiro. "Onde foi que você O colocou?", perguntou ela. E Jesus disse simplesmente: "Maria". Na mesma hora, ela se lançou aos Seus pés e tentou abraçá-Lo, mas Jesus a conteve com a mão e disse: "Não toque em Mim pois Eu ainda não subi para o Meu Pai." O próprio Jesus, no domingo pela manhã, ainda não tinha ido para o paraíso, como poderia ter estado lá na noite de sexta?

Não há provas de que Jesus tenha estado em algum reino naquela sexta-feira escura. Mas o ladrão viu muito além, nos corredores do tempo, até o dia em que Jesus iria receber o reino que por direito Lhe pertencia. E ele disse: "Lembra-te de mim quando entrares em Teu reino." Aquela foi a única expressão de fé que chegou aos Seus ouvidos enquanto Ele estava pendurado na cruz.

E Jesus respondeu: "Eu te digo hoje, estarás Comigo no paraíso." Hoje, quando até os Meus discípulos Me esqueceram e fugiram; hoje, quando parece que jamais terei um reino; hoje, quando dá a impressão que jamais poderei salvar alguém; dou a certeza, a garantia. Eu digo a você hoje: "Você estará Comigo no paraíso."

Concluímos que a morte não significa ir para o Céu, para o fogo do inferno ou para o purgatório, nem para o mundo dos espíritos. A morte significa apenas a cessação da vida até a ressurreição. O apóstolo Paulo descreve assim a ressurreição:
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." I Tessalonicensses (NT) 4:16 e 17.


Que dia! Que esperança! Para aqueles que faleceram, não haverá sensação do passar do tempo na sepultura. O próximo passo para eles será ver Jesus voltando. Ele vem triunfalmente para o planeta que uma vez O rejeitou, O açoitou e O crucificou, mas um planeta que Ele não consegue esquecer, e quando se aproxima desta Terra, Ele grita com voz de trovão: "Acordem, vocês que dormem no pó da terra, venham para a vida eterna".

Nosso Senhor nos oferece a realidade, não brincadeiras. Ele nos diz agora o que Ele disse a alguém há muito tempo: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá." São João 11:25.


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