"Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus." (Mateus 4:4) Bem-vindo ao Verdades Para o Tempo do Fim, um curso em 16 lições para você aprender mais sobre a Palavra de Deus. Entre em contato comigo, mandando perguntas e dúvidas sobre o seu estudo pessoal da Bíblia Sagrada. Escreva para walterdossantos@yahoo.com.br. Que Deus abençoe você.

20090308

VF 8 Um Dia a ser Lembrado

Existe algum dia aceitável para Deus? Sexta, Sábado ou Domingo? Existe algum dia preferido por Deus?




Voltemos quase dois mil anos até a humilde vila de Nazaré, na antiga Palestina. é meio de semana quando caminhamos pela estrada rua de pedras, passando pelas pequenas lojas com suas portas abertas. Vemos os operários usando suas ferramentas ao passarmos pelas oficinas. E aí, chegamos a uma oficina bem diferente. A frente está muito bem pintada, e a rua foi varrida há pouco. Entramos e encontramos um homem muito gentil, trabalhando como carpinteiro, e ao seu lado um jovem assistente.

O rapaz está aplainando um pedaço de madeira, tornando-o liso e reto. Descansa um momento e enxuga a testa. Quando Ele se vira, vemos que tem o porte de um príncipe, de um rei. Claro, Ele é o Príncipe dos Céus. Voltamos no sábado. Mas no sábado a oficina estava fechada. As ferramentas estavam guardadas. A serragem havia sido varrida. Estava tudo calmo.

Então notamos que as pessoas caminhavam na direção de um destacado edifício bem no centro da vila. Nós os seguimos e nos sentamos nos fundos de uma casa de reuniões quase lotada. Esperamos um momento, ansiosos. Imagine a nossa surpresa ao vermos o jovem carpinteiro encaminhar-se até o púlpito, abrir o pergaminho e começar a ler. Você consegue imaginar tudo isso?

O evangelho de São Lucas nos diz alguma coisa sobre os hábitos de culto de Jesus. "E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o Seu costume, na sinagoga, e levantou-Se para ler." São Lucas (NT) 4:16.

O que estamos vendo? Um homem em conformidade com os costumes de Sua época. Costumes aceitáveis para a Sua geração mas não para a nossa? Estamos vendo um jovem carpinteiro judeu seguindo irrefletidamente as tradições do Seu tempo, ou estamos vendo um Criador descansando no dia em que Ele próprio separou para os homens?

Existe algum dia aceitável para Deus? Sexta, Sábado ou Domingo? Existe algum dia preferido por Deus? Leia os três textos bíblicos que trazem a resposta. O primeiro está em Apocalipse (NT) 1:10. "Eu fui arrebatado em Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta." Tem uma coisa que essa passagem diz com muita clareza. Diz que o Senhor tem um dia, "o dia do Senhor"; mas ele não nos diz qual dos sete dias da semana é o dia do Senhor. Apenas diz que o Senhor tem um dia. Mas esse é um passo na direção certa.

Vamos à segunda passagem. São Mateus (NT) 12:8: "Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor." Esse texto diz que Cristo é Senhor do sábado." Portanto, entende-se que o sábado é o dia do Senhor. De fato, no livro de Isaías, Deus chama o sábado de Meu santo dia".

E agora, o terceiro texto. "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus, e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." Êxodo (VT) 20:8-11.

Descobrimos nesses três versículos que o sétimo dia é o sábado do Senhor. E Deus considerou o sábado tão importante que ele fez dele um dos Dez Mandamentos.
Quando Jesus entrou naquela casa de reuniões num sábado, era apenas um carpinteiro judeu seguindo mecanicamente as tradições do Seu tempo, ou era o Criador descansando no dia que Ele próprio tinha feito para isso? "Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu." São João (NT) 1:10. Está bastante claro. Mas quem era "Ele"? Poderia estar se referindo a qualquer outro, além de Jesus? é claro que não.

Em Colossenses (NT) 1:15 e 16 encontramos o seguinte a respeito de Jesus:
"O que é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nEle foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra..." Muito antes de Ele ter nascido em Belém, Deus "deu o Seu filho". Jesus é nosso Criador. O Cristo do Calvário é o Criador de Gênesis. Rejeitar um é rejeitar o outro.

O sábado é a própria pulsação do evangelho. Jesus tinha todo o direito de dizer: "O Filho do homem é o Senhor do Sábado."
Jesus disse pouco sobre o sábado. Não havia motivo para discussão. A identidade do dia do descanso nunca foi questionada. A única controvérsia levantada foi sobre o modo como Ele o guardava. Ele estava continuamente curando os doentes durante as horas sagradas, e com isso chocava os líderes religiosos da época.
Eles jamais sonhava que Aquele que estava perante eles era o mesmo que havia feito o sábado.

Vamos agora ao encerramento do ministério de Cristo, aquele trágico fim de semana da paixão, e observar os Seus seguidores enquanto se depararam com a hora do pôr-do- sol, na sexta-feira, no início do sábado. No primeiro capítulo de Gênesis, no relato da criação, lemos que "..foi a tarde e a manhã o dia primeiro. ...foi a tarde e a manhã o dia segundo. ...foi a tarde e a manhã o dia terceiro." E assim por diante. A parte escura do dia vinha antes da parte clara. Assim o dia, na contagem de Deus, começa ao pôr-do-sol e não à meia-noite. Isso quer dizer que o sábado se estende do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol da sábado. De fato, a Palavra de Deus diz: "...duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado." Levítico (VT) 23:32.

Jesus tinha sido crucificado e colocado no túmulo. O sábado se aproximava. O que os discípulos fariam? Suas esperanças tinham sido despedaçadas naquele dia. Pensaram que tinham cometido um erro. Não há palavras para descrever a profundidade do desespero que experimentavam. E se houvesse alguma coisa no exemplo de Jesus para incentivar o descuido para com a observância do sábado, certamente perceberíamos na atitude de Seus amigos mais chegados.

Mas vejamos o que aconteceu. "Esse, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. E havendo-O tirado, envolveu-O num lençol, e pô-Lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado. E as mulheres, que tinham vindo com Ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o Seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos, e no sábado repousaram, conforme o mandamento. E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado." São Lucas (NT) 23:52 a 24:1.

Note que três dias consecutivos são mencionados. O dia da preparação, o sábado do mandamento e o primeiro dia da semana. Dois receberam títulos sagrados, "o dia da preparação" e o "sábado do mandamento". O outro dia recebeu apenas um número ordinário: "o primeiro dia da semana".


Então por que a maioria dos cristãos guarda o primeiro dia da semana? Quem autorizou essa mudança? O Novo Testamento não dá qualquer indicação de mudança do dia de repouso, por isso temos que recorrer à História para descobrir como, quando e por que foi feita a mudança.

Essa mudança ocorreu através de uma determinada combinação de circunstâncias. Por volta de 132 a 135 d.C., aconteceu uma revolta judia sob Bar Cocheba. Como resultado dessa revolta, os judeus ficaram desacreditados por todo o Império Romano. E para evitar a perseguição que se seguiu aos judeus, encontramos os cristãos cada vez mais preconceituosos com relação a qualquer identificação com eles. E como a guarda do sábado era uma prática realizada em comum com os judeus, muitos cristãos começaram a minimizar essa obrigação. Mas a perseguição foi apenas um fator.

O desejo de aceitação e popularidade foi igualmente responsável pela indiferença que logo se transformou em apostasia. A Igreja percebeu rapidamente a vantagem de se comprometer com o paganismo. E as vantagens da popularidade que viriam com o influxo de novos membros do mundo pagão? Para tornar seu convite mais interessante, por que trazer para a igreja alguns dos populares costumes pagãos? Tal fusão de costumes não iria fazer com que os pagãos se sentissem em casa na Igreja? Por que não adotar o dia pagão de festança? Foi essa a razão. Assim começou a erosão gradual da pureza da igreja primitiva.

Na primeira parte do quarto século, Constantino, o imperador romano, se tornou cristão. Ele ainda era pagão quando decretou que os escritórios do governo, cortes e as oficinas dos artesãos deveriam fechar no primeiro dia da semana, "o venerável dia do Sol", como era chamado. E foi naquele mesmo século que o Concílio de Laodicéia expressou a preferência pelo domingo. Uma vez que muitos cristãos tinham sido adoradores do Sol antes de sua conversão ao cristianismo (os adoradores do Sol guardavam o primeiro dia da semana há séculos), tornar o domingo um costume cristão seira uma vantagem para a igreja.

Assim, por vários séculos, ambos os dias foram observados lado a lado. De fato, essa prática paralela continuou até o século seis com o verdadeiro sábado sendo observado em muitas áreas do mundo cristão. Mas com o paganismo se infiltrando na igreja, sob a influência tanto da popularidade como da perseguição, o domingo foi enfatizado cada vez mais, e o sábado cada vez menos. Os escritos dos pais da igreja primitiva nos contam a história. Eles traçaram o caminho da apostasia. Eles registraram as práticas da igreja primitiva.
Nenhum escritor eclesiástico dos primeiros três séculos atribuiu a origem da observância do domingo a Cristo nem aos apóstolos.

Augusto Neander, um dos principais historiadores da era cristã, escreveu:
"O festival do domingo, como todos os outros festivais, era apenas uma ordenança humana, e estava longe da intenção dos apóstolos estabelecer um mandamento divino a esse respeito. Não era intenção deles nem da igreja apostólica primitiva transferir as leis do sábado para o domingo." -
A História da Religião e da Igreja Cristã, pág. 186.

Dean Stanley, no livro Lições Sobre a Igreja Oriental pág. 291, diz: "A retenção do antigo nome pagão Bies Solis ou Domingo para o festival semanal cristão é, em grande parte, devido à união dos sentimentos pagãos e cristãos."

Nos anos recentes, muitos cristãos reconhecidos, que também observam o domingo, têm afirmado publicamente que o dia de culto foi mudado pelo homem, não por Deus. Eis uma declaração encontrada na publicação oficial católica Nosso Visitante Dominical, de 11 de junho de 1950, que defende as crenças católicas na tradição e destaca a inconsistência da aderência protestante a ela. O editor de Nosso Visitante Dominical autorizou a publicação dessa declaração. Ele disse: "Em todos os seus livros oficiais de instrução, os protestantes afirmam que sua religião é baseada na Bíblia e na Bíblia somente, e eles rejeitam a tradição sequer como parte de sua regra de fé... Não há nenhum lugar no Novo Testamento onde está declarado claramente que Cristo mudou o dia de culto do sábado para o domingo. Todavia, todos os protestantes, menos os Adventistas do Sétimo Dia, observam o domingo. Os protestantes seguem a tradição ao observarem o domingo."

Existem cristãos que realmente observam o sábado. Na verdade, os Adventistas do Sétimo Dia não são os únicos, mas o maior grupo, com certeza. J. H. Robinson, no seu livro Introdução à História da Europa Ocidental, pág. 30, diz: "De simples começos a igreja desenvolveu um distinto sacerdócio e um culto elaborado. Deste modo, o cristianismo e as mais altas formas de paganismo tenderam a aproximar-se cada vez mais um do outro com o passar do tempo. Em um sentido, é verdade, eles se encontraram como exércitos em um conflito mortal, mas ao mesmo tempo a tendência foi fundirem-se um no outro como extremos que seguiam rumos convergentes."

Há também a declaração de William Frederick, no livro Três Dias Proféticos, págs. 169 e 170: "A essa altura era necessário à igreja adotar o dia dos gentios. Mudar o dia dos gentios teria sido uma ofensa e um pedra de tropeço a eles. A igreja poderia alcançá-los melhor guardando o dia deles." A terrível verdade é que o sábado do Senhor Jesus Cristo foi sacrificado pela popularidade.

O cardeal Gibbons disse: "Você pode ler a Bíblia de Gênesis a Apocalipse, e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras reforçam a observação religiosa do sábado, um dia que jamais santificamos." A Fé de Nossos Pais, 92ª edição, pág. 89.
O domingo não está na Bíblia e não é um mandamento de Cristo. é apenas uma instituição humana. Mas não é uma tragédia que tenha vindo pintada com a apostasia, como um legado direto vindo do paganismo? Que pena que a igreja o tenha recebido tão cegamente!

Temos apoiado, sem perceber, uma instituição que não é sagrada? Com quase vinte séculos de interferência, desde os dias dos apóstolos, e com as Escrituras disponíveis apenas aos reis e aos muito ricos, não é de se admirar que milhões jamais pensaram em questionar sobre o dia de descanso. Milhões têm cultuado aos domingos, considerando isso um privilégio santo. E Deus tem aceitado sua sincera devoção. Mas, com relação ao verdadeiro significado desta questão, o que podemos fazer exceto andar à luz do que Deus nos revelou e deixá-Lo fazer a guarda de verdadeiro sábado um prazer assim como Ele prometeu?

Um pastor acabara de partilhar estas verdades do sábado com o seu auditório. Enquanto o último hino estava sendo cantado, ele saiu pela porta do lado, perto do púlpito. Ele queria chegar rapidamente à frente da igreja onde poderia cumprimentar as pessoas ao saírem. Mas um cavalheiro tinha saído durante o hino de encerramento também, querendo ficar sozinho, para meditar e orar. Na pressa, o pastor quase colidiu com esse homem. Ele estava sozinho. Seus olhos estavam úmidos. Tinha ficado muito comovido com o que ouvira. O pastor colocou a mão no seu ombro, imaginando em que poderia ajudar. O homem voltou-se devagar, olhou com sinceridade para o rosto do pastor, segurou nas lapelas de seu casaco e disse: "Toda a minha vida, tenho orado pela verdade. Mas jamais pensei em perguntar a Deus quanto ela custaria." O Pastor respondeu: "Sim, a verdade tem seu preço."

Que tal agradecer a Deus pelo sábado e dizer a Ele que, custe o que custar: "Estarei disposto a pagar o preço e andar na luz que o Senhor me tem dado"? Você pode fazer isso nesse momento. Basta querer.


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Os cristãos precisam guardar o Sábado? 
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VF 9 O que a Cruz não Mudou

O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor.




Eram duas e meia da tarde quando, de repente, a América parou. Era uma sexta-feira negra. Os jornalistas estiveram se movimentando através das agências de notícias, com medo do que haviam descoberto. E, finalmente, chegou a palavra definitiva, despida de qualquer boato: o presidente dos Estados Unidos estava morto!

Todos ficaram atônitos, arrasados. O alvo mortífero daquele rifle havia ameaçado a segurança da nação americana. A lei da pátria tinha sido seriamente infringida. Mas a constituição - critério básico da lei e da ordem - permanecia imutável. Aqueles tiros disparados em Dallas, Texas, somente aumentaram a determinação de que no futuro ela seria cumprida com mais cuidado.

Embora este paralelo possa ser incompleto, existiu uma outra sexta-feira negra. E o coração do Universo ficou paralisado. Poucas pessoas se importaram com o que estava acontecendo, mas o Céu se importou. Seres sem pecado assistiram petrificados, quando seu amado Comandante morreu nas mãos de um inimigo que O havia desafiado. O que eles viram naquele dia os convenceu para sempre sobre a verdadeira natureza da rebelião e do pecado. O caráter do anjo caído fora, finalmente, desmascarado.

Apesar de surpreso, chocado e ameaçado pelo golpe mortal do inimigo, o Céu se sentiu seguro ante o conhecimento de que seu governo resistiria. A justiça de sua constituição fora eternamente confirmada pela morte de Jesus. Sua lei permaneceu intocada.


A lealdade dAquele que morreu na cruz tornava agora a desobediência impensável. Sim, o Filho de Deus estava morto. Mas Ele tornou a salvação possível para o homem caído, e fez ainda mais: justificou o Seu governo e tornou o Universo seguro por toda a eternidade!

Imediatamente após a morte de John F. Kennedy, incontáveis memoriais se espalharam por toda a Terra. Rodovias, estádios e aeroportos receberam o seu nome. O Cabo Canaveral tornou-se Cabo Kennedy.

É muito natural que o mundo cristão quisesse fazer um memorial à morte e especialmente à ressurreição de Jesus. Por que não fazer do domingo, o dia da ressurreição, uma lembrança universal do dia em que Ele saiu do túmulo? Muito lógico, não? Mas há um problema: Deus já havia escolhido um memorial para a morte de Cristo na cruz, nós o chamamos de a "Ceia do Senhor" I Coríntios (NT) 11:23 a 26.

Você sabia que Deus também já tinha escolhido um memorial para a ressurreição de Jesus? Podemos ler sobre isto em Romanos (NT) 6:3 a 5: "Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com Ele na semelhança da Sua morte, também o seremos na da Sua ressurreição."

Pode qualquer outro memorial ser mais adequado, mais significativo do que o batismo? Quando uma pessoa entra na água e prende o fôlego, isso simboliza a morte para o pecado; quando é colocada embaixo da água, simboliza o enterro da velha vida; e quando ele vem para fora, simboliza a ressurreição para uma nova vida. E, por estes atos juntos, o seguidor de Jesus compartilha e comemora a morte, o enterro e a ressurreição do seu Senhor. é um memorial perfeito em todos os seus detalhes; é difícil de entender por que o homem tentaria aprimorá-lo.

Mas é exatamente isso que os homens têm tentado fazer, pois um grande segmento do mundo cristão realiza cultos no domingo em lugar do sábado bíblico, e eles respondem que isso é feito em memória da ressurreição. Os memoriais são louváveis, mas o problema é o seguinte: Deus já tem um dia de descanso; foi estabelecido no fim da semana da criação, e ele também é muito importante.

"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou" Êxodo(VT) 20:11.

O sábado é um memorial da criação; é uma lembrança perpétua, a cada sete dias, de que não somos filhos do acaso, nem de qualquer acidente, mas de um Criador amoroso.
Eis a questão: como a natureza humana reagiria tendo dois dias de descanso? Será que não iríamos escolher aquele que fosse mais conveniente? Isso significa que, provavelmente, Sua obra como Criador seria esquecida!

Deus é honrado por nossa lembrança do túmulo vazio, mas a observância do domingo, por mais sincera que seja, viola especificamente pelo menos um dos Dez Mandamentos de Deus. Aqueles que observam o domingo não estão observando o dia que Deus ordenou. Podemos esperar que Deus se agrade com um memorial que esteja manchado com a quebra da lei? Dificilmente.

A essa altura, você pode estar dizendo: "Não sei bem o que li ou onde, mas sempre presumi que existisse autoridade no Novo Testamento para o culto aos domingos. Será que sonhei?" Você não sonhou, apenas supôs o que milhões antes de você também imaginaram. A verdade é que o Novo Testamento menciona o primeiro dia da semana oito vezes. Cinco desses textos apenas se referem ao fato da ressurreição ter ocorrido no primeiro dia da semana.

Examinemos o primeiro deles. "E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que haviam preparado." São Lucas (NT) 24:1. Será bom observar o versículo imediatamente anterior, 23:56: "E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento."

As mulheres já tinham descansado no sábado antes de irem, no primeiro dia da semana, ao túmulo. Não existe nenhuma orientação divina para guardarmos o primeiro dia da semana como dia sagrado. Você pode conferir os outros quatro textos que falam a mesma coisa. São eles: São Mateus (NT) 28:1; São Marcos (NT) 16:2 e 9 e São João (NT) 20:1.

A próxima passagem está no Evangelho de São João (NT) 20:19: "Chegada pois a tarde daquele dia, o primeiro dia da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-Se no meio, e disse-lhe: Paz seja convosco."

Essa passagem é mencionada como uma comemoração da ressurreição por aqueles que buscam apoio nas Escrituras para tal mudança. Mas é difícil ver como isso pode ser verdade já que os discípulos estavam reunidos atrás de portas fechadas por medo dos judeus e eles próprios ainda não estavam convencidos da ressurreição, até que Jesus apareceu a eles.

A sétima referência encontra-se no Livro de Atos (NT) 20:7: "E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e alargou a prática até a meia-noite."

Paulo pregava um sermão de despedida no primeiro dia da semana. Entretanto, a pregação de um sermão, ou a celebração do culto da comunhão, não faz desse dia um dia sagrado. E, com relação à Ceia do Senhor, tenha em mente que ela foi, originalmente, instituída pelo próprio Jesus em uma noite de quinta-feira. Mas isso faz da quinta-feira um dia de guarda? Muito difícil; especialmente quando inúmeras referências falam de Paulo e outros Apóstolos pregando no sábado. Aliás, esse era o costume. Aquela noite fora apenas uma reunião de despedida!

Chegamos à última referência. "No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam coletas quando chegar." I Coríntios (NT) 16:2.

Paulo está promovendo um projeto muito especial ao seu coração. Os crentes em Jerusalém precisavam de assistência financeira, e Paulo está pedindo às igrejas para juntarem uma grande oferta para os seus irmãos na fé (verso 3). Essa passagem não tem nada a ver com ir à igreja aos domingos e colocar uma na sacola, como alguns podem ter entendido. Paulo está simplesmente pedindo aos coríntios que separem algum dinheiro para esse projeto especial. De fato, as várias traduções desse versículo deixam claro que o "pôr de parte" é feito nos lares, não num culto púlpito.

Há mais uma passagem que não menciona o primeiro dia da semana, mas muitas pessoas presumem que sim. Está em Apocalipse (NT) 1:10. "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta." Muitos acreditam que o "dia do Senhor" mencionado nesse texto é o domingo. Mas o dia do Senhor é verdadeiramente o domingo?

Vejamos o que Deus disse através do profeta Isaías: "Se desviares o teu pé do sábado, e de fazer a tua vontade no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras..." Isaías (VT) 58:13.

O povo de Deus vinha negligenciando o sábado e Deus os repreendeu para que parassem e chamassem o sábadodeleitoso e santo. Inquestionavelmente, o sábado é o dia do Senhor. Segundo os melhores registros históricos, a prática de aplicar a expressão "o dia do Senhor" ao domingo surgiu nos círculos cristãos por volta do final do século dois. Quando João escreveu o Apocalipse, aqueles que queriam ver o sábado mudado ainda não tinham nascido. E o fato triste é que quando a expressão "dia do Senhor" entrou em uso entre os cristãos, ela veio manchada pelo paganismo, e especialmente pelo culto ao Sol.

Veja o que escreveu Agostinho Paiva, um escritor português, sobre o mitraísmo. "O primeiro dia de cada semana, domingo, foi consagrado a Mitra desde os tempos remotos, segundo afirmam vários autores. Porque o Sol era Deus, o Senhor por excelência, o domingo passou a ser chamado o dia do Senhor, como foi feito mais tarde pelo cristianismo." O Mitraísmo, pág.3.

Você está chocado com a origem da prática da guarda do domingo? O silêncio do Novo Testamento, concernente a qualquer mudança do dia de descanso, é ensurdecedor. Tenha em mente que uma mudança assim teria provocado grande controvérsia entre os cristãos primitivos.


Pense na quantidade de espaço que Paulo dá a questão da circuncisão. Ele dedicou todo o livro dos Gálatas para a discussão do problema, e a circuncisão tinha como sua autoridade apenas a lei cerimonial - uma lei de sacrifícios e cerimônias que terminaram quando Jesus deu a Sua vida. A circuncisão sequer é mencionada nos Dez Mandamentos. Imagine a revolta que teria causado se qualquer mudança do sábado, um dos Dez Mandamentos, tivesse sido sugerida ou mesmo insinuada. Poderíamos esperar encontrar livros inteiros relativos ao assunto. E lembre-se que o Novo Testamento foi escrito de 19 a 63 anos após a cruz.

Sem dúvida, existe confusão por todo mundo sobre o dia de descanso de Deus. Milhões acreditam que aconteceu alguma coisa na cruz que desfez a autoridade do mandamento do sábado. Alguma coisa aconteceu, algo saiu errado. Existe confusão, mas Deus é o responsável por essa confusão? Não. Deus disse: "Porque Eu, o Senhor, não mudo" Zacarias (VT) 3:6.

Os apóstolos também não mudaram. Eles observaram o sábado assim como Jesus. Jesus não previu nenhuma alteração do sábado para perto dos Seus dias. Quando Ele falava da destruição de Jerusalém, que seria no ano 70, isto é, quase quarenta anos mais tarde, dizia a Seus seguidores que orassem para que a fuga não acontecesse no sábado. (Ver São Mateus (NT) 24:20).

E na atualidade? O povo de Deus neste final dos tempos é descrito no livro do Apocalipse como os que guardam os mandamentos de Deus (isso inclui o quarto mandamento) e a fé de Jesus. No último apelo de Deus para esta geração, encontrado em Apocalipse 14, ele conclama homens e mulheres a adorarem Aquele que fez a Terra e o Céu.
Em todas as Escrituras, o sábado permanece seguro como um memorial da criação; um dia observado por Jesus e Seus seguidores; um dia ainda observado em nosso dias.
Com toda certeza, você já ouviu alguém dizer que o sábado é um ponto de controvérsia. E é assim porque esta geração prefere acreditar na chance e no caos de bilhões de anos do que nos seis dias da criação realizada por Deus.

Milhões estavam assistindo televisão no momento da confusão, quando um repórter gritou de Dallas: "Ele foi baleado, Oswald foi baleado." O assassino não viveu para ser julgado ou para contar sua confusa história. Mas o assassino do Calvário continua à solta, e furioso porque terá em breve que enfrentar o ajuste de contas, furioso porque seu tempo está se esgotando. A cruz do Calvário mostrou que a lei divina é imutável, mas o anjo caído disse aos homens que a morte de Jesus havia abolido o código moral de Deus e nos livrou de suas obrigações. Ele transformou a cruz que Deus havia usado para confirmar a lei numa arma contra a lei.

Isso aconteceu e está acontecendo. E como resultado, milhões são enganados. No entanto, apesar das investidas do anjo caído, a cruz do Calvário permanece com seu testemunho firme. Ela não aceita a responsabilidade pelo desprezo generalizado à lei de Deus. O que o assassinato de John F. Kennedy causou à constituição? Nada. O que a morte de Jesus causou à lei divina? Nada. O que a cruz causou ao sábado? Nada.

O Calvário é o testemunho de Deus ao homem de que a Sua lei eterna é importante.
Quanto mais detalhadamente investigarmos esse assunto, maior será a convicção de que tem algo errado em algum lugar; em que algumas questões muito importantes temos seguido a multidão, jamais parando para questionar. O exemplo de Jesus é imutável.

Lá está a pequena oficina do carpinteiro, fechada no sábado. Jamais a encontraremos de outro modo. Foi assim naquela sexta-feira negra, à sombra da cruz, e não tem sido diferente, desde o dia em que Ele morreu.


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VF 10 Bençãos sem Medida

Deus deseja fazer parte de sua vida por completo, não apenas do dinheiro, mas do seu tempo, suas habilidades, dos cuidados com a sua saúde, seu trabalho, seu casamento, suas esperanças e sonhos.




Quando Ellen White (mensageira da Igreja Adventista) e seus auxiliares chegaram aos Estados Unidos em 1900, após dez anos de permanência na Austrália, encontraram uma questão a ser resolvida: Onde ela se estabeleceria?

Pouco antes de chegar a São Francisco, ainda a bordo do navio, ela teve uma visão na qual lhe foi declarado que o Senhor havia preparado um refúgio para ela. Onde exatamente seria esse lugar não lhe foi apresentado. Como a Pacific Press, editora que imprimia os livros que ela escrevia, ficava em Oakland, Califórnia, parecia que Oakland devia ser o lugar escolhido. Mas os aluguéis haviam subido muito durante o período que ela havia estado fora. O aluguel de uma casa adequada custaria pouco mais da metade de seu salário.

Enquanto decidia foi-lhe sugerido que descansasse por alguns dias no retiro de saúde de Santa Helena. Lá, em conversa com velhos amigos, contou sua frustração em procurar uma casa em Oakland, quando um dos amigos disse: "Na base de um colina, bem próxima, há um perfeito lugar para a senhora. é a casa de Robert Pratt."

Robert havia comprado uma área de 30 mil metros quadrados, onde havia ricas terras de lavoura. Ellen White mal conseguia conter sua emoção. Na propriedade havia uma grande casa vitoriana inteiramente mobiliada, incluindo carpetes, cortinas, toalhas e louças. Havia árvores ornamentais de várias partes do mundo e muitas flores, a maioria rosas.

Um pomar estava formado com uma incrível variedade de árvores frutíferas. Havia um outro pomar contendo mil ameixeiras e outro, somente de oliveiras. Havia também um vinhedo, um jardim, um campo de feno, um celeiro, dois cavalos, quatro charretes e uma plataforma para carroças. O que mais alguém poderia desejar?

O chalé, perto da casa, poderia servir de escritório.

Havia várias nascentes, bosques e um cenário inigualável. Por essa propriedade, ela pagou um valor inferior ao recebido pela venda de sua casa na Austrália, e isso apenas uma semana após haver desembarcado. Deus realmente havia preparado um refúgio para ela.

Muitos também passam por experiências maravilhosas como essa. Deus realmente dirige os negócios, mesmo para comprar ou para alugar uma casa. Deus sempre prepara um refúgio para Seus filhos. Às vezes, um aluguel menor, outras vezes uma casa melhor. Seja como for, podemos ter certeza de que Aquele que é o dono do mundo está ao nosso lado.

"Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam." Salmo (VT) 24:1.
Costumamos dizer que possuímos uma casa ou terras, mas não é bem assim. Tudo é propriedade de Deus, nós somos apenas os administradores. Deus é quem nos torna possível adquirir todas as coisas.


"Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que Ele é o que te dá força para adquirires poder; para confirmar o Seu concerto, que jurou a teus pais, como se vê neste dia." Deuteronômio (VT) 8:18

Deus quer ser nosso amigo e não apenas isso. Ele quer prover nossas necessidades e nos dar um presente. "Porquanto a vontade dAquele que Me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho, e crê nEle, tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia." São João (NT) 6:40.

Jesus quer dar a cada um de nós a vida eterna, um lar permanente. "Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo." São Mateus (NT) 25:34.

Este é o presente que Ele nos quer dar, e mais do que isso, quer nos adotar em Sua família e finalmente nos receber para desfrutar as alegrias e privilégios de Seu reino. Enquanto esse dia não chegar, Ele nos pede, como inquilinos deste velho mundo, um aluguel bastante modesto. Na verdade, Ele pede que reconheçamos a Sua propriedade, devolvendo- Lhe uma pequena porção daquilo que Ele nos dá. E a todos que concordam com isso, Ele faz uma maravilhosa promessa.

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa, e provai-Me nisto, diz o Senhor dos exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida." Malaquias (VT) 3:10.

Deus nos dá tudo mas não pede tudo. Ele pede que devolvamos a apenas a décima parte, ou seja, o dízimo como Ele o define. Ele nos deixa ficar com os outros 90 por cento. Que acordo mais incrível!

O que Deus promete àqueles que devolvem fielmente a porção que Deus designou como dEle? Nosso Senhor abre as portas do Céu e faz chover bênçãos sobre nós, elas são tantas que não temos espaço para recebê-las.


Qualquer dizimista fiel dirá que Deus cumpre essa promessa. E nosso Pai promete fazer algo mais:
"Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos." Malaquias 3:11.

Os dizimistas podem contar muitas histórias de como o Senhor honrou fielmente Sua promessa. Repetidas vezes, Deus protege Seus filhos do devorador. Ele convida a cada um para formar uma maravilhosa sociedade com Ele. Evidentemente a aritmética de Deus não é igual a nossa. Os nove décimos com Sua bênção são mais que os dez décimos sem ela.

O dízimo é uma doação? Não. O dízimo é uma parte de nossa renda que claramente pertence a Deus. "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a Mim Me roubais, vós, a nação toda." Malaquias 3:8 e 9. Oferta é algo bem diferente do dízimo.

O que se deve fazer com o dízimo? Certamente, não podemos enviar um cheque para Deus. Alguns crêem que deva ser dado aos pobres ou a alguma instituição de caridade, mas esse não é o plano de Deus. Sua palavra é clara a esse respeito: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro." A nossa responsabilidade é levar o dízimo à igreja e é responsabilidade da igreja distribuí-lo sabiamente.

O apóstolo São Paulo diz qual é a finalidade do dízimo: "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." I Coríntios (NT) 9:14.

Na época do Velho Testamento, o dízimo era usado para o sustento dos sacerdotes; no Novo Testamento ele é empregado para o sustento do ministério evangélico. O ministro não deve depender das coletas, dos bazares beneficentes e nem das quermesses, para seu sustento. Ele não deve depender da boa vontade de algum membro rico. Pois o dízimo é trazido à casa do tesouro, para a tesouraria da igreja, e repassado para o sustento dos pastores, igualmente, quer a igreja seja grande ou pequena, quer os membros sejam pobres ou ricos. Deus sabe exatamente como prover Sua obra.

Um homem estava estudando a Bíblia e seus amigos ficaram surpreendidos com o seu entusiasmo. "Se você se envolver com essa igreja eles vão tirar dez por cento de seu salário." A denúncia pareceu bastante grave. Ele foi ao pastor para saber a verdade. Perguntou se igreja iria tirar dez por cento de sua renda. O pastor deu uma resposta singular: "Sim, é verdade que a igreja vai ficar com dez por cento de sua renda. Mas isso não é tudo, você vai ser convidado a dar ofertas além do seu dízimo. Se você tem filhos, a igreja vai querer que você os coloque em um colégio cristão e isso tem o seu preço. A igreja vai incentivá-los a enfrentar uma faculdade cristã e isso custa caro; mas ainda não é tudo. Pode ser que a igreja peça a você que mande seu filho para a áfrica ou qualquer outro lugar como missionário. Talvez você nunca mais volte a vê-lo. O Senhor não pede apenas dez por cento, Ele pede tudo o que você tem".

Realmente, Deus pede tudo o que você tem. Mas, diante do que Ele tem feito por você, diante do que o Calvário custou a Ele, é pedir demais?


Deus deseja fazer parte de sua vida por completo, não apenas do dinheiro, mas do seu tempo, suas habilidades, dos cuidados com a sua saúde, seu trabalho, seu casamento, suas esperanças e sonhos. Ele estende um convite a você para fazerem uma sociedade fascinante.

Agora você sabe que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é dizimista. O seu povo é dizimista. Pergunte a qualquer adventista sobre como Deus tem cumprido a Sua promessa. Você terá uma surpresa.

Durante a recessão econômica dos anos 30 ocorreu uma história notável na sede mundial da Igreja Adventista em Washington. W. H. Williams era um bom diretor financeiro. Ele conhecia também a economia mundial. Em uma época difícil, quando as verbas eram escassas, ele era o homem certo para o posto que ocupava como vice-tesoureiro da Associação Geral. Ele era o homem ideal, não apenas por causa de sua formação e experiência mas porque sua fé pessoal em Deus era tanta que, mesmo em uma época de emergência, ele obedecia rigorosamente ao que Deus ordenava.

Em uma tarde de quinta-feira, ao se encerrar o expediente, Williams sentou-se sozinho em seu escritório. Estava feliz pela chance de relaxar após um dia atarefado. Como sua esposa estivesse fora, não havia problemas se ele se atrasasse alguns minutos. Pensou como seria bom ir para cama mais cedo e descansar. De repente, ele ouviu uma voz: "Vá a Nova Iorque esta noite." O pastor Williams era o tesoureiro responsável pelo fluxo do caixa. Era ele quem mexia com os bancos. Os fundos eram distribuídos por vários bancos e dois ficavam em Nova Iorque.

Ele ia freqüentemente a Nova Iorque enviar verbas para as missões. Mas ainda faltavam dez dias para isso. Ele se perguntou: "Ir a Nova Iorque esta noite?" Não tenho autoridade para mexer com os fundos nesta época. Então orou: "O que vou fazer, Senhor, quando chegar lá?" Mas a voz continuou: "Vá."

Ele estava cansado e detestava tomar o bonde tarde da noite para ir à ferroviária. Em seguida, foi à sala do seu fiel assessor, Chester Rogers, para ver se ele já havia ido para casa. Ele ainda não havia saído do trabalho e concordou em levá-lo até à ferroviária para tomar o trem da meia-noite.

Rogers não fez qualquer pergunta mas ficou curioso sobre o que estaria acontecendo. Por que o pastor Williams faria uma viagem não programada até Nova Iorque dez dias antes do prazo, e sem autorização? Havia algo estranho.

Durante algum tempo, Williams vinha retirando mil dólares de cada vez de um dos bancos em Washington. Em cada uma dessas vezes, ele havia simplesmente pedido a Rogers para colocar as dez notas de cem dólares em um envelope, datá-lo, marcar a quantia, e colocá-lo no cofre do escritório. Mas por quê? O próprio pastor Williams não sabia a razão.

Na manhã seguinte, chegou a Nova Iorque ainda sem saber por que estava lá. Mas logo veio a resposta: "Vá aos dois bancos e remeta o dinheiro para as missões." Ele argumentou com Deus em oração que ainda era muito cedo para tal operação. Quando os bancos abriram naquela sexta-feira, ele estava de frente para o caixa que geralmente cuidava dos negócios da Associação Geral. O homem nem sequer ergueu os olhos e o pastor Williams deu a ele uma lista das remessas a serem enviadas. Aconteceu ainda mais uma coisa estranha. De repente o pastor disse: "Eu gostaria de enviar o triplo da importância que sempre enviamos em cada caso." Ele sabia que havia o suficiente para uma remessa assim, mas iria ficar pouco dinheiro como fundo de reserva. Ele insistiu para que o caixa fizesse a transação rapidamente.

Antes de entrar e depois de sair do banco, o pastor Williams estava tremendo: como poderia explicar o que acabara de fazer sem autorizaço? Novamente ouviu a voz: "Vá ao outro banco e envie as demais verbas, agora." A voz parecia indicar que não havia tempo a perder. No segundo banco, tudo correu normalmente e recebeu a garantia de que a transação seria feita imediatamente. Telegrafou em seguida para cada uma das missões mundiais dizendo: Conserve verbas. Segue carta.

De volta, já em casa, ele acordou tarde na manhã seguinte. Era 4 de março - dia em que o novo predidente, Franklin D. Roosevelt, ia ser empossado. Através da janela aberta de seu quarto, ele ouviu um grito rouco: Extra! Extra! Bancos fechados em toda a nação. O Pastor Williams pulou da cama e correu para pegar um jornal. Era verdade, lá estava a manchete: Bancos fechados em toda a nação.


Agora ele sabia: o novo presidente só iria proclamar seu feriado bancário no dia seguinte. Mas na manhã de 4 de março, o dia da posse, Richard Whitney, presidente da Bolsa de Valores de Nova Iorque fez o histórico anúncio: A Bolsa fechou, por tempo indeterminado. O sistema bancário sofreu um colapso, a emergência era total, e a nação teria que se ajustar a um mundo sem dinheiro. Muitos pequenos bancos jamais voltaram a abrir e os que sobreviveram, só reabriram depois de três meses.

Muitos desastres e imprevistos de toda ordem ainda surgirão. Mas o que isso realmente significa diante de um Deus tão poderoso e cuidadoso assim?


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VF 11 A Cruz no Deserto

O santuário portátil do deserto era uma cópia exata do santuário existente no Céu.Essa réplica seria uma escola adequada para nos ensinar muitas coisas sobre o plano elaborado por Deus para a salvação da humanidade.




Você imaginou o que as pessoas faziam quando pecavam, antes de Jesus morrer? Hoje temos a promessa: "Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo, para perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I São João (NT) 1:9.

Agora podemos ser perdoados porque Jesus morreu em nosso lugar e pagou o preço dos nossos pecados. Mas como homens e mulheres podiam ser perdoados antes da cruz, quando Jesus ainda não tinha morrido?

Na verdade, assim que o homem pecou, Deus demonstrou pela primeira vez o Calvário. Foi construído um altar sobre o qual um cordeiro foi sacrificado. Esse cordeiro representava a Cristo.
Através dos séculos, cada vez que um animal inocente era sacrificado, apontava para o dia em que o Filho inocente de Deus morreria no lugar do homem. Esse foi o preço do perdão.


O povo de Israel, recém saído da escravidão, precisava de uma comunicação simples e fácil para compreender o plano de Deus para a Salvação. Eles precisavam de algo prático, que demonstrasse a terrível natureza do pecado de modo vivo. Eles necessitavam de uma noção clara do elevado custo de nossa salvação. E foi o que Deus fez. Ele ordenou:
"E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o fareis." Êxodo (VT) 25:8 e 9.

Deus desejava estar com o Seu povo, para isso era necessário um santuário. O santuário deveria ser um templo portátil que pudesse ser montado no deserto e transportado enquanto viajassem. Deus mostraria a Moisés um padrão, e daria a ele instruções detalhadas sobre a construção e a mobília. Para a construção desse santuário, Deus deu a Moisés uma planta detalhada, conforme o modelo original existente no Céu.

"Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem." Hebreus (NT) 8:1 e 2. Jesus, ao deixar a Terra, tornou-Se nosso sumo sacerdote. Ele ministra no santuário do Céu, portanto existem dois santuários: o do Céu e o da Terra.

"...Moisés divinamente foi avisado... olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou." Hebreus 8:5.

O santuário portátil do deserto era uma cópia exata do santuário existente no Céu.Essa réplica seria uma escola adequada para nos ensinar muitas coisas sobre o plano elaborado por Deus para a salvação da humanidade.


Ao sair do Egito, o povo de Israel acampou na vasta planície próxima do Monte Sinai, a aproximadamente 1.500 anos antes de Cristo. O acampamento era uma verdadeira cidade de tendas onde imperava a limpeza e a ordem. O povo estava dividido cgava três delas. Na área central ficava o santuário. Ao se entrar no pátio, a primeira coisa que se podia ver era o altar dos holocaustos, onde eram oferecidos todos os sacrifícios.

Pouco além ficava o santuário, que era dividido em dois compartimentos: o Santo, onde havia uma mesa com pão sagrado e o candelabro com sete lâmpadas. Ainda nessa parte, ficava o altar de incenso. O segundo compartimento, separado do primeiro com um véu, chamava-se Santíssimo. Nele estava a arca do concerto com as duas tábuas de pedra, em que Deus, com Seu próprio dedo, escreveu os Dez Mandamentos.

"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." Hebreus 9:22. Isso significa que sem derramamento de sangue não há perdão, nem para o povo de Israel no passado, nem para nós hoje. O perdão é a coisa mais preciosa do Universo, pois custou a vida do Filho de Deus. Era isso o que a morte do cordeiro queria dizer. O substituto inocente, sacrificado no altar, demonstrava a fé do pecador no inocente Cordeiro de Deus, Jesus, que um dia morreria em seu lugar.

Quando alguém pecava e se arrependia, deveria providenciar um cordeiro e se apresentar ao sacerdote no santuário. O pecador, colocando sua mão sobre a cabeça do cordeirinho, confessava os pecados e em seguida matava o animal. O sacerdote, então, espalhava um pouco desse sangue nos cantos do altar. O livro de Levítico, no Velho Testamento, descreve os vários sacrifícios que ocorriam no santuário.
Tudo apontava para um grande e único tema central: prover um meio de trazer o pecador de volta a Deus, tornar possível para ele compreender o pecado e o que isso custou para Deus.


Os sacerdotes, por sua participação pessoal no sacrifício, quando transportavam o sangue para dentro do santuário, cumpriam esse mesmo propósito.

"...E o Senhor a deu a vós, para que levásseis a iniqüidade da congregação, para fazer expiação por eles diante do Senhor." Levítico 10:17. é assim que Jesus, nosso Sumo sacerdote, faz com Seu sangue. Mas uma vez por ano, uma coisa especial acontecia:

"Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo tempo entravam os sacerdotes no primeiro compartimento cumprindo os serviços; mas no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo." Hebreus 9:6 e 7.

Uma vez por ano, o sumo sacerdote entrava sozinho no Santíssimo para realizar um serviço especial. Era a purificação dos pecados que tinham sido transferidos para o santuário durante todo o ano. Essa cerimônia ocorria no dia da Expiação. Era uma espécie de dia do Julgamento. Essa cerimônia tinha a finalidade de apontar para a fase do ministério sacerdotal de Cristo após Seu sacrifício na cruz.

O serviço do santuário com todas as suas cerimônias continuou através dos séculos. Primeiramente, no deserto; e depois, no templo construído em Jerusalém. O serviço do santuário continuou tendo validade até o dia em que Jesus morreu. A partir de então, não seria mais necessário imolar qualquer cordeiro para o sacrifício. O verdadeiro Cordeiro de Deus, o Senhor Jesus Cristo, para O qual todos os sacrifícios apontavam, havia dado a Sua vida pelo mundo todo. Mas o próprio povo, que durante séculos tinha demonstrado fé em Seu futuro sacrifício, não O reconheceu.

Jesus, o Cordeiro de Deus, havia dado a Sua vida. O sistema de sacrifícios estava encerrado, mas quando Jesus subiu ao Céu, Ele assumiu uma nova obra.
"Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossa fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." Hebreus 4:14 e 15.

O sacrifício de Jesus no Calvário foi completo e perfeito. Mas sem a obra de Cristo como nosso Sumo sacerdote, não poderíamos receber nenhum benefício pessoal desse sacrifício. Jesus fez um sacrifício perfeito. Ele fez provisão para todas as pessoas. Mas nem todas serão salvas. Milhões o rejeitarão. Como a salvação não é automática, o sangue de Jesus deve ser aplicado pessoalmente a quem aceitá-Lo. Por isso, Jesus, como Sumo sacerdote, tinha algo mais a fazer.

Ao morrer em nosso lugar e pagar o preço pelos pecados, Ele conquistou o direito de perdoar e de nos devolver a vida eterna. Como nosso Sumo sacerdote, Ele, desde a cruz, aplica os benefícios de Sua morte em favor de todo aquele que desejar. E quando aceitamos o Senhor Jesus como nosso Salvador, quando aceitamos Seu sacrifício e Sua morte em nosso lugar, nosso nome é escrito em um livro muito especial: o Livro da Vida.


Dezoito séculos depois da morte de Jesus, surgiu um movimento que pregava a volta de Jesus para 22 de outubro de 1844. Esse ano ficou marcado como o ano do grande engano. Milhares que aguardavam o aparecimento de Jesus ficaram desapontados. A decepção e o embaraço jamais puderam ser expressos em palavras.

O grupo, que ansiosamente aguardava o retorno de Jesus na ocasião, se dividiu em quatro signicativos segmentos. O primeiro renunciou à fé imediatamente. O segundo concluiu que havia cometido um engano no cálculo do tempo. O terceiro admitiu que Cristo tinha voltado de fato, não fisicamente, mas espiritualmente. O quarto grupo se manteve firme na fé, continuou orando e pesquisando as Escrituras, determinado a descobrir onde havia errado, descobrir o que realmente havia acontecido em 22 de outubro de 1844.

Uma vez que o modelo do antigo santuário foi tirado do santuário do Céu, era razoável concluir que os deveres dos antigos sacerdotes indicariam alguma coisa a respeito da obra de Jesus como nosso Sumo sacerdote no Céu. O antigo santuário era purificado pelo sangue de animais, mas o templo do Céu deveria ser purificado por um sacrifício melhor, o sangue de Jesus.

A convicção era grande para o pequeno grupo. Jesus jamais tinha pretendido voltar à Terra em 22 de outubro de 1844. Embora o Calvário tenha sido uma obra perfeita, uma provisão suficiente para o mundo todo, havia alguma coisa mais que Ele deveria fazer. O sangue do Seu scrifício deveria ser aplicado individualmente àqueles que desejassem. Eles descobriram o que havia acontecido em 22 de outubro. O grande dia da expiação havia começado no Céu. Jesus tinha iniciado a Sua obra no Santíssimo do santuário celestial. Jesus havia iniciado o julgamento.

Antes que Jesus retorne trazendo Consigo a recompensa devida a cada um, antes do dia em que homens e mulheres serão finalmente declarados salvos ou perdidos, o Livro da Vida, com os seus registros, deve ser aberto - o livro que revela sem disfarces o que cada indivíduo fez e foi.


Alguma coisa havia acontecido naquele dia enquanto homens e mulheres esperaram com alegre ansiedade e depois choraram com amarga decepção. Enquanto o dia e a noite se passaram aparentemente sem incidentes, os livros no Céu haviam sido abertos. A hora do julgamento de Deus havia chegado.

Ninguém está isento de feridas e mágoas nesta longa e terrível guerra contra o pecado. Mas as marcas de nossa luta não se comparam aos terríveis sofrimentos que Jesus teve que suportar. Ele veio à Terra enfrentar o pecado frente à frente e dar a Sua vida em sacrifício para nossa salvação. Se fosse necessário, Ele daria a Sua vida ainda que a única pessoa a ser salva fosse você.

Desde o pecado de nossos primeiros pais, e através de toda história de Israel, primeiramente no deserto, depois na terra prometida, e ao longo da Igreja Cristã até os nossos dias, vemos um Deus que se esforça em nos fazer compreender o Seu sacrifício e o quanto Ele está disposto a fazer para nos salvar.

Há um fio de sangue que atravessa a história unindo cada situação, apontando para um Deus cheio de amor e disposto a perdoar a todos os que se sentirem necessitados de perdão.


Agora, Jesus está cumprindo a última etapa de Sua intercessão em favor da humanidade perdida. Como Sumo sacerdote, Ele apresenta os benefícios de Seu sacrifício para perdão e salvação. Logo, Ele deixará Suas vestes sacerdotais e, como Rei dos reis, voltará à Terra para buscar aqueles que aceitaram o Seu sacrifício.


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